Eddie Hearn rebate Dana White e provoca: “maior luta” do momento

Eddie Hearn não está recuando das provocações feitas por Dana White. O assunto ganhou força depois que, mais cedo neste ano, os dois trocaram farpas publicamente: White assinou o veterano da Matchroom, Conor Benn, para a Zuffa Boxing, e isso virou combustível para uma discussão aberta. Na sequência, o presidente do UFC desafiou Hearn para um duelo de boxe, e o empresário britânico aceitou rapidamente. Mesmo assim, White voltou a minimizar a ideia, afirmando que a comparação não teria cara de grande luta de evento principal — ponto que Hearn considera totalmente equivocado.

  • Resultado: Não houve luta realizada (apenas troca de provocações e discussões sobre um possível combate de boxe).
  • Método: Não aplicável.
  • Round e tempo: Não aplicável.
  • Categoria de peso: Não informada na fonte.
  • Local: Não informado na fonte.
  • Cartel dos lutadores: Não informado na fonte.

Desafio aceito e divisão de opiniões sobre “main event”

Em entrevista, Hearn explicou como enxerga o início da confusão. Para ele, tudo teria começado quando White teria dito algo como “Hearn não quer lutar comigo no boxe, mas eu posso lutar com ele”. A partir desse ponto, o empresário afirma que White passou a caracterizar Hearn de forma ofensiva, como se a luta fosse algo improvável ou que não aconteceria em uma condição de destaque.

Hearn, porém, rebateu essa narrativa dizendo que a luta seria colocada como evento principal — com transmissão em grande plataforma — e que o interesse do público justificaria o tamanho do confronto. Ele também citou uma projeção de compra mínima, sugerindo que a briga teria números altos de bilheteria pay-per-view, colocando o possível duelo como um dos maiores do momento, ao lado de grandes confrontos do boxe.

Modelagem financeira e expectativa de receita

Mesmo com White diminuindo a importância do duelo, Hearn afirmou que existem ofertas para que o combate aconteça. Entre os nomes mencionados, ele citou o envolvimento de Turki Alalshikh, parceiro de negócios que teria aparecido na discussão. A seguir, Hearn fez uma estimativa baseada em divisão de receitas: ele indicou que colocaria uma divisão em 50/50 em um “bolo” financeiro, com repasse de parte do faturamento para os atletas, além da fatia do próprio Hearn e do outro lado.

Ele também descreveu como funcionaria a entrada de um canal ou emissora: segundo sua explicação, a empresa de transmissão poderia ficar com uma parcela do pay-per-view (algo na faixa de 10% a 15%), e o restante ficaria para as partes envolvidas. Com base nisso, Hearn declarou que a expectativa seria de cerca de 30 milhões para cada lado no combate.

Sem previsão de luta, mas com recado sobre respeito

Apesar de entrar na discussão financeira e reforçar que aceitaria o desafio, Hearn não acredita que a luta realmente se concretize. Ainda assim, ele tratou o tema como uma questão de princípio: mesmo com a troca de provocações, Hearn quer deixar claro que, na visão dele, Dana White estaria falando demais.

Hearn ressaltou que ambos têm idade avançada — ele com 46 anos e White com 56 — e que nenhum dos dois possui uma trajetória longa ligada ao universo das lutas de combate. Mesmo assim, a mensagem final do empresário foi direta: ele afirma que, se White o chamou para lutar, então Hearn também está dizendo que aceitaria o confronto, cobrando “respeito” pelo próprio nome.

Ao concluir, Hearn afirmou que não gosta de ser tratado com insultos repetidos, e sugeriu que o duelo serviria para mostrar quem realmente estaria “com medo” — deixando no ar que, caso houvesse acerto, ele estaria pronto para resolver a questão “do jeito antigo”.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.