Chris Weidman é surpreendido com convite ao Hall da Fama do UFC em 2026

Chris Weidman não esperava ser anunciado como integrante da turma de 2026 do Hall da Fama do UFC. O ex-campeão dos médios, que construiu parte do legado mais marcante da divisão na era moderna do octógono, foi surpreendido com a notícia de que será imortalizado no Hall de forma oficial neste verão.

Weidman chega para o Hall da Fama com cartel de 16-8 no MMA e 12-8 no UFC. Ele foi campeão dos médios, realizou três defesas do cinturão e também protagonizou uma das maiores viradas da história do Ultimate: no UFC 162, em julho de 2013, interrompeu a sequência recorde de vitórias de Anderson Silva, vencendo a luta e mudando o rumo daquela era.

A cerimônia de 2026 contará com nomes de peso além do brasileiro da história recente do esporte, com a inclusão de ex-campeões do UFC Demetrious Johnson e Dominick Cruz. Também entram na lista Thomas Gerbasi, reconhecido pelo trabalho de longa data como escritor do UFC, além de um marco histórico do esporte: o duelo clássico do UFC 248 entre Joanna Jedrzejczyk e Zhang Weili.

O UFC tratou a informação sobre a entrada de Weidman no Hall da Fama com discrição até o momento de apresentá-la de forma inesperada. A surpresa aconteceu durante o UFC 327, em Newark, no estado de Nova Jersey, quando o atleta recebeu um pacote em vídeo. O plano funcionou, já que Weidman afirmou que realmente não tinha qualquer noção do que estava por vir.

“É uma honra enorme — eu fiquei completamente de cara com isso. Não esperava mesmo. Eu estava trabalhando na mesa e me pediram (eu e Dustin Poirier) para caminharmos perto das grades, porque queriam filmar a gente com uma câmera durante uma luta e promover o pós-luta. Nós dois estávamos com a mesma impressão: ‘é um pouco estranho, por que não fazem aquele mesmo enquadramento da mesa?’. Mas eles tinham um plano. Eles me surpreenderam. Eu estava totalmente sem ideia. Foi uma surpresa fantástica e eu fico muito honrado. É uma estrada longa e receber esse tipo de reconhecimento, com a maior distinção que o esporte pode oferecer, é muito legal”, disse Weidman.

Ao longo da carreira, Weidman começou o caminho profissional com 13 vitórias seguidas, incluindo dois triunfos sobre Anderson Silva. Além disso, ele também conseguiu defender o cinturão contra Vitor Belfort e Lyoto Machida, consolidando o período de auge dentro do UFC. Depois, porém, ele perdeu força e entrou em uma fase descendente, fechando seus 11 últimos compromissos sob a bandeira da companhia com desempenho de 3-8.

Com o desenrolar da fase final, Weidman admitiu que nunca se sentiu plenamente certo de que o momento de ser lembrado chegaria — ainda mais pela forma como o Hall da Fama representa a maior validação de legado dentro do MMA.

“Depois da minha primeira derrota, eu perdi bastante. Graças a Deus eles analisam você pelo período de auge. Se fosse pelo meu momento pós-auge, eu não estaria no Hall da Fama. Fico feliz por ter feito coisas grandes quando eu era jovem, e é muito legal ser respeitado por isso”, concluiu Weidman.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.