Gilbert Burns encerrou a trajetória no MMA de forma definitiva após uma derrota contundente no main event do UFC Winnipeg, realizado no último sábado, 18 de abril de 2026, no Canada Life Centre, em Winnipeg, no Canadá. O ex-desafiante ao cinturão peso meio-médio da organização caiu por nocaute diante do canadense Mike Malott, prospecto em ascensão que aproveitou o momento para empurrar o rival para o chão e selar o resultado com autoridade.
Como foi a luta do main event
Logo após a queda, Burns confirmou publicamente o fim da carreira. O brasileiro retirou as luvas e as deixou no centro do octógono — gesto tradicional que indica encerramento. Em seguida, falou sobre o resultado e sobre o esforço dedicado ao duelo contra Malott, que lutaria “em casa” e, segundo ele, traria tudo para o combate.
No pós-luta, Burns declarou: “Obrigado, Canadá. Eu trabalhei muito para esta luta. Eu me dediquei bastante. Eu sei que o Mike ia lutar diante do próprio público. Ele ia trazer tudo. Eu fiz uma preparação excelente, sacrifiquei muita coisa. Eu deixei tudo em campo… não consegui demonstrar. Um parabéns ao Mike Malott; ele fez um bom trabalho”.
Burns ainda completou, em tom de despedida: “Eu trabalho duro, mas acho que é isso. Eu tive uma carreira incrível. Eu lutei com força. Eu queria vencer demais. Acho que é isso: enfrentei os melhores do mundo — os atletas número 1 do ranking pound-for-pound, campeões antigos. Eu nunca recusei desafio. Talvez seja isso… e estou em paz. Eu lutei com todo mundo”.
Trajetória de Gilbert Burns no UFC e as principais fases
Gilbert Burns chega ao UFC em 2014 após consolidar reputação como um dos nomes mais respeitados do jiu-jítsu brasileiro no cenário mundial. Sua primeira etapa dentro do octógono aconteceu na categoria dos leves, onde somou campanha de 7 vitórias e 3 derrotas antes de decidir subir de peso em 2019.
A mudança para o peso meio-médio, porém, foi o que alterou o rumo da carreira. No patamar de 170 libras, Burns encontrou seu melhor momento e emplacou uma sequência de quatro triunfos seguidos que o levou a uma disputa de cinturão contra Kamaru Usman, ex-companheiro de equipe.
Na luta pelo título, o brasileiro chegou a surpreender o campeão no início do combate, derrubando o adversário cedo. Apesar disso, a história acabou virando contra ele: Burns terminou derrotado por nocaute no terceiro round.
Depois do revés, ele reagiu com vitória sobre Stephen Thompson e em seguida encarou Khamzat Chimaev em um combate que ficou marcado como um dos grandes capítulos recentes da divisão. A luta foi descrita como um clássico imediato e ainda é amplamente lembrada como o teste mais difícil vivido por Chimaev dentro do UFC.
O fim de ciclo: sequência final e despedida
Na reta final da carreira, Burns ainda conseguiu vencer Neil Magny e Jorge Masvidal antes de atravessar um período duro de cinco derrotas consecutivas contra oponentes de elite. Entre os atletas que o superaram nesse trecho final estão Belal Muhammad, Jack Della Maddalena, Michael Morales, Sean Brady — e, agora, Mike Malott, que fechou o ciclo com nocaute no Canadá.
Mesmo diante do resultado que encerrou sua jornada, Burns reforçou a postura de quem nunca evitou desafios. Conhecido por ser um lutador agressivo, resistente e disposto a enfrentar qualquer adversário, ele também é lembrado como um dos “bons da modalidade”. Após mais de uma década no UFC, o brasileiro se despede do esporte.
Manifestação após a luta
- Burns retirou as luvas e as deixou no centro do octógono, sinalizando o encerramento da carreira.
- Ele agradeceu ao Canadá e destacou o esforço e os sacrifícios feitos na preparação.
- Burns afirmou que Malott lutaria em casa e que, por isso, traria tudo para o confronto.
- Na reflexão final, disse que teve uma “carreira grande”, enfrentou os melhores do mundo e que está satisfeito com o legado.
Agora, Burns dá adeus ao octógono. “Desfrute a aposentadoria, Gilbert. Obrigado pelas lutas.”

