Grant Dawson diz que ainda não teve chance real e mira grande vaga no UFC 328

Grant Dawson, ex-lutador do Top 15 do peso leve do UFC, volta ao octógono neste fim de semana buscando uma oportunidade maior na divisão. O norte-americano enfrenta Mateusz Rebecki no card preliminar do UFC 328, no sábado, 9 de maio de 2026, no Prudential Center, em Newark, no estado de Nova Jersey. Dawson chega para mais uma tentativa de reacender sua trajetória dentro do ranking, mas, na visão do próprio atleta, o problema central vai além de resultados: ele acredita que ainda não recebeu o tipo de chance que costuma impulsionar um contender em uma das categorias mais disputadas do MMA.

O lutador, que convive com a pressão de reencontrar o caminho das vitórias, deixou claro o que espera deste novo compromisso. “Eu quero que as pessoas pensem: ‘certo, vamos colocar esse cara contra um nome grande e ver como ele vai se sair’”, disse Dawson em entrevista recente. Ele reconhece que em algumas ocasiões falhou e que isso é parte da responsabilidade dele, mas reforça a sensação de que a carreira ainda não lhe proporcionou o mesmo patamar de oportunidade visto por outros atletas de referência. Na comparação, Dawson citou nomes como Michael Chandler e Beneil Dariush, colocando como objetivo mostrar, para o público e para si mesmo, o nível real do seu jogo e o quanto ele pode competir no topo.

O ponto que torna a situação ainda mais frustrante é que Dawson entende que o UFC, sim, já abriu portas para ele tentar se firmar como ameaça de verdade. Em 2023, o atleta foi escalado para o combate principal contra King Green como favorito gigantesco nas casas de apostas, com odds na faixa de -445, um cenário que sugeria uma vitória com impacto e uma afirmação imediata. No entanto, o plano não se concretizou: Dawson foi nocauteado em apenas 41 segundos, perdendo a chance de transformar aquele favoritismo em demonstração contundente de poder. Depois disso, ele reagiu com três vitórias consecutivas, recuperando tração e mantendo o sonho de subir no ranking, mas voltou a escorregar quando apareceu outra grande oportunidade.

O segundo revés decisivo veio logo na sequência: Dawson foi parado no primeiro round contra o jovem prospect Manuel Torres, em uma finalização que tirou o momento de destaque dele bem antes do que seria esperado. Agora com 32 anos, o lutador volta a encarar um duelo de alto risco dentro de um cenário em que cada chance perdida pesa ainda mais. Para Dawson, o objetivo, no fundo, é simples de dizer e difícil de executar: evitar “tumultuar o timing” no instante decisivo e transformar o trabalho em resultados que coloquem seu nome em outro patamar.

Do outro lado, Mateusz Rebecki chega com uma narrativa que pode dificultar bastante a vida do brasileiro de coração: o polonês está associado à ideia de luta intensa e foi reconhecido como um dos atletas mais movimentados da divisão. Rebecki vem para o UFC 328 carregando o histórico de ter conquistado bônus de “Luta da Noite” nas últimas três apresentações, o que reforça sua capacidade de entregar combates que chamam atenção tanto por agressividade quanto por volume e entrega. Com esse contexto, o encontro contra Dawson ganha ainda mais peso, pois coloca frente a frente um atleta que tenta recuperar o protagonismo e um oponente que tem como marca registrada brilhar nos momentos em que o combate precisa ser colocado em ritmo alto.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.