Faz alguns anos que Arnold Allen não consegue exibir o seu melhor momento dentro do octógono, mas o britânico promete que esse cenário vai mudar no UFC Fight Night 276. O atleta de 32 anos entra em ação neste sábado em Las Vegas, no Meta APEX, quando encara Melquizael Costa no combate principal do card transmitido pelo Paramount+.
O desafio de Allen no main event
Allen chega para a luta com cartel de 20 vitórias e 4 derrotas no MMA, além de um retrospecto de 11 triunfos e 3 revezes no UFC. Do outro lado, Costa apresenta um histórico de 26-7 no total e 6-2 na organização, chegando como um nome em forte ascensão. O confronto, que vale como atração principal da noite, coloca frente a frente estilos de ataque e volume, em uma disputa que pode reorganizar o cenário dos pesos-pena.
Em conversa sobre o próprio desempenho, Allen relembrou que seu triunfo mais “lapidado” aconteceu em 2019, quando venceu Gilbert Melendez no UFC 239. Agora, o britânico mira superar aquele tipo de atuação e acredita que a luta contra Costa pode ser o cenário ideal para elevar ainda mais o nível.
“Você vai ver uma atuação da minha carreira, a melhor até aqui. Vou entrar no octógono esperando impressionar.”
A fase de Costa e a leitura de Allen
Melquizael Costa chega vivendo um momento extremamente positivo: ele venceu as suas seis últimas lutas seguidas, com quatro dessas vitórias chegando por finalização. Allen, por sua vez, reconhece o ritmo do adversário, mas também lembra que já esteve no papel de desafiante em ascensão — até esbarrar em Max Holloway.
Desde então, o britânico teve uma queda recente: nas últimas quatro apresentações, perdeu três vezes. Ainda assim, Allen enxerga Costa como um confronto empolgante, capaz de tirar o melhor dele e colocar em prática o que acredita ser a combinação certa de agressividade e troca.
“Dois sul-americanos agressivos” (e o estilo que pode funcionar)
Allen destacou que a escolha do duelo faz sentido justamente pelo comportamento dentro do octógono. O lutador afirmou que os dois são canhotos e que a tendência é de um confronto com troca constante, já que ambos costumam ir para cima e não priorizam tanto o wrestling como arma principal.
“Acho que foi por isso que montaram essa luta, certo? Nós dois somos sulpotes agressivos. Ele é um finalizador, e eu jogo bastante mão. No geral, nenhum dos dois luta tanto para derrubar quanto deveria, e acho que ele acaba lutando um pouco mais do que eu. Já vi ele usando mais quedas e situações de grappling, como algumas projeções.”
O britânico completou, ressaltando que enxerga o adversário como um striker perigoso e com capacidade real de encurtar a distância para finalizar, enquanto ele tenta manter o volume e o impacto no boxe.
“No fim, são dois lutadores de trocação, agressivos. Ele é um finalizador e eu tento acertar as pessoas. Vai ser uma luta boa.”

