Carlos Prates mira cinturão dos meio-médios após nocaute e fala em superluta

Carlos Prates tem a ambição de alcançar tudo o que Islam Makhachev construiu no peso. O brasileiro vem de um momento forte: no início do mês, ele conquistou sua terceira vitória seguida com nocaute ao finalizar Jack Della Maddalena no terceiro round, em UFC Perth.

Com esse resultado, Prates chegou ao número de sete triunfos na organização, todos com parada na luta, além de ter recebido bônus de performance em sete ocasiões nas oito lutas que fez no octógono. O desempenho o colocou no radar de uma possível próxima disputa de cinturão na categoria dos meio-médios.

Declaração de Prates sobre a próxima disputa

  • Prates afirma que Ian Machado Garry deve enfrentar Islam Makhachev.
  • O brasileiro diz que, se Garry lutar contra Makhachev, ele vai enfrentar o vencedor pelo título.
  • Ele ressalta que conversou com o UFC após sua vitória, citando que não pode revelar detalhes.
  • Prates declara que pretende ser o próximo da fila, independentemente de quem vença Makhachev e Garry.

Após bater “JDM”, Prates deixou claro que enxerga seu futuro no cinturão. Em entrevista, ele sugeriu que Garry deve encarar Makhachev e que ele próprio ficaria com a vaga do vencedor, mantendo a leitura de que o caminho para a disputa é o próximo passo.

De acordo com o que circula, uma luta entre Makhachev e Garry vem sendo discutida há semanas, mas até o momento não há confirmação oficial do confronto. As especulações apontam para a possibilidade de o UFC mirar um evento numerado em agosto para colocar a disputa em andamento.

Tempo de espera e plano de preparação

  • Prates observa que Makhachev costuma lutar aproximadamente a cada oito meses.
  • Ele considera que, se precisar esperar, pode ficar até um ano sem lutar pelo cinturão.
  • Prates destaca que já teve oito lutas em cerca de dois anos e meio, e que uma pausa seria longa para esse ritmo.
  • Mesmo assim, ele vê a espera como algo potencialmente positivo para corrigir lesões e evoluir.

O raciocínio do lutador é baseado no calendário recente de Makhachev. Nos últimos anos, o campeão tem aparecido em ritmo próximo de um compromisso a cada oito meses, o que poderia empurrar a disputa de Prates para um intervalo de até um ano, caso a fila seja definida somente depois do vencedor do confronto entre Makhachev e Ian Machado Garry.

Para Prates, que acumulou oito compromissos em pouco mais de dois anos e meio, esse cenário poderia significar uma longa ausência de lutas. Ainda assim, ele defende que o período pode funcionar a seu favor, permitindo recuperar melhor de eventuais incômodos, treinar mais e crescer como atleta antes de chegar ao momento decisivo.

Segundo o brasileiro, uma espera maior pelo cinturão poderia deixá-lo mais bem preparado. A ideia é chegar com mais tempo de ajuste no camp e maturidade para enfrentar o campeão com a melhor versão possível.

O “outro obstáculo”: Ilia Topuria

  • Prates aponta Ilia Topuria como uma barreira adicional para os planos imediatos.
  • Ele afirma que o campeão dos leves vem buscando uma luta contra Makhachev há mais de um ano.
  • Prates cita a possibilidade de Topuria tentar pular a fila ao vencer Justin Gaethje.
  • O brasileiro, porém, diz discordar dessa leitura e prevê Topuria no peso dos 155.
  • Prates afirma que, após Topuria conquistar o cinturão, ele aceitaria a chance contra o desafiante no peso dos 170.

Além da janela de calendário envolvendo Makhachev e Garry, Prates também enxerga Ilia Topuria como um fator que pode mexer com a ordem da categoria. O campeão dos leves vem sinalizando, há mais de um ano, interesse em medir forças com Makhachev.

Na visão de parte do mercado, caso Topuria vença Justin Gaethje em um evento envolvendo a capital dos EUA, ele poderia tentar avançar diretamente para o meio-médio para finalmente viabilizar o encontro com o russo. Só que Prates não concorda com essa projeção.

O brasileiro acredita que Topuria continuará no peso dos 155 para lutar contra Arman Tsarukyan e, depois que conquistar o cinturão, estaria disposto a abrir espaço para um desafio no meio-médio. Na fala, Prates reforça que imagina o campeão dos leves mantendo o foco no peso atual primeiro e, em seguida, aceitando o “convite” para a categoria acima.

Com isso, ele sustenta a própria estratégia: buscar o título e, quando chegar a vez, chamar Topuria para a divisão dos 170 libras. A mensagem final é de confiança na condução dos passos seguintes, mantendo a ideia de que o confronto pelo cinturão é o objetivo imediato do momento.

No fim, a leitura de Prates é que o planejamento do UFC pode exigir paciência — inclusive em uma possível pausa de até um ano —, mas que o ganho em preparação pode ser decisivo. Ele também aposta que, ao vencer e conquistar o cinturão, conseguirá organizar as próximas batalhas com nomes de peso, mesmo que isso signifique enfrentar um adversário de porte diferente.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.