Rockhold crava: Strickland não segura Chimaev no UFC 328 e luta pelo cinturão

Luke Rockhold entrou na conversa sobre o UFC 328 e, mesmo sendo conterrâneo de Sean Strickland, não acredita que o americano será capaz de impedir Khamzat Chimaev de voltar a disputar o cinturão. No card principal marcado para 9 de maio, Strickland encara o invicto Chimaev em uma nova tentativa por um título.

Rockhold destacou que Strickland terá um “fator casa” em Newark, no estado de Nova Jersey, por lutar diante de público americano. Ainda assim, o ex-campeão dos médios afirmou que o cazaque terá vantagem real no octógono, lembrando que os detalhes de execução e controle do próprio ritmo podem decidir a luta.

O que Rockhold espera do combate

  • Strickland tem efetividade, é “briguento” e costuma resistir até o fim.
  • Rockhold acredita que Chimaev é mais talentoso e pode dominar o plano de jogo.
  • O ex-lutador entende que houve tensão na luta anterior, mas que agora Chimaev pode render o máximo.
  • Rockhold disse que quer ver Chimaev “finalizar o americano”.
  • Ele considera improvável que Chimaev se abale com provocações externas.

Em entrevista, Rockhold descreveu Strickland como um lutador eficiente, de estilo incômodo e que não desliga ao longo do combate. Para ele, a chave será quem conseguir relaxar e aplicar melhor a estratégia traçada, com Chimaev executando o que precisa para sair vencedor.

O ex-campeão também relacionou a performance recente do rival a uma expectativa maior por um título mundial. Segundo Rockhold, a pressão da vez anterior trazia um tipo de tensão, enquanto agora Chimaev teria a chance de entregar o melhor de si no momento decisivo — algo que, na visão dele, pode virar uma “aula” no octógono.

Ao comentar a própria posição, Rockhold afirmou que, apesar de ser americano, valoriza pessoas “do bem” e elogiou Chimaev. Já sobre Strickland, ele foi direto e bastante agressivo nas palavras, chamando o adversário de “um lixo”, reforçando que sua leitura do confronto não muda por conta de nacionalidade.

Por que Strickland chama tanta atenção

  • Ele ganhou ainda mais notoriedade após derrotar Israel Adesanya e conquistar o título dos médios no UFC 293.
  • A persona de Strickland costuma vir acompanhada de comentários ofensivos e declarações sem filtro.
  • Antes do triunfo sobre Anthony Hernandez em fevereiro, houve atrito após um post com montagem envolvendo agentes do ICE e estereótipos contra Hernandez.
  • Strickland também direcionou críticas ao público LGBTQ+ e chegou a defender que mulheres não deveriam votar.
  • As polêmicas contribuíram para o crescimento da popularidade do lutador.

A popularidade de Strickland cresceu de forma expressiva nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo impacto do título conquistado no UFC 293 ao surpreender Israel Adesanya. Além do desempenho, o estilo provocador e a postura sem filtro fizeram com que o americano virasse assunto constante fora e dentro do octógono.

Antes da vitória sobre Anthony Hernandez, em fevereiro, o clima esquentou quando Strickland irritou o rival com uma imagem editada. Na montagem, ele aparece como agente do ICE, enquanto Hernandez é retratado em um cenário com vestimentas e estereótipos ligados à imagem mexicana.

Rockhold também citou, dentro desse contexto de polêmicas, que Strickland já mirou o público LGBTQ+ e chegou a sugerir que mulheres não deveriam ter direito ao voto. Esse histórico, segundo o texto, ajudou a manter o lutador em evidência e a ampliar o debate em torno de suas falas.

Provocações entre Chimaev e Strickland

  • Chimaev indicou que um encontro fora do octógono com Strickland poderia ser perigoso.
  • Strickland respondeu dizendo que seria “o último cara” que Chimaev deveria ameaçar nos Estados Unidos.
  • Rockhold disse que se diverte com a troca, mas não acredita que Chimaev esteja abalado.
  • Para Rockhold, o confronto ainda é “um jogo de luta”: é preciso executar o que o plano pede.

Chimaev chegou a comentar que uma eventual aproximação fora das quatro linhas poderia ser perigosa para ele, o que levou Strickland a rebater com uma provocação direta. Rockhold disse que se diverte com o bate-boca, porém não enxerga qualquer sinal de que Chimaev tenha sido afetado psicologicamente.

Na avaliação do ex-lutador, a ideia de “tirar Chimaev do sério” não faz sentido. Ele argumentou que Strickland não teria o mesmo “nível de profundidade” que outras figuras com as quais Rockhold conviveu, e por isso entende que o cazaque deve estar bem encaminhado para fazer o combate acontecer do jeito que quer.

Fechando o raciocínio, Rockhold reforçou que luta é luta: em vez de se preocupar com ruído externo, os lutadores precisam jogar o jogo e cumprir o que foi planejado. O UFC 328, com o duelo entre Strickland e Chimaev no dia 9 de maio, deve ser o palco onde essa leitura será testada na prática.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.