Nate Diaz foi suspenso por seis meses depois de sofrer uma derrota por nocaute técnico (TKO) para Mike Perry. A luta aconteceu no último fim de semana, durante o card do MVP MMA, exibido na Netflix.
O confronto foi encerrado após recomendação do corner Jacob “Stitch” Duran, com Diaz visivelmente machucado. O motivo principal foi uma sequência de cortes severos, além de uma lesão na mão, que deixou o lutador sem condições de enxergar adequadamente.
Como foi a interrupção
- A luta foi parada após recomendação do corner Jacob “Stitch” Duran.
- Diaz teve o dedo quebrado e perdeu a visão.
- O corte era grande e continuou sangrando, com pulsação constante.
- O nariz seguiu sangrando, sugerindo possibilidade de fratura.
- Foram necessários 15 pontos cirúrgicos e 20 pontos no total, segundo o corner.
De acordo com Duran, Diaz terminou o combate com 15 grampos e, somando tudo, 20 pontos. O corner descreveu que o brasileiro/americano (como lutador) chegou ao fim “batido e esfacelado”, enquanto Perry foi mais forte, mais agressivo e conseguiu impor o ritmo do início ao fim.
O mesmo relato detalhou a quebra do dedo durante a luta. Diaz teria indicado que não conseguia fazer “nada” após a lesão, enquanto os cortes permaneciam abertos e intensos, com sangramento que não cessava.
Duran ainda mencionou que, no momento da decisão, o quadro clínico parecia piorar. Ele explicou que os machucados eram tão graves que faziam o sangue continuar “pulsando”, e que o nariz seguiu sangrando, o que poderia apontar para um problema ósseo.
Além disso, o corner afirmou que tentou garantir que o combate fosse interrompido. Segundo ele, a preocupação era o volume de sangue e o fato de Diaz continuar sangrando, enquanto a arbitragem sugeria seguir, mas ele insistiu para que o lutador não fosse colocado em risco.
O que o corner disse sobre a decisão
- Duran pediu para o médico parar a luta devido ao excesso de sangue.
- O árbitro tentou seguir, mas o corner não concordou.
- O principal fator foi a incapacidade de Diaz enxergar.
- O trabalho do corner, segundo ele, era dar “mais um round” apenas se fosse possível e, caso contrário, cuidar do atleta.
Diaz completou 41 anos no mês passado, mas já carrega um histórico de lutas marcadas por cortes que encerram combates. Mesmo assim, ele segue com a mentalidade de continuar na ativa.
Apesar do cenário, o lutador de Stockton demonstrou que pretende manter a carreira por bastante tempo e chegou a dizer que quer lutar “para sempre”. A questão é que sua última exibição pode atrapalhar planos maiores, especialmente no caminho de uma possível trilogia contra Conor McGregor.
Com a possibilidade de novo confronto envolvendo “Notorious” no UFC 329, o desempenho recente de Diaz pode influenciar a forma como essa história se desenrolaria. Para que a trilogia avance, Diaz precisará evitar que outra noite como a última se repita—algo que, no mínimo, torna o desfecho imprevisível para o futuro do confronto.

