Uma apelação formal foi protocolada após um combate preliminar do card que teve Ronda Rousey e Gina Carano no sábado terminar em meio a controvérsia.
Phumi Nkuta foi considerado desacordado no estouro final do apito em sua luta na categoria de 130 libras, com peso casado, contra Adriano Moraes, no Intuit Dome, em Inglewood, Califórnia. Assim que o árbitro Herb Dean encerrou a ação, membros da Comissão Atlética do Estado da Califórnia — incluindo o diretor executivo Andy Foster e o juiz Mike Beltran — se deslocaram até o monitor, já que a revisão por replay está disponível no estado.
Embora tenha parecido que Moraes aplicou uma pressão por alguns segundos depois do apito final, Dean afirmou que entendeu que Nkuta ficou desacordado antes mesmo do som do gongo. Com isso, Moraes foi declarado vencedor por finalização por mata-leão em posição de costas, com apenas um segundo restante no cronômetro.
Caso Dean tivesse considerado que a perda de consciência ocorreu depois do apito final, o duelo seguiria para as avaliações dos jurados. Ainda que os três juízes marcassem o último round a favor de Moraes, Nkuta sairia com a vitória por decisão.
Logo após a sequência considerada controversa, a equipe de Nkuta, a Iridium Sports Agency, divulgou um comunicado por meio de um de seus representantes, Lance Spaude.
Spaude afirmou que a Iridium está entrando com uma apelação para contestar a decisão de que a perda de consciência do lutador aconteceu antes do fim do tempo regulamentar.
Na segunda-feira, Dean apareceu no programa “The Ariel Helwani Show” e manteve o posicionamento da noite da luta, mas incentivou que a equipe de Nkuta siga com o recurso, destacando que vê a atitude como um direito do grupo.
A apelação de Nkuta pode ser analisada pela CSAC em uma reunião futura da comissão, embora ainda não esteja claro quando isso ocorrerá. A Califórnia realiza encontros públicos da entidade a cada trimestre, diferentemente de estados como Nevada, que promovem reuniões mensalmente.

