Cormier vê “duelo feito para a América” no peso-pesado e possível cinturão

Daniel Cormier já enxerga um cenário de grande apelo para a divisão dos pesos-pesados, com a possibilidade de um duelo “feito para a América” — e que ainda pode ter relação direta com disputa de cinturão no UFC. Mesmo com a categoria passando por fases difíceis nos últimos anos, o ex-campeão e Hall da Fama da organização enxerga sinais positivos vindos de duas figuras recentes que chegaram com força.

Josh Hokit (9-0 no MMA, 3-0 no UFC) explodiu no cenário e, em pouco tempo dentro do octógono, passou a ser tratado como um nome de elite: a ascensão dele foi tão rápida que já o colocou entre os cinco primeiros colocados do ranking da categoria após apenas três lutas no UFC. O salto no prestígio veio com uma vitória que chamou atenção como candidato a “Luta do Ano”, ao enfrentar Curtis Blaydes no UFC 327, em um confronto que consolidou Hokit como uma ameaça real. A sequência do caminho dele, porém, já começa com um compromisso em ritmo acelerado: o norte-americano terá pela frente Derrick Lewis no UFC Freedom 250, em 14 de junho.

Na sequência, em 11 de julho, no UFC 329, o UFC deve viver um dos estreios mais aguardados da história recente: Gable Steveson (3-0 no MMA, 0-0 no UFC) fará sua estreia na divisão dos pesos-pesados ao entrar no octógono ao lado de um adversário que ainda não foi definido. O motivo do hype é evidente. O atleta chega ao UFC carregando o peso de conquistas no wrestling e a expectativa de que a transição para o MMA seja rápida e impactante. Cormier, inclusive, já admite que pode existir um cruzamento de caminhos no futuro.

Antecedentes

Durante um encontro com a imprensa na quinta-feira, em meio à divulgação do trabalho de Cormier como técnico no “The Ultimate Fighter 34”, o veterano falou sobre o que espera ver desses dois novos nomes. Segundo ele, Steveson tem um pacote completo de habilidades — tanto técnicas quanto mentais — e as credenciais do atleta são difíceis de ignorar.

Para Cormier, o potencial de Steveson é algo que já chama atenção desde o currículo: medalhista olímpico, campeão universitário e, na visão dele, com teto suficiente para chegar ao topo do esporte. O ex-líder da categoria também afirmou que a forma como Hokit subiu no ranking pode se repetir no caso de Steveson: enfrentar adversários mais “acessíveis” no início e, rapidamente, ganhar espaço para encarar nomes maiores até chegar entre os principais do mundo.

A luta

Embora a fonte trate mais do cenário e das perspectivas do que de um duelo já realizado, Cormier deixou claro o tipo de impacto que esses lutadores podem causar no peso-pesado — especialmente por trazerem um estilo de wrestling capaz de mudar o ritmo do combate e, ao mesmo tempo, gerar debates e reações do público.

  1. Josh Hokit entrou em evidência com três lutas no UFC e já se estabeleceu entre os cinco melhores pesos-pesados da categoria, com a vitória sobre Curtis Blaydes no UFC 327 sendo um marco na trajetória.
  2. O próximo compromisso de Hokit será contra Derrick Lewis no UFC Freedom 250, em 14 de junho, em um turnaround rápido para manter o embalo.
  3. Gable Steveson fará sua estreia no UFC no UFC 329, em 11 de julho, contra um oponente ainda não anunciado, em um dos estreios mais hypados dos últimos tempos.
  4. Cormier acredita que o desenvolvimento de Steveson pode seguir lógica semelhante à de Hokit: lutar, evoluir rapidamente e, em seguida, encarar adversários mais fortes até o topo.

O pós-luta

Ao comentar o estilo de Hokit, Cormier reconheceu que a “persona” do lutador divide opiniões — algo que pode gerar atrito com parte do público. Ainda assim, ele defende que essa postura, combinada com o desempenho dentro do octógono, faz diferença e ajuda o atleta a ganhar tração.

Na avaliação do ex-campeão, existe um ponto importante: não basta gerar rejeição; é preciso que o público não trate o lutador com indiferença. Para Cormier, se o atleta aceita que haverá quem o odeie, isso pode ser positivo desde que o desempenho continue chamando atenção.

Ao mesmo tempo, Cormier projetou um enredo que teria tudo para capturar a atenção do mercado: a possibilidade de ver Steveson, como “campeão da América” no peso-pesado, cruzar caminho com Hokit — o “bad guy” — em uma luta com peso de cinturão. Na visão dele, um duelo desse tipo seria um espetáculo de grande escala, com apelo tanto esportivo quanto de narrativa.

No fim, a mensagem de Cormier fica concentrada no que esses dois lutadores representam para a divisão: a chegada de um wrestler “de escola americana” com força para dominar posições e controlar o ritmo, somada ao tempo curto entre lutas, pode acelerar a formação de uma nova geração de nomes no topo do peso-pesado.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.