Adriano Moraes roubou a cena no fim e saiu com uma vitória que terminou no último instante: no evento “Rousey vs. Carano”, ele finalizou Phumi Nkuta com um mata-leão traseiro após a sirene, obrigando o rival a apagar antes do término do combate. O resultado, porém, gerou debate e precisou passar por análise da comissão para definir como a finalização seria contabilizada.
O que aconteceu no octógono: mata-leão após a sirene e decisão da comissão
O duelo aconteceu em 130 libras, no formato de peso combinado, na noite de sábado, no Intuit Dome, em Inglewood, na Califórnia. Moraes (22-6) e Nkuta (11-1) protagonizaram uma troca intensa, com momentos de ida e volta, até que, em uma sequência de scramble, Moraes conseguiu controlar a parte de trás do oponente.
A partir do controle nas costas, ele encaixou um mata-leão traseiro (rear-naked choke) já em posição de finalização. A pegada era profunda e, quando o cronômetro zerou, a sirene soou — mas Nkuta não conseguiu se recuperar a tempo de pôr fim ao quadro de descontrole. Moraes, então, comemorou com o adversário ainda incapaz de levantar.
Mesmo após a interrupção, houve bastante deliberação por parte da California State Athletic Commission sobre se o término deveria ser considerado dentro das regras e do tempo oficial. No fim, a vitória por finalização foi atribuída a Moraes, registrada aos 4:59 do terceiro round, em um momento considerado caótico e controverso.
Ranqueamento e próximos passos: vitória decisiva, mas com debate
Com o triunfo por finalização no terceiro round, Moraes reforça o próprio cartel e a imagem de um grappler capaz de “puxar” o fim mesmo quando o confronto parece escapar. Ainda que o debate sobre o momento exato da interrupção tenha dominado as discussões, o desfecho final foi favorável ao brasileiro, mantendo o resultado como submissão e elevando a relevância do desempenho para sua trajetória na categoria.
Para Nkuta, apesar da derrota (e do impacto emocional do encerramento), a apresentação foi tratada como uma das mais difíceis que ele já enfrentou — pelo menos foi assim que ele descreveu a própria atuação após o combate. Já para Moraes, a vitória serve como combustível para buscar novas oportunidades e seguir no caminho de confrontos mais altos dentro do circuito.
- Adriano Moraes: vitória por finalização (mata-leão traseiro) aos 4:59 do 3º round, após controle nas costas em scramble.
- Phumi Nkuta: derrota em confronto de peso combinado de 130 libras, com encerramento contestado, mas sem conseguir reagir após o mata-leão.
Declarações pós-luta: “sorte” nos segundos finais e resposta direta ao rival
Depois do anúncio do resultado e da confirmação da vitória, ainda houve conversa e discordância no contexto da transmissão sobre se a decisão foi justa. Moraes comentou o que sentiu durante os instantes finais, destacando a dureza do combate e a oportunidade que surgiu no fim.
Em entrevista pós-luta, Moraes afirmou: “A luta foi bem difícil. Nos últimos segundos eu tive muita sorte de conseguir a finalização. Quando eu soltei, ele já estava dormindo. Foi muito bom.”
Nkuta também reagiu ao desfecho polêmico e respondeu às críticas antigas recebidas ao longo da carreira. Ele disse: “Antes falavam que eu era ‘chato’ e que eu não era bom o suficiente. Eu apareci e dei a ele a luta mais difícil da carreira. Eu gostaria de fazer isso de novo com você, Moraes. Você topa?”
Com a derrota encaminhada por submissão e a chance de revanche lançada diretamente pelo próprio Nkuta, a tendência é que Moraes receba pressão por novos confrontos — e, ao mesmo tempo, a possibilidade de uma segunda luta entre os dois figure como caminho natural caso a repercussão do caso seja mantida.

