Whittaker diz que Chimaev do UFC 328 foi “irreconhecível” e mira novos passos

Robert Whittaker surpreendeu ao avaliar a atuação de Khamzat Chimaev após o que chamou de “versão irreconhecível” do rival no UFC 328. Para o ex-campeão dos médios, o cenário mudou completamente depois que Chimaev caiu em uma derrota por decisão dividida na disputa de cinturão contra Sean Strickland, e o britânico também projetou seu próprio próximo passo: a estreia nos meio-pesados contra Nikita Krylov no UFC 329, em 11 de julho.

O que a derrota de Chimaev muda no jogo do ranking e na leitura da disputa pelo cinturão

No UFC 328, Chimaev entrou no papel de favorito, mas não conseguiu manter o ritmo que vinha impondo. Ele acabou desacelerando no começo da luta e terminou derrotado por decisão dividida contra Sean Strickland, em um confronto realizado no Prudential Center, em Newark, Nova Jersey. Antes disso, Chimaev tinha sido autor de uma finalização rápida sobre Whittaker no UFC 308, o que alimentava a expectativa de que ele “passaria por cima” de Strickland quando os dois se enfrentaram.

Whittaker, no entanto, afirmou que viu algo diferente do que imaginava. Ele ressaltou que Strickland repetiu um feito improvável — e que, por isso, merece crédito — depois de já ter colocado outro cenário difícil contra ele. Em seguida, o ex-campeão deixou claro que apostaria em Chimaev, mas acabou “errando a mão”.

  • Chimaev: 15-1 no MMA e 9-1 no UFC (antes da luta do título no UFC 328).
  • Strickland: 31-7 no MMA e 18-7 no UFC (vencedor por decisão dividida).
  • Whittaker: 26-9 no MMA e 17-7 no UFC (relembrou que foi finalizado por Chimaev no UFC 308).

Ao detalhar a diferença entre o que se vê “por fora” e o que acontece “por dentro” do octógono, Whittaker sugeriu que o adversário pode estar enxergando ajustes que não ficam evidentes para o público. Na visão dele, aquela não foi a mesma versão de Chimaev que enfrentou — nem a que aparece em lutas anteriores contra nomes de peso do cenário, como Dricus Du Plessis e Gilbert Burns.

O ex-campeão também lançou a ideia de que Strickland possui um “algo a mais” capaz de fazer certos lutadores parecerem diferentes. Para Whittaker, não dá para cravar o que exatamente mudou, mas há consistência na leitura: estilos fazem lutas, e o resultado do UFC 328 reforça que o caminho para neutralizar Chimaev pode ser mais complexo do que parecia.

Whittaker troca o cenário: estreia no peso e possível novo capítulo contra Chimaev

Com foco total no próprio futuro, Whittaker se prepara para uma mudança de divisão. O ex-campeão dos médios fará a estreia nos meio-pesados contra Nikita Krylov no UFC 329, marcado para 11 de julho. O evento acontece na T-Mobile Arena, em Las Vegas, com transmissão no Paramount+.

Whittaker chega para esse compromisso com números que indicam experiência no alto nível: ele soma 26-9 no MMA e 17-7 no UFC. Já Krylov entra na luta com 31-11 no cartel geral e 12-9 no Ultimate, carregando histórico relevante na categoria.

Durante a conversa, o lutador foi questionado sobre a possibilidade de cruzar novamente o caminho com Chimaev. Dado o movimento que o próprio rival vem sinalizando — com a intenção de subir para os 205 libras — a pergunta ganhou ainda mais peso no contexto do momento.

A resposta de Whittaker foi objetiva e com tom de provocação leve: ele afirmou que, vendo Chimaev, “vai tentar de novo”.

Próxima luta: UFC 329 (Whittaker x Krylov) e o que pode acontecer depois

O UFC 329 representa duas frentes para Whittaker: confirmar adaptação ao peso e, ao mesmo tempo, manter a porta aberta para um possível novo encontro com Chimaev caso o adversário realmente siga na direção dos meio-pesados. Se o cenário se desenhar como Whittaker imagina, a corrida por posições na divisão pode ganhar um novo capítulo envolvendo o ex-campeão e o contemporâneo de explosividade já visto em lutas anteriores.

Por ora, o primeiro teste é contra Krylov no dia 11 de julho, em Las Vegas. A forma como Whittaker responder fisicamente e em trocação/controle de distância no novo peso pode determinar como ele será lido no ranking dos meio-pesados — e, consequentemente, como a rota para eventuais confrontos de maior impacto se organiza a partir daí.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.