O UFC 328 acontece neste sábado, 9 de maio de 2026, no Prudential Center, em Newark, nos Estados Unidos, com transmissão ao vivo pela plataforma Paramount+. Depois de um último evento Premium Live em tom de “card recheado”, a organização volta a montar uma noite com atenção especial para duas disputas de cinturão no topo da programação. No main event, Khamzat Chimaev encara Sean Strickland pelo título dos pesos-médios da organização, colocando frente a frente o invicto do russo-estadunidense (ainda sem derrotas na carreira) e o desafio de Strickland, que tenta conquistar o cinturão pela segunda vez. A rivalidade fora do octógono já vem rendendo muito barulho e falas duras, mas a leitura principal para o combate tende a ser a mesma: Chimaev deve tentar impor o ritmo com luta agarrada e controle, enquanto Strickland aposta em sua capacidade de suportar pressão e responder no momento em que conseguir espaço.
No co-main event, Joshua Van faz a primeira defesa de título no UFC Flyweight diante de Tatsuro Taira. Van chega com a missão de provar que é mais do que um “campeão de circunstância” e que consegue sustentar o nível mesmo com um adversário extremamente perigoso no grappling. Taira, por sua vez, chega para tentar transformar a oportunidade em um novo capítulo na carreira, sustentado por um histórico recente de vitórias com finalizações e por um estilo que tende a levar a luta para onde ele se sente mais confortável. Com isso, o evento também ganha um papel importante para a divisão: a passagem de bastão entre campeões e desafiantes, na prática, deve ser decidida pelo contraste entre o jogo de controle e submissão de Taira e a necessidade de Van manter a luta sob controle, evitando quedas e encontrando caminhos para pontuar na trocação.
Além dos dois cinturões, a noite do UFC 328 conta com confrontos que prometem abrir espaço para diferentes estilos. Entre os principais nomes do card, Alexander Volkov enfrenta Waldo Cortes-Acosta em duelo de peso-pesado, Sean Brady mede forças com Joaquin Buckley na categoria dos meio-médios, e King Green encara Jeremy Stephens em partida que tende a ser movimentada e com bastante conversa no octógono. Nos preliminares, a programação também inclui lutas que podem surpreender, como Ateba Gautier vs. Ozzy Diaz, Joel Alvarez vs. Yaroslav Amosov e Grant Dawson vs. Mateusz Rebecki, além do retorno de Jim Miller, que enfrenta Jared Gordon.
Para os confrontos do card principal, o mercado de apostas trabalha com Khamzat Chimaev como favorito pesado no dinheiro para enfrentar Sean Strickland: Chimaev aparece com -575, enquanto Strickland está em +425. A história recente do desafio passa por um grande salto de Chimaev no cinturão, com vitória na última apresentação por decisão sobre Dricus du Plessis — um resultado que ganhou destaque por seu caráter dominante. Antes disso, Chimaev também já havia feito um impacto considerável ao derrotar Robert Whittaker de forma contundente, quebrando o rosto do rival no confronto. No cartel, Chimaev sustenta 15 vitórias e nenhuma derrota, com 9 triunfos dentro do UFC. Entre as demais conquistas, ele soma vitórias sobre Kamaru Usman, Kevin Holland e Gilbert Burns, além do próprio Dricus du Plessis.
Do outro lado, Strickland chega como um lutador que vem de uma performance forte na luta mais recente, na qual conseguiu desmontar Anthony Hernandez e finalizar o adversário com um grande golpe de joelho na região do corpo. Esse triunfo veio após um período em que ele sofreu uma decisão unânime para Dricus du Plessis, que foi a segunda derrota do americano para o sul-africano. A primeira dessas quedas custou a Strickland o cinturão que ele havia conquistado de forma improvável diante de Israel Adesanya, em 2023. Com esse histórico, a sensação do mercado é de repetição de roteiro: a leitura do favoritismo recai sobre Chimaev novamente, especialmente por conta do impacto do estilo de luta do desafiante na forma como ele controla o ritmo e limita respostas. Mesmo com a capacidade de Strickland de lidar com adversidade e produzir momentos na trocação, o cenário projetado é de um combate em que o grappling de Chimaev tende a dominar os caminhos da luta, levando à expectativa de que o campeão conduza a partida com investidas para derrubar e manter o controle.
Para quem observa o comportamento do combate via totais de rounds, a linha geral do main event está em 3,5 assaltos. O “over” para passar do número aparece em +120, enquanto o “under” está em -154. A tendência, nesse recorte, favorece um duelo mais longo. Há ainda alternativas com props de rounds: over 2,5 em -120 e over 1,5 em -225. Entre as escolhas destacadas, a aposta de maior apelo recai no over de 2,5 rounds, com Best bet: Over 2.5 rounds (-120).
No co-main, Joshua Van é listado como underdog: Van aparece em +142, enquanto Tatsuro Taira está em -170. Van “ganhou” o cinturão em dezembro, após uma lesão dramática de Alexandre Pantoja durante uma tentativa de queda que resultou em fratura do braço. Mesmo com o contexto, a trajetória anterior de Van sustentava a chance: ele vinha de uma sequência de seis vitórias, com atuações contundentes sobre Brandon Royval e Bruno Silva. Como profissional, Van soma 16 vitórias e apenas 2 derrotas, com os reveses concentrados em uma finalização inesperada por nocaute com uppercut contra Charles Johnson e uma derrota por finalização diante do veterano Damon Jackson, em um período bem mais inicial da carreira. Taira, por sua vez, conquistou a disputa ao desmontar Brandon Moreno em dezembro, sendo o primeiro lutador a finalizar Moreno com golpes. Antes disso, ele havia vencido em luta de curta duração contra Hyun Sung Park com uma torção de rosto, e também acumulou resultados expressivos, incluindo uma derrota recente em decisão dividida para Royval, que foi a primeira derrota da carreira do japonês de 26 anos. Agora, ele tenta manter o momentum e transformar o cinturão em consequência lógica de seu jogo.
O mercado também trabalha com a possibilidade de Taira impor seu ritmo já no início do combate. Um dos pontos citados é que Van tem boa defesa de quedas no papel, mas essa porcentagem pode estar inflada por circunstâncias anteriores: em um confronto em que Rei Tsuruya tentou quedas de baixa qualidade, houve desempenho ruim no total de tentativas e, na prática, o número de quedas conectadas não reflete necessariamente o mesmo cenário contra um grappler de elite. Além disso, Taira tem histórico de buscar posições e, com isso, a expectativa é de que ele tente levar Van ao chão no primeiro round para tentar construir o caminho para a finalização. A linha de rounds para a luta está em 3,5: o “under” aparece em -105 e o “over” em referência ao cenário de total de rounds. A leitura mencionada aponta para o under, com Best bet: Tatsuro Taira moneyline (-170), e também a ideia de que uma aposta em finalização pode fazer mais sentido em alternativas de longo prazo.
Em peso-pesado, Alexander Volkov entra como favorito contra Waldo Cortes-Acosta, com Volkov em -185 e Cortes-Acosta em +154. Para Volkov, o histórico recente carrega um peso emocional: ele foi vítima de uma decisão considerada injusta em dezembro de 2024 no UFC 310, contra Ciryl Gane. O confronto foi encarado como inteligente por muitos observadores, com Volkov sendo tratado como alguém que teria conquistado uma das melhores vitórias por decisão de sua carreira, mas com placar que não refletiu essa percepção. Depois do episódio, Gane foi escalado para enfrentar Tom Aspinall e, em seguida, acabou reservado para lutar contra Alex Pereira na Casa Branca. Já Volkov, após a polêmica, foi escalado para encarar Jailton Almeida e conseguiu vencer por decisão, aproveitando um cenário em que “karma cósmico” acabou favorecendo o russo. Seu cartel reforça que ele é capaz de ajustar jogo e, principalmente, de controlar distância e ritmo com jabs e leitura.
Waldo Cortes-Acosta chega em sequência forte. Em 2025, ele disputou cinco lutas e conseguiu finalizar Ryan Spann, vencer Ante Delija e também Shamil Gaziev. A única derrota no período foi para Sergei Pavlovich, onde mostrou resistência e “saco de pancadas” diante de golpes de grande impacto — sinal de que ele pode ser difícil de derrubar mesmo contra oponentes que batem pesado. Em janeiro, Cortes-Acosta ainda venceu Derrick Lewis com força. Mesmo assim, a aposta destacada recai em Volkov, com a justificativa de que Cortes-Acosta tende a ter mais facilidade quando enfrenta adversários que se expõem para trocar. A ideia é que Volkov não se encaixa nesse padrão: ele busca uma estratégia mais inteligente, controla a distância com jab e evita ser capturado por golpes grandes em trajetória longa. A leitura é de que Volkov poderá repetir o script que deu certo contra Pavlovich, usando o jab de forma constante por vários minutos e impedindo que o rival chegue em alcance para os ataques destrutivos. Além disso, Volkov também é descrito como um bom lutador de clinch e competente no chão, com menção de que conseguiu varrer Almeida para baixo em determinado momento da luta. A conclusão apresentada é de que Cortes-Acosta encontra limite e que o favoritismo volta para Volkov, com Best bet: Alexander Volkov moneyline (-185).
Na luta dos meio-médios, Sean Brady é apontado como favorito: -170 contra Joaquin Buckley (+142). O caminho de Brady até aqui passa por uma derrota em novembro para Michael Morales, encerrada por TKO no primeiro round. Mesmo com a queda, a leitura é de que Morales pode ser um nome em ascensão para o topo da divisão. Antes disso, Brady vinha de um triunfo que abriu portas: ele submeteu Leon Edwards e ainda emplacou uma decisão dominante sobre o recém-aposentado Gilbert Burns. Buckley, por outro lado, construiu um discurso forte ao longo do ano, mas foi “aterrissado” por Kamura Usman em junho. Nesse confronto, Usman dominou o chão e acabou com a sequência de seis vitórias de Buckley. Antes da luta contra Usman, Buckley tinha derrotado Colby Covington e Stephen Thompson. O cenário projetado para esta luta enfatiza que Brady deve conseguir repetir um modelo semelhante ao de Usman, especialmente explorando a fragilidade de Buckley na defesa de quedas e na forma de se levantar após ser derrubado.
O argumento central é que Buckley pode até resistir em alguns momentos na trocação, mas tende a ser vulnerável quando o adversário consegue manter pressão de quedas por vários rounds. A análise destaca que Usman derrubou Buckley com frequência no início: por exemplo, foram tentativas que renderam quedas até nos primeiros quatro assaltos, e o desempenho geral de Usman em quedas foi de 4-13, com um detalhe de que ele falhou em tentativas nas etapas finais, mas ainda assim conseguiu estabelecer o controle. Mesmo com a porcentagem de defesa de quedas de Buckley relativamente alta no papel, a leitura é de que ela pode enganar. Brady, com 33 anos, é comparado em perfil competitivo a Usman, com a diferença de que Brady deve ter energia para sustentar o plano em uma luta de três rounds. A expectativa é de que Brady seja mais ativo em ground and pound do que Usman e ainda tenha capacidade para “capturar” braços e travar posições para dificultar a defesa. Assim, a aposta indicada é Brady no moneyline, com Best bet: Sean Brady moneyline (-170).
Fechando o card principal, King Green enfrenta Jeremy Stephens em duelo que também chama atenção para o elemento “veteranos”. Green é favorito com -340, enquanto Stephens está em +270. Green vem de vitória por TKO no segundo round sobre Daniel Zellhuber, garantindo o 15º triunfo do atleta de 39 anos. Antes disso, ele havia vencido Lance Gibson Jr. por decisão dividida. Esses resultados fizeram o público esquecer o KO por wheel kick que ele sofreu diante de Mauricio Ruffy, além da derrota rápida por finalização para Paddy Pimblett. Stephens retorna ao UFC após uma série de mudanças de rota: em 2025, ele voltou para enfrentar Mason Jones, no estado de Iowa, e perdeu por decisão unânime em uma luta muito movimentada. Em seguida, Stephens migrou para o bare knuckle e foi parado por Mike Perry no BKFC 82, em outubro. Ele também não vence no UFC desde 2018, quando nocauteou Josh Emmett. A aposta destacada é de que o combate deve ser movimentado e com troca de provocações, algo que conversa com o estilo de ambos, mas a conclusão do mercado é que Green tende a levar a melhor pela velocidade de mãos e pelo ritmo mais consistente no fim. A projeção ainda fala em possibilidade de vitória com placar amplo, mencionando um cenário de Green dominar e vencer por pontos ou até por interrupção. A aposta indicada é Green -5,5 em -115, com Best bet: King Green -5.5 (-115).
Nos preliminares do UFC 328, a lista inclui lutas com odds bem particulares. Ateba Gautier abre como muito favorito diante de Ozzy Diaz: Gautier em -1100 e Diaz em +700. Gautier sofreu seu primeiro revés no UFC em janeiro, quando Andrey Pulyaev conseguiu frustrá-lo e levar o combate à decisão. Antes disso, o lutador vinha dominando adversários no octógono, incluindo finalizações no primeiro round sobre Tre’ston Vines, Robert Valentin e Jose Medina. Aos 24 anos, Gautier sustenta cartel de 10 vitórias como profissional, com sua única derrota em decisão dividida em uma luta muito inicial, descrita como uma espécie de “roubo” na percepção de quem acompanha o contexto. Diaz, por sua vez, vem de decisão difícil sobre Djorden Santos em março de 2025 e ficou afastado desde então. Foi apenas a segunda luta dele no UFC, e antes disso ele havia sido finalizado rapidamente por Zhang Mingyang. Diaz também teve passagem pelo Contender Series, onde foi finalizado por Joe Pyfer em 2022. A aposta indicada para essa luta é mais conservadora em termos de caminho: o mercado sugere cautela, mas o raciocínio apresentado aponta para luta passar de 1,5 rounds, em razão da dificuldade de Diaz e da chance de Gautier não resolver tudo tão rápido. Para o total de rounds, a linha aparece em 1,5: o over está em +230 e o “under” não é o destaque. A escolha destacada é Over 1.5 rounds (+230).
Em seguida, Joel Alvarez enfrenta Yaroslav Amosov, com Alvarez em +145 e Amosov em -175. Alvarez chega em sequência de quatro vitórias, incluindo finalizações sobre Marc Diakiese, Elves Brener e Drakkar Klose. Sua luta mais recente foi em outubro, quando subiu para o peso-meio-médio e dominou Vicente Luque, o que reforça como a mudança de categoria pode ter sido feita com inteligência. Amosov estreou no UFC apenas em dezembro, mas já chama atenção: ele finalizou Neil Magny rapidamente, mostrando eficiência no grappling. Antes disso, sua carreira se destacou no Bellator, onde foi campeão dos meio-médios, com vitórias sobre Logan Storley e Douglas Lima, e perdeu o cinturão para Jason Jackson. Há ainda um detalhe de dedicação fora do octógono: Amosov passou períodos afastado e retornou à Ucrânia para lutar no contexto de guerra. Na análise apresentada, o confronto é interessante porque Alvarez já foi mapeado como possível nome de ameaça no peso-leve, mas a pergunta agora é se ele sustenta o nível em 170 libras. O texto indica que ainda será necessário ver mais do Alvarez contra adversários do mesmo patamar em pé e no controle. Ao mesmo tempo, também fica a exigência de que Amosov prove consistência no novo contexto, já que uma finalização sobre um atleta de 38 anos como Neil Magny não seria um termômetro suficiente para afirmar superioridade total. Um ponto técnico citado é a disputa por finalizações por frente, com menção à busca por enforcamentos do tipo anaconda e d’arce. Amosov tem sete vitórias nesse estilo, enquanto Alvarez tem diversidade, incluindo d’arce e preferência por guilhotina em pé. Considerando esse choque, a aposta destacada aponta para o sucesso de Alvarez na trocação e aproveitando vantagem de envergadura para conduzir o combate. A escolha indicada é Joel Alvarez moneyline (+145).
Na sequência, Grant Dawson encara Mateusz Rebecki em luta com Dawson favorecido: -170 contra +142 de Rebecki. Dawson teve uma derrota pesada em dezembro, quando foi destruído por um uppercut de Manuel Torres, interrompendo uma sequência de três vitórias em que ele dominou Diego Ferreira, Rafa Garcia e Joe Solecki em um estilo descrito como semelhante ao de Khamzat. Antes disso, Dawson também havia sido nocauteado em 33 segundos por King Green, e essa derrota acabou quebrando a sequência invicta que ele construiu no início da passagem no UFC. Rebecki, por sua vez, tem histórico recente de lutas duras: de 2024 para cá, ele está em 1-3, mas a narrativa reforça sua resistência. Ele estreou uma “guerra” contra Diego Ferreira, começou melhor, mas foi superado no fim do terceiro por TKO. Depois, enfrentou Myktybek Orolbai em um dos duelos mais lembrados do ano, vencendo por decisão dividida. Em seguida, participou de outra luta sangrenta contra Chris Duncan, e mais recentemente, em outubro, sofreu decisão majoritária diante de um Ludovit Klein que ainda estaria limitado por questões físicas. O raciocínio apresentado é de que Rebecki se coloca em confrontos intensos mesmo sendo um bom lutador de quedas, mas que muitas vezes o wrestling dele perde força após cerca de uma volta e meia, quando permite que o adversário volte a trocar com golpes mais pesados. Dawson, por outro lado, seria maior, com diferença de altura, envergadura e massa, o que tende a ajudar a levar Rebecki ao chão e manter um “mugging” de grappling por três rounds. Mesmo com isso, o texto ressalta que Dawson tem um ponto fraco: o poder de nocaute em um golpe só. A aposta, porém, afirma que Rebecki não demonstrou esse tipo de ameaça com a mesma clareza. A escolha indicada é Grant Dawson moneyline (-170).
Fechando essa parte dos preliminares, Jim Miller encara Jared Gordon com odds favoráveis ao segundo: Miller em +260 e Gordon em -325. Miller aparece no card como um veterano que entra em sua 47ª apresentação no UFC aos 42 anos. Apesar da idade, o lutador tem se mostrado competitivo nos últimos anos: ele está em 3-3 no recorte de três anos, com derrotas para nomes como King Green, Alexander Hernandez e Chase Hooper. A vitória mais recente foi em novembro de 2024, quando finalizou Damon Jackson com guilhotina. Do outro lado, Gordon também vem de um combate delicado: ele perdeu por TKO em uma luta perigosa para Rafa Garcia. Antes disso, Gordon venceu com nocaute também, acertando Thiago Moises. No UFC, Gordon está em 9-7 no cartel, embora as leituras digam que ele poderia estar em 11-5 caso dois resultados com pontuação questionável tivessem ido para o seu lado, incluindo perdas para Nasrat Haqparast e, de forma marcante, para Paddy Pimblett. A aposta apresentada entende que Miller é um underdog surpreendente e que pode haver um duelo equilibrado, com Gordon buscando pontuar no boxe e Miller tentando encurtar o caminho para o chão e dominar com controle. O ponto central do texto é se Gordon consegue machucar Miller em pé, já que Miller é descrito como extremamente difícil de derrubar com golpes: em sua carreira com 50 lutas, ele só foi interrompido por strikes em duas ocasiões, com um joelho de Dan Hooker em 2018 e uma joelhada alta de Donald Cerrone em 2014. A leitura, no entanto, não acredita em uma repetição desse cenário. Ainda assim, o plano de Miller pode ser aumentar o tempo em posições dominantes e buscar decisões. Por isso, a aposta sugerida foge da escolha direta do vencedor e mira o combate indo até o fim: Best bet: Fight to go the distance – Yes (-165).
Nos “early prelims”, Roman Kopylov abre contra Marco Tulio em luta com Kopylov em +154 e Tulio em -185. Kopylov vem de duas derrotas seguidas por decisão em lutas difíceis contra Gregory Rodrigues e Paulo Costa, sem que isso apague o que ele fez antes, quando aplicou um nocaute de cabeça com kick no estouro do cronômetro contra Chris Curtis. No UFC, ele está em 6-5. Já Marco Tulio perdeu o invicto em novembro, sendo dominado por Christian Leroy Duncan, em um TKO. Na época, ele acumulava 14 vitórias e seguia sem derrotas, com finalizações sobre Tresean Gore e Ihor Potieria. A aposta descrita vê Kopylov mais esperto e com probabilidade de controlar a luta com wrestling em busca de domínio de rounds. A linha de aposta destacada é Kopylov moneyline (+154).
Em outro confronto dos primeiros lances do card, Pat Sabatini encara William Gomis. Sabatini aparece com -205, enquanto Gomis está em +170. Sabatini venceu Chepe Mariscal por decisão no UFC 322 em novembro e antes disso passou por Joanderson Brito. No UFC, ele está em 8-2 e não perde desde ser finalizado por Diego Lopes em 2023, em um TKO. Fora do octógono, Sabatini também teria conquistado e defendido o cinturão de grappling profissional do Cage Fury na categoria dos meio-médios. Gomis vem de decisão sobre Robert Ruchala em setembro e, antes, teve uma perda dividida e muito apertada para Hyder Amil. Antes disso, ele também venceu por decisão dividida sobre Brito. A leitura apresentada favorece Sabatini por um conjunto de qualidades: controle de bastidores com boa capacidade de assumir costas e finalizar com triângulo no tronco, além de não ser um lutador “limitado” na trocação, conseguindo preparar quedas com socos. A conclusão é de que Gomis não deve ter poder suficiente para encerrar rápido a luta nem causar dano que diminua o nível do grappling de Sabatini, o que direciona o combate para decisões. A aposta destacada é Pat Sabatini moneyline (-205).
Na última luta dos early prelims descrita, Baisangur Susurkaev enfrenta Djorden Santos. Susurkaev é favorito com -600, enquanto Santos está em +440. Susurkaev demorou para engrenar, mas em novembro finalizou Eric McConico com um gancho de direita. Antes disso, ele havia submetido Eric Nolan no UFC. A vitória sobre Nolan foi o “debut correto” no UFC de Susurkaev, que aconteceu quatro dias depois de ele vencer no Contender Series com nocaute por chute na região do corpo no primeiro round. Santos, por sua vez, vem de decisão sobre Danny Barlow em outubro e, antes disso, havia perdido por decisão para Ozzy Dias. Ele também vinha do Contender Series em 2024, quando venceu Will Currie por decisão. Para essa luta, o enfoque indicado é no total de rounds: a linha está em 1,5, e o raciocínio aponta que esse número está baixo. Como Susurkaev teve início mais lento contra McConico e Santos mostrou resistência forte, a aposta tende ao over. A escolha destacada é Over 1.5 rounds (-166).
Já no card early, Clayton Carpenter encara Jose Ochoa, com Carpenter em +150 e Ochoa em -180. Carpenter viu sua sequência invicta acabar em janeiro de 2025, quando foi superado no wrestling por Tagir Ulanbekov. Depois disso, em outubro, ele foi finalizado no primeiro round por kimura aplicada por Jafel Filho. Antes da pequena sequência negativa, ele havia vencido Lucas Rocha e Juancamlio Ronderos e conquistado contrato no Contender Series ao vencer Edgar Chairez. Ochoa vem de uma derrota por decisão unânime após ser derrubado por Asu Almabayev em julho. Antes disso, ele havia destruído Cody Durden com um nocaute brutal no segundo round. Na estreia, Ochoa também havia perdido por decisão unânime para Lone’er Kavanagh. A leitura para o confronto é um duelo entre lutador de trocação (Ochoa) e um “wrestle-boxer” (Carpenter). A aposta é de que Carpenter, se acertar o plano de levar a luta para o chão com mais frequência do que trocar, tem grande chance de sair com a vitória. O texto ressalta que a defesa de quedas do Ochoa é de 59% e que ele foi derrubado em duas das quatro tentativas contra Durden. Se Carpenter tentar mais boxe do que wrestling, ele pode ser punido. Como Carpenter está em um momento de 0-2 e deve chegar mais motivado para buscar quedas, a projeção é de pressão cedo, aproximação na grade e tentativa de cansar Ochoa. A aposta destacada é Clayton Carpenter moneyline (+150).
Para completar a cobertura de “long shots”, o texto lista algumas apostas mais arriscadas para o UFC 328. Há a opção de Khamzat Chimaev vencer por finalização no quinto round, com cotação +1800, sustentada pela ideia de que a luta pode se estender e repetir um padrão semelhante ao de Chimaev contra Dricus du Plessis, com a possibilidade de o campeão acelerar em etapas finais quando estiver seguro da vitória. Outra alternativa sugerida é Tatsuro Taira superar Joshua Van por finalização no primeiro round, com +750, apoiada no argumento de que Van vem sendo derrubado cedo com frequência e que não demonstrou defesa de finalização suficiente para resistir ao grappling de Taira. O mercado também apresenta um cenário de Jim Miller vs. Jared Gordon com resultado “split/majority” em favor de um dos lados, com +700, baseado na expectativa de combate muito equilibrado e que não termine por nocaute ou finalização imediata, com juízes podendo divergir em rounds apertados, inclusive em um retrato de controle no chão por tempo considerável.

