O UFC está a apenas um dia de distância do UFC Vegas 118. O evento acontece amanhã à noite, sábado (6 de junho de 2026), com transmissão no Paramount+ direto de dentro do Meta Apex, em Las Vegas, no estado de Nevada. A programação traz como luta principal um duelo no peso-meio-médio (até 77 kg) entre o ex-campeão da categoria Belal Muhammad e o jovem em ascensão Gabriel Bonfim, em uma disputa prevista para cinco rounds e que pode gerar impactos importantes no cenário da divisão, especialmente olhando para os desdobramentos que costumam aparecer no fim de 2026 e adiante.
Antes de mergulhar nos combates de maior destaque — incluindo o confronto no peso-médio (até 84 kg) entre os veteranos Brendan Allen e Edmen Shahbazyan, também descrito como um encontro de grande relevância no card — a matéria reforça a atenção para o restante da noite, com análises do “main card” e foco total no duelo “Belal vs. Bonfim”. A cobertura também aponta que o público terá acesso a odds e opções de apostas relacionadas ao confronto principal, além de acompanhamento ao vivo e narração completa do card no sábado, em “Sin City”.
Belal Muhammad x Gabriel Bonfim (170 lbs.)
No peso-meio-médio, Belal “Remember the Name” Muhammad entra no octógono com cartel de 24-5, além de um resultado sem decisão (1 NC). Ele tem 37 anos, vem como favorito com linha de -120 e soma 5 vitórias por nocaute técnico ou nocaute, 1 finalização e 18 triunfos por decisão. Nas derrotas, registra 1 revés por nocaute técnico ou nocaute, nenhuma perda por finalização e 4 decisões. Muhammad mede 5’11” de altura, tem envergadura de 72” e guarda o estilo ortodox. Nos números mais recentes de performance, ele conecta 4,43 golpes significativos por minuto, com aproveitamento de 43%, e absorve 3,82 por minuto, além de ter defesa de 55%. Na parte de quedas, apresenta média de 2,14 por luta, com 36% de acerto, e defesa de 90% contra tentativas de derrubada. Atualmente, aparece na quinta posição do ranking e chega após uma derrota por decisão unânime para Ian Garry em sua luta mais recente.
Do outro lado, Gabriel “Marretinha” Bonfim chega com 19-1 de cartel. Ele tem 28 anos e aparece como azarão com linha de +100. Seu histórico no MMA inclui 4 vitórias por nocaute técnico ou nocaute, 13 por finalização e apenas 2 por decisão. Nas derrotas, ele sofreu 1 revés por nocaute técnico ou nocaute, sem qualquer queda por finalização e sem derrotas por decisão. Bonfim mede 6’1”, tem envergadura de 72” e também luta no estilo ortodox. Em números de trocação, ele marca 4,61 golpes significativos por minuto, com aproveitamento de 46%, enquanto absorve 3,68 por minuto e apresenta defesa de 63%. No grappling, sua média de quedas é de 3,60, com 55% de acerto, e defesa de 76% contra tentativas de derrubada. Ele ocupa a 11ª colocação no ranking e vem de vitória por nocaute técnico sobre Randy Brown na luta anterior.
O texto contextualiza a situação da divisão ao lembrar que, nos últimos dois anos, o peso-meio-médio viu quatro campeões diferentes e que, nos três casos mais recentes, nenhum deles conseguiu registrar uma defesa de cinturão. A publicação ressalta que, para ser justo, Islam Makhachev ainda não enfrentou um segundo adversário depois de conquistar o título a partir do momento em que tomou o cinturão de Jack Della Maddalena. Dentro desse quadro, entram nomes como Belal Muhammad, que venceu Leon Edwards no UFC 304, mas acabou devolvendo o cinturão para Della Maddalena no UFC 315. Embora os registros oficiais mantenham Muhammad como ex-campeão, parte da torcida costuma considerar que o título “se consolida” somente quando o atleta consegue pelo menos uma defesa. Essa lógica ajuda a explicar por que, em geral, ex-titulares que perdem nem sempre recebem revanche imediata — e foi nesse contexto que Muhammad foi colocado para enfrentar Ian Garry em sua luta de retorno, um co-main event de três rounds que terminou com vitória de “The Future” no UFC Qatar.
Com a categoria travada no topo, e Garry tentando abrir caminho para uma chance de título ao mirar lutas contra nomes como Michael Morales e Carlos Prates, o texto sugere que os matchmakers provavelmente não vão priorizar Muhammad quando chegar a hora de marcar futuras disputas pelo cinturão. Ainda assim, o artigo indica que Muhammad não corre risco imediato de ser dispensado, mas uma derrota no UFC Vegas 118 pode empurrá-lo ainda mais para baixo na fila do peso-meio-médio, ao lado de Leon Edwards, que aparece em queda no momento.
Na coletiva de imprensa do UFC Vegas 118, Muhammad tratou o desafio como uma oportunidade decisiva e projetou a leitura de que Bonfim é um “jovem faminto” tentando tomar o lugar dele. Ele afirmou que toda luta é a maior da carreira do atleta envolvido, comparando o momento ao nível máximo de competições, e disse que, no sábado, aquele seria o instante dele. Muhammad também declarou que não importa de onde o adversário vem, nem o que ele busca conquistar, pois a vitória não estaria “com ele”. O ex-campeão completou que já enfrentou lutadores com um perfil semelhante, que vê um estilo “batível” em Bonfim e que sua própria estratégia é diferente o suficiente para gerar problemas ao rival. Por fim, Muhammad afirmou que planeja mostrar ao mundo que ainda é o melhor e que precisa apenas colocar seu braço para cima para provar isso.
Já para Gabriel Bonfim, o texto descreve que ele foi uma boa surpresa dentro do peso-meio-médio, mas que o “pico” dele pode estar acontecendo no momento errado. A razão é que o cenário do peso 170 está lotado de nomes que encaram a próxima oportunidade pelo cinturão, como Carlos Prates e Michael Morales. Bonfim não é constantemente colocado no mesmo grupo dos dois rivais porque a principal mancha do currículo dele foi a derrota por nocaute técnico para Nicolas Dalby no UFC São Paulo, sendo essa a única falha de um cartel que, no geral, é bastante sólido. Além disso, o artigo destaca que “Marretinha” ainda não venceu nenhum atleta ranqueado no Top 15 da divisão, o que reduz o peso imediato do que ele já mostrou contra adversários do topo.
Mesmo assim, Bonfim tem um caminho claro no UFC: em seis vitórias pela organização, conseguiu quatro finais, sendo três delas por finalização. O texto sugere que a melhor forma de entrar na conversa por disputa de título seria vencer Muhammad de forma convincente e, de preferência, terminar o ex-campeão pelo mesmo caminho que Prates teria usado para despachar Jack Della Maddalena recentemente no UFC Perth. O confronto, portanto, vira um salto grande de nível para Bonfim: Muhammad não é um ex-campeão “em declínio” e as derrotas para Della Maddalena e Garry não foram resultados sem contestação, sem sinais de resistência. Assim, o destino da luta depende muito de qual versão do ex-campeão vai aparecer no octógono. Se Muhammad voltar ao jogo que o artigo chama de “plano Canelo Hands”, a tendência é que Bonfim leve a vitória em um cenário “pronto” para ele.
Na mesma mídia do UFC Vegas 118, Bonfim comentou que enxerga o duelo como o maior desafio da carreira até aqui. Ele ressaltou que está encarando um ex-campeão e que, na visão dele, o momento faz sentido porque Muhammad chega após duas derrotas. Bonfim também projeta que, se ele conseguir uma vitória dominante — de preferência com nocaute o quanto antes — isso o colocaria no patamar do próximo desempenho e o aproximaria mais do topo.
A análise final do texto reforça o estilo de Muhammad: segundo a matéria, ele costuma irritar muita gente e por vezes toma decisões discutíveis durante as lutas, mas não seria um atleta “burro”. O ex-campeão entende que precisa vencer para manter posição na briga pelo cinturão no peso 170. Com isso, a expectativa é que Muhammad adote o caminho que o levou ao topo, que passa por insistir em quedas ao longo de boa parte dos cinco rounds. A equipe de Bonfim, claro, deve esperar esse plano. O artigo ainda chama atenção para um detalhe que torna o duelo intrigante: “Marretinha” tem quatro vitórias na carreira por guilhotina. Isso não significa necessariamente que Muhammad vai “entregar” o pescoço com queda desorganizada, mas o fato de existir ameaça real de finalização torna a luta mais perigosa e interessante.
Previsão: Muhammad vence Bonfim por decisão.
Brendan Allen x Edmen Shahbazyan (185 lbs.)
Na sequência, no peso-médio, Brendan “All In” Allen aparece com cartel de 26-7, com 30 anos, e como favorito com linha de -220. Ele soma 6 vitórias por nocaute técnico ou nocaute, 14 por finalização e 6 por decisão. Nas derrotas, registra 2 revés por nocaute técnico ou nocaute, 1 por finalização e 4 por decisão. Allen tem 6’2” de altura, envergadura de 75”, e também luta em base ortodox. Nos números de trocação, ele conecta 3,59 golpes significativos por minuto com 53% de aproveitamento e absorve 3,62 por minuto, com defesa de 47%. No jogo de quedas, apresenta média de 1,56 por luta, com 42% de acerto, e defesa de 56%. No ranking, está na quarta colocação e chega após vitória por nocaute técnico sobre Reinier de Ridder na luta anterior.
Edmen “Golden Boy” Shahbazyan, por sua vez, entra no card com 16-5 de cartel e 28 anos, sendo listado como azarão com linha de +180. Seu histórico inclui 13 vitórias por nocaute técnico ou nocaute, 1 por finalização e apenas 2 por decisão. Ele sofreu 3 derrotas por nocaute técnico ou nocaute, 1 por finalização e 1 por decisão. Shahbazyan tem 6’2” de altura, envergadura de 75” e postura ortodox. Ele marca 3,80 golpes significativos por minuto, com 48% de acerto, e absorve 3,60 por minuto, com defesa de 49%. Na média de quedas, tem 1,62 por luta com 37% de efetividade e defesa de 66% contra tentativas do adversário. No ranking, aparece como não ranqueado e chega após vitória por nocaute sobre Andre Muniz.
O texto aponta uma reviravolta no caminho recente de Brendan Allen. Segundo a publicação, ele passou de enfrentar e vencer um desafiante ranqueado como número 4 na categoria para agora estar diante de uma luta que, na percepção do artigo, não parece ter tanto peso no cenário dos pesos 185. O motivo exato disso é colocado em dúvida, com a impressão de que o atleta pode estar recebendo um tipo de “punição” por ter atrapalhado planos ligados a Reinier de Ridder. De qualquer forma, Allen retorna ao Meta Apex para uma luta considerada relativamente “sem grande significado” no ranking, e o artigo reforça que ele não está em disputa direta por cinturão após ter perdido duas lutas seguidas contra top contenders: Anthony Hernandez e Nassourdine Imavov. Mesmo assim, o texto argumenta que vencer Edmen Shahbazyan não deve movimentar Allen o suficiente para subir de forma consistente na hierarquia do peso-médio. Por outro lado, perder seria muito ruim para a carreira do atleta, já que a era atual do UFC tem mostrado cortes de lutadores sem um padrão claro, independentemente do desempenho em si.
Apesar do contexto, o artigo ressalta que Allen continua sendo um grappler perigoso, com um jogo de finalização “escorregadio”. Ele ainda aparece como segundo no histórico de mais “taps” na história do peso-médio. Antes da fase ruim contra Hernandez e Imavov, Allen emplacou sete vitórias seguidas, com cinco delas terminando por mata-leão em posição de costas (rear-naked choke). O texto também faz uma observação direta sobre a trocação do lutador, indicando que não há muito o que elogiar nesse aspecto, e que talvez seja melhor nem entrar em detalhes.
Na coletiva do UFC Vegas 118, Allen comentou a própria posição no ranking e o peso de defender o lugar repetidas vezes. Ele disse que já protegeu a colocação muitas e muitas vezes, possivelmente mais do que qualquer outro lutador na divisão, fora ou dentro do Top 15. Allen afirmou que, quando vence, precisa defender duas ou três posições depois, e que, se perde, o caminho fica ainda mais longo, como se tivesse de passar por quatro defesas antes de conseguir voltar ao ponto ideal. Ele também sugeriu que talvez não seja “o cara mais carismático” e atribuiu a situação a uma questão de percepção. Allen lembrou que essa será a 19ª luta dele no UFC, que ele tem 14-4 na organização e que sempre buscou enfrentar os melhores adversários que podia. Por fim, declarou que, ao assinar contrato, vai lutar.
O texto também relembra o início de Edmen Shahbazyan no UFC. Ele ganhou destaque na temporada do reality “Contender Series” ainda em 2018, quando finalizou Antonio Jones no primeiro round com nocaute técnico. Depois disso, a trajetória virou alvo de ainda mais atenção quando Shahbazyan decidiu trabalhar com a ex-campeã do UFC Ronda Rousey, e o artigo lembra que essa fase não terminou bem para o lutador de 28 anos. Em seguida, ele deixou o Team “Rowdy” e passou a treinar com Ali Abdelaziz, se estabelecendo em Las Vegas. A publicação descreve que, depois de sair da “fritura” e cair no “fogo”, Shahbazyan parece ter encontrado um ritmo melhor: ele teria vencido três lutas seguidas e anotado dois nocaute técnicos ainda no primeiro round.
Mesmo assim, o texto faz uma ressalva sobre o nível dos rivais: dois dos adversários citados não estariam mais no elenco da organização e o terceiro agora teria perdido três lutas seguidas. Ainda assim, a matéria sustenta que é melhor estar em uma sequência positiva do que viver uma fase de derrotas. Shahbazyan é descrito como um striker de ofício e o artigo acredita que ele vai tentar aplicar pressão em Allen sempre que conseguir manter o confronto em pé. Ao mesmo tempo, o texto lembra que “Golden Boy” já foi derrubado com facilidade por nomes como Andre Petroski, Anthony Hernandez e Derek Brunson, entre outros, o que levanta dúvida sobre quanto tempo ele realmente terá para encontrar distância, tempo e ritmo na trocação.
Na mídia do UFC Vegas 118, Shahbazyan afirmou que não mudaria nada do que aconteceu no passado. Ele disse que o momento é “de Deus” e que agora estaria mais evoluído como lutador, mais maduro e mais estabelecido. Shahbazyan prometeu que sábado seria uma boa noite e declarou que está pronto para o combate. Ele chamou Allen de adversário bom e duro, durável, mas reforçou que se enxerga preparado. O lutador ainda mencionou que acredita se encaixar bem no que está em jogo, considerando como foi a luta de título mais recente, e disse que o cinturão está “em aberto”, em sua opinião. Para fechar, citou Sean Strickland como amigo, revelou que treinam juntos e que são parceiros de treino, afirmando que sempre se cobram forte.
A projeção do confronto, então, segue o desenho típico de estilos: qualquer troca que Allen fizer deve servir para abrir espaço para quedas e, em seguida, para a tentativa de finalização. O artigo reconhece que Shahbazyan tem poder para nocaute, mas argumenta que ele não tem “mãos” no nível de Alex Pereira e, por isso, talvez não consiga achar o golpe decisivo que precisa para apagar “All In” rapidamente. A análise também menciona a durabilidade de Allen e faz referência à barba como um fator que pode atrapalhar o encaixe do adversário. Concluindo, a matéria afirma que, a menos que Shahbazyan tenha desenvolvido um jogo de chão de alto nível nas últimas duas temporadas, a tendência é que ele seja finalizado de forma relativamente tranquila.
Previsão: Allen vence Shahbazyan por finalização.
Por fim, a publicação reforça que o restante das previsões do UFC Vegas 118 no card principal pode ser conferido, mantendo o foco total no acompanhamento do evento marcado para sábado (6 de junho de 2026), em Las Vegas.

