Dricus du Plessis minimizou a repercussão em torno do corte de peso de Khamzat Chimaev para o UFC 328. O sul-africano ironizou a justificativa ligada à última fase do emagrecimento, após Chimaev perder o cinturão dos médios para Sean Strickland por decisão dividida no início do mês, em Newark (EUA), e apontou que, na prática, o que define a luta é a disciplina e o planejamento do atleta.
Ranqueamento e leitura sobre o corte de peso após a derrota para Strickland
Chimaev chegou ao UFC 328 com campanha de 15 vitórias e 1 derrota no MMA e 9 triunfos e 1 revés no UFC. No combate contra Strickland, que entrou com cartel de 31-7 no MMA e 18-7 na organização, o russo-americano acabou perdendo o título peso-médio por decisão dividida no Prudential Center, em Newark, no estado de Nova Jersey.
Nos bastidores, Arman Tsarukyan relatou que Chimaev precisou cortar entre 12 e 13 libras no último dia — informação usada para explicar uma queda de ritmo no começo da luta. Ainda assim, du Plessis não comprou a narrativa de “desculpa” relacionada ao peso.
- Chimaev teria reduzido cerca de 12 a 13 libras no dia anterior ao duelo
- du Plessis considera a justificativa “ridícula” e diz que o tema costuma ser usado como desculpa
- du Plessis também cita que já passou por cortes difíceis e que diferenças pequenas podem impactar a sensação no dia seguinte
Em sua avaliação, du Plessis afirmou que 12 libras em 24 horas não seria um volume tão fora do comum. O lutador também destacou que o mais importante, para ele, é o que acontece nas últimas 24 horas e como o corpo responde ao corte, mas reforçou que isso não deveria virar argumento para o resultado dentro do octógono.
Cinturão, contexto competitivo e a “culpa” pelo resultado
O gancho central da fala de du Plessis está no histórico direto dele com Strickland e no caminho que Chimaev tentou traçar após perder o título. O sul-africano lembrou que venceu Strickland duas vezes antes — e depois ainda perdeu o cinturão dos médios para Chimaev em uma atuação dominante, consolidando o peso do que acontece quando o campeão do momento cai.
Na sequência, du Plessis ampliou o raciocínio: para ele, não faz sentido atribuir a derrota ao corte de peso como se isso anulasse o preparo. O atleta argumentou que todos que fazem cutting já viveram aquele dia seguinte ruim após um emagrecimento mais complicado, mas defendeu que a responsabilidade fica com o próprio lutador. A comparação feita por du Plessis foi direta: culpar o corte seria como dizer que a condição física não estava adequada — algo que, segundo ele, depende de disciplina e planejamento.
O sul-africano também abordou o tema “lesão” como um paralelo. Para du Plessis, caso a contusão seja tão séria que inviabilize o desempenho, a decisão deveria ser não lutar. Mas, se a escolha foi competir, então o atleta precisaria encarar o resultado sem recorrer a justificativas, mesmo quando a dor ou o problema físico tiver influenciado o combate.
Próxima luta e caminho provável para Chimaev após mudar de ideia
Além da discussão sobre corte de peso, a matéria também trouxe o comportamento de Chimaev nos bastidores após a derrota. De acordo com o que ele comunicou ao chefão do UFC, Dana White, Chimaev teria expressado o desejo de subir imediatamente para a categoria dos meio-pesados logo após perder o cinturão para Strickland.
Porém, poucos dias depois, o cenário mudou: Chimaev teria ficado “obsessivo” com a ideia de revanche contra Sean Strickland. Esse tipo de virada costuma pesar no planejamento do cartel e na direção do ranqueamento, porque uma revanche imediata tende a manter o atleta no centro da disputa do cinturão — especialmente quando a luta anterior terminou por decisão dividida, deixando margem para debate técnico e emocional entre os envolvidos.
- Chimaev teria dito a Dana White que queria subir para o meio-pesado imediatamente após perder o título
- Depois, poucos dias mais tarde, ele teria mudado o discurso e se tornado “obsessivo” por uma revanche com Strickland
Com du Plessis empurrando o debate para o campo da responsabilidade individual e do preparo, a próxima etapa de Chimaev tende a girar em torno do mesmo eixo: retomar espaço no topo e escolher o caminho mais rápido para uma nova disputa. Se a revanche com Strickland avançar, a trajetória do desafiante segue diretamente ligada ao cinturão dos médios; caso a mudança para o meio-pesado seja priorizada, o planejamento passa a depender do timing de novos adversários e da reorganização do ranking na categoria acima.

