UFC 328: vingança no main event e expectativa por nova atuação de Chimaev

Um dos eventos mais aguardados de 2026 acontece neste sábado com o UFC 328, no Prudential Center, em Newark, Nova Jersey. O card reúne grandes nomes e, apesar da força geral da programação, a atenção do público está concentrada nos dois principais confrontos do show.

No main event, uma disputa de vingança no peso-médio coloca frente a frente o campeão invicto Khamzat Chimaev e o ex-campeão Sean Strickland. Chimaev, que chega com cartel de 15-0 no MMA e 9-0 no UFC, tenta realizar sua primeira defesa de título diante de um Strickland decidido a retomar o cinturão.

No co-main event, o campeão dos moscas Joshua Van encara Tatsuro Taira pela primeira defesa do reinado. Van entra no duelo com 15-2 no MMA e 9-1 no UFC, enquanto Taira soma 18-1 no MMA e 8-1 no UFC.

O que ficou da prévia do UFC 328

  • Chimaev tenta fazer a primeira defesa do cinturão dos médios no UFC 328 contra Sean Strickland.
  • Joshua Van busca a primeira defesa do título dos moscas diante de Tatsuro Taira.
  • O card traz ainda confrontos entre Alexander Volkov e Waldo Cortes-Acosta; Sean Brady e Joaquin Buckley; King Green e Jeremy Stephens; Ateba Gautier e Ozzy Diaz; Grant Dawson e Mateusz Rebecki; Jim Miller e Jared Gordon; Roman Kopylov e Marco Tulio; Pat Sabatini e William Gomis; e Clayton Carpenter contra Jose Ochoa.

Estatísticas e números do duelo principal

Chimaev é um dos 15 campeões indiscutidos do UFC no peso-médio. Além disso, ele também figura entre os 15 detentores invictos de título na história do Ultimate.

Dentro do peso-médio do UFC, Chimaev mantém campanha de 5-0. A sequência de vitórias em cinco lutas na divisão é a maior em atividade no momento.

Já na contagem geral, o brasileiro? (não — aqui é Chimaev, porém sem trocar o foco) Chimaev coleciona uma série de nove triunfos no UFC, empatada com Ilia Topuria como a quarta maior sequência ativa do elenco. O topo fica com Islam Makhachev (16), Carlos Ulberg (10) e Movsar Evloev (10).

No recorte de produção ofensiva, Chimaev cravou recordes na sua luta do UFC 319. Ele somou 529 golpes totais no confronto, 411 de golpes significativos na cabeça e 517 de ataques no chão.

Defensivamente, o desempenho também chama atenção: em suas quatro primeiras aparições no UFC, ele permitiu apenas um golpe significativo ao adversário, número considerado o menor da história da companhia. Além disso, as quatro apresentações sem sofrer um único golpe significativo também são a maior marca do Ultimate.

No ritmo por minuto, Chimaev absorve somente 1,04 golpe significativo por minuto no peso-médio do UFC, melhor taxa da história da categoria. Em controle, ele foi creditado com 21:40 de tempo total dominando no UFC 319, segundo maior da história da organização, ficando atrás apenas de Sean Sherk, que teve 22:18 sobre Hermes Franca no UFC 73.

Outro dado que reforça o domínio do campeão é o jogo de quedas: Chimaev conseguiu ao menos uma tentativa de retirada em oito das suas nove aparições no UFC. E seu histórico recente também é notável: duas vitórias em dez dias em julho de 2020 representam o trecho mais rápido da história da companhia. Já três triunfos em 66 dias entre julho e setembro de 2020 também foram os mais acelerados já registrados.

Para fechar o pacote de retrospecto, Chimaev recebeu bônus de luta no card principal em sete das suas nove aparições no UFC.

O histórico de Sean Strickland

Strickland, por sua vez, também está no grupo dos 15 campeões indiscutidos do peso-médio na história do UFC. Ele ainda tem a chance de entrar para um grupo ainda mais raro: tornar-se o segundo campeão dos médios por duas vezes no Ultimate, repetindo uma façanha que Israel Adesanya já alcançou.

Desde o retorno ao peso-médio em outubro de 2020, Strickland soma 8-4. Ele também é um dos 18 lutadores na história do UFC a vencer em três categorias de peso, tendo triunfado em light heavyweight, peso-médio e welterweight.

Além disso, Strickland pertence ao grupo de quatro atletas que conseguiram vitórias em três divisões, junto com Zak Cummings, Ildemar Alcantara e Trevin Giles.

Em sequência recente, duas vitórias em um intervalo de 14 dias em eventos como UFC Fight Night 181 e UFC Fight Night 182 empataram com o terceiro menor espaço entre vitórias fora de torneio na história da organização.

No que diz respeito ao tempo médio de combate, Strickland registra 17:47 de média na divisão dos médios no UFC, a maior marca da categoria. Ele também é um dos dois lutadores da história que conseguiram atingir 100 ou mais golpes significativos em dez lutas diferentes. Max Holloway é o outro, tendo alcançado o feito 17 vezes.

Na soma geral de produção no UFC, Strickland tem 2.307 golpes significativos, o segundo maior número da história, atrás apenas de Holloway (3.681). No peso-médio, ele também lidera com 1.575 golpes significativos, recorde histórico da divisão — marca que superou Michael Bisping, que tinha 1.384 antes de não competir desde novembro de 2017.

O aproveitamento de Strickland também é destaque: ele defende 61,1% das tentativas de golpe do adversário no peso-médio do UFC, melhor taxa entre os lutadores ativos da categoria.

Van e Taira: números do co-main event

Joshua Van aparece como um dos seis campeões indiscutidos do peso-mosca na história do UFC. Ele também carrega uma marca rara de origem: é o único campeão do UFC nascido em Mianmar, além de ser o primeiro e único campeão da organização nascido na década de 2000.

No recorte de idade, Van, com 24 anos, se tornou o segundo mais jovem campeão estreante do UFC, atrás apenas de Jon Jones (que foi campeão aos 23). Isso aconteceu após sua conquista no UFC 323.

Na divisão, Van vive a maior sequência em atividade: são seis vitórias seguidas no peso-mosca. Em produção, ele também lidera taxas históricas: no UFC, Van aplica 8,84 golpes significativos por minuto, melhor ritmo registrado pela companhia.

Quando o foco é o peso-mosca, Van acerta 56,8% das tentativas de golpes significativos — o segundo melhor índice da história da categoria, ficando atrás apenas de Demetrious Johnson (57,2%).

O confronto contra Taira ainda ecoa um dado recente de estatísticas compartilhadas: Van e Brandon Royval somaram 419 golpes significativos aterrissados no UFC 317, melhor marca de todos os tempos para um duelo com três lutas no UFC. Esse mesmo total de 419 também é o maior da história do peso-mosca e o terceiro maior em uma única noite da organização.

Naquele card, Van anotou 215 golpes significativos e Royval registrou 204. Foi a primeira vez na história do UFC em que dois atletas alcançaram 200 ou mais golpes significativos em um mesmo combate.

O que Taira representa nos números

Taira entra no co-main com o objetivo de escrever história: ele pode se tornar o primeiro campeão nascido no Japão na história do UFC. No cartel, ele já venceu 14 das suas 18 vitórias por finalização.

No recorte mais recente, Taira emplacou seis vitórias por interrupção desde 2022 no peso-mosca do UFC, número mais alto na divisão. A leitura é clara: quando encontra espaço, o japonês acelera para o fim.

Outros destaques numéricos do card

O card também inclui Alexander Volkov, que soma 39-11 no MMA e 13-5 no UFC. Ele já conseguiu uma finalização com enforcamento em estilo Ezequiel — uma das cinco desse tipo na história do UFC. O feito ocorreu no UFC 293. Aleksei Oleinik (duas vezes), Uran Satybaldiev e Remco Pardoel também venceram com a técnica.

Na parte de tempo de controle, Sean Brady tem um recorde: ele estabeleceu o recorde de maior tempo controlando em um único round no UFC, com 4:57 de 5:00 no Round 2 do UFC Fight Night 255.

Joaquin Buckley, com 22-7 no MMA e 11-5 no UFC, aparece em boa fase após descer de categoria em maio de 2023. Desde a mudança para o peso-welter, ele acumula 6-1.

Buckley também carrega um feito específico: ele é um dos seis lutadores na história do UFC a vencer com nocaute originado de chute de costas giratório na cabeça. Ele concretizou isso no UFC on ESPN+ 37.

King Green, com 34-17-1 no MMA e 15-12-1 no UFC, disputa seu 28º combate como leve no Ultimate. O número o deixa empatado com o terceiro maior total de aparições na divisão, atrás apenas de Jim Miller (43) e Clay Guida (30).

Green tem números fortes no peso leve: são 1.950 golpes significativos conectados no UFC na categoria, recorde divisional. Ele também acumula 2.191 golpes totais na divisão, novamente o melhor da história do peso leve no UFC.

O card ainda traz Jeremy Stephens, com 29-22 no MMA e 15-19 no UFC, que vive um momento difícil: ele está sem vitórias nas últimas sete aparições no Ultimate. No recorte mais amplo do MMA, ele é 1-8 nos últimos dez combates, com um “sem resultado” no período que começou em julho de 2018.

Apesar da fase irregular, Stephens mantém estatísticas históricas de impacto: seus 18 knockdowns no UFC são empatados com Anderson Silva como o segundo maior número da companhia, atrás apenas de Donald Cerrone (20). No peso-pena, seus 11 knockdowns são os segundos na divisão, atrás apenas de Josh Emmett (12).

Em UFC 215, Stephens registrou cinco knockdowns, número empatado como o segundo maior em um único evento na história do UFC — Steven Nguyen detém o recorde, com seis quedas na mesma luta. Stephens também é lembrado por ter cravado o primeiro nocaute com chute na cabeça do peso-pena: ele finalizou Rony Jason no UFC Fight Night 32, em novembro de 2013.

Outro episódio marcante foi o confronto entre Stephens e Yair Rodríguez no UFC on ESPN+ 17. A luta terminou em 15 segundos e entrou como o segundo mais rápido “sem resultado” na história do UFC, atrás apenas do encerramento em 11 segundos entre Antonio Carlos Junior e Kevin Casey no UFC Fight Night 80, em dezembro de 2015.

Na soma de derrotas, Stephens soma 19 perdas no UFC, número empatado com Clay Guida como o maior total da história. Em decisões, suas 13 derrotas por esse tipo de placar também são o maior registro, empatado com Miller.

Fechando a lista de destaques numéricos, Ateba Gautier (10-1 no MMA, 4-0 no UFC) tem uma sequência de quatro vitórias no UFC no peso-médio, empatada como a terceira maior série em atividade na divisão, atrás apenas de Chimaev (cinco) e Imavov (cinco). Ele também já venceu nove das suas dez vitórias na carreira por interrupção.

Grant Dawson, com 23-3-1 no MMA e 11-2-1 no UFC, está 7-2-1 desde que subiu para o peso-leve em março de 2020. Jim Miller (38-19 no MMA, 27-18 no UFC) entra no card para seu 47º combate no Ultimate, o maior número de aparições da história da organização, e seu 44º no peso leve, recorde na divisão.

Miller também tem números de duração: seu tempo total de luta no peso leve no UFC é de 7:05:31, recorde divisional. Além disso, ele registra 27 vitórias no UFC como um todo, também o maior total da história, e 24 triunfos no peso leve, novamente recorde da categoria.

No quesito finalizações, Miller acumula 19 vitórias por interrupção no UFC, o segundo maior total da história, atrás apenas de Charles Oliveira (21). No peso leve, suas 17 vitórias por interrupção são recorde da divisão. Ele ainda tenta finalizações com frequência: são 51 tentativas de finalização no UFC, maior marca histórica.

Em vitórias por finalização, Miller tem 13 no total no UFC, o segundo maior número da história, atrás apenas de Oliveira (17). No peso leve, suas 11 vitórias por finalização estão empatadas com Oliveira como a maior marca da divisão. E no capítulo de bônus, Miller soma 15 bônus de luta no peso leve, empatado como o quarto maior total da história, atrás apenas de Oliveira (21), Cerrone (18) e Nate Diaz (16). Já são 14 bônus nesse recorte, também empatados como o quarto maior total na história, atrás de Oliveira (15), Justin Gaethje (15) e Joe Lauzon (15).

Mais um nome do card é Roman Kopylov (14-5 no MMA, 6-5 no UFC), que está 6-5 nos últimos 11 combates, depois de ter iniciado a carreira com 8-0. A vitória dele no UFC Fight Night 249, quando finalizou no 4:59 do Round 3, empata com quatro lutas como a segunda finalização mais tardia em uma luta de três rounds no UFC. O recorde é de Ricky Simon, que venceu no 5:00 do Round 3 no UFC Fight Night 128.

Na defesa de quedas, Kopylov detém 88,9% de eficiência contra tentativas de derrubada no peso-médio do UFC, a melhor taxa da história da categoria. Já Marco Tulio (14-1 no MMA, 2-0 no UFC) teve um diferencial positivo de golpes significativos de +110 no UFC 314 (127 contra 17), o segundo maior diferencial em uma luta de peso-médio no UFC. O recorde fica com Anthony Hernandez, que teve +128 no UFC Fight Night 245.

Por fim, Pat Sabatini (21-5 no MMA, 8-2 no UFC) absorve apenas 1,09 golpe significativo por minuto no peso-pena do UFC, a segunda menor taxa da divisão, atrás apenas de Rani Yahya (1,05). Clayton Carpenter (8-2 no MMA, 2-2 no UFC) vive um ciclo ruim: ele acumula derrotas consecutivas após começar a carreira com 8-0.

Card do UFC 328

Khamzat Chimaev vs. Sean Strickland

Joshua Van vs. Tatsuro Taira

Alexander Volkov vs. Waldo Cortes-Acosta

Sean Brady vs. Joaquin Buckley

King Green vs. Jeremy Stephens

Ateba Gautier vs. Ozzy Diaz

Grant Dawson vs. Mateusz Rebecki

Jim Miller vs. Jared Gordon

Roman Kopylov vs. Marco Tulio

Pat Sabatini vs. William Gomis

Clayton Carpenter vs. Jose Ochoa

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.