Holly Holm afirmou que está perto de encerrar a carreira e, para os últimos meses no esporte, quer priorizar lutas grandes — tanto em confrontos de boxe quanto em possíveis partidas no MMA. Depois de uma sequência recente em que não conseguiu os resultados esperados contra Stephanie Han, a norte-americana busca manter o foco em desfechos mais marcantes antes de se despedir.
Contexto recente e impacto no momento de carreira
A fase atual de Holm vem após uma série de dois combates de boxe contra Stephanie Han, na qual ela perdeu as duas lutas sob circunstâncias que ela considera pouco favoráveis. No primeiro compromisso, o duelo terminou por conta de um corte. A leitura geral é que não se tratava de um machucado “ruim” a ponto de encerrar uma luta nos moldes que costumam valer em eventos do UFC.
No segundo encontro, Holm perdeu por decisão dos jurados em um resultado que muita gente concorda que ela venceu com folga. Esse revés, além de ter mexido no planejamento esportivo, tirou dela o que pode ter sido sua última chance real de conquistar um cinturão no boxe.
- Primeira luta da série: encerramento por corte.
- Segunda luta: derrota por decisão dos juízes em um confronto amplamente percebido como vitória dela.
- Consequência: perda da oportunidade de disputar um título de boxe e frustração com uma luta de maior apelo envolvendo Katie Taylor.
Com a frustração acumulada, Holm agora projeta a reta final da carreira com uma postura mais pragmática: deixar para trás o que não deu certo e tentar fechar os últimos compromissos com grandes atrações.
Ranqueamento, cinturão e o que a busca por “lutas grandes” sugere
Holm deixou claro que não está necessariamente mirando apenas lutas que garantam disputa direta de cinturão, mas quer confrontos que chamem atenção do público. Ela mencionou que, dentro de um horizonte de tempo de até um ano, considera que encerrará as atividades competitivas.
Na prática, esse tipo de declaração costuma funcionar como sinal de que o próximo passo tende a ser um duelo de alto perfil e apelo comercial/competitivo, mais do que uma escalada longa em ranqueamento — especialmente depois de uma sequência que tirou dela uma chance de título no boxe. No MMA, esse cenário abre espaço para uma espécie de “luta de impacto” na fase final, onde a prioridade é qualidade do adversário e visibilidade.
Ela ainda reforçou que quer lutas que as pessoas realmente queiram ver, e ponderou que isso pode acontecer no MMA ou no boxe. A expectativa, segundo o que foi colocado por Holm, é que sejam no máximo mais uma ou duas disputas dentro do período de um ano.
- Meta principal declarada: “lutas grandes” (com apelo para o público), não necessariamente apenas disputas de título.
- Prazo projetado: encerramento da carreira dentro do ano.
- Quantidade provável de lutas restantes: uma ou duas no máximo, se estiverem dentro do período.
Próxima luta em perspectiva: possibilidades com MVP e ausência de “drama” na despedida
Ao comentar caminhos para o futuro, Holm indicou que está bem posicionada com o grupo MVP, ligado ao calendário de eventos que inclui atrações femininas no boxe (MVPW) e também eventos de MMA sob a marca MVP MMA. A ideia citada é que a organização demonstrou interesse em colocá-la contra Gina Carano, o que, para uma lutadora com o histórico de Holm, representaria um confronto de alto interesse para a fase final.
Holm também tratou com naturalidade o tema aposentadoria, dizendo que não quer construir narrativa de despedida “meio não meio”. Ela ressaltou que só fez algo nesse formato quando migrou do boxe para o MMA: na época, afirmou que era sua última luta no boxe e que passaria a atuar em tempo integral no MMA, o que ela considera ter sido verdadeiro naquele momento — ou seja, não era uma aposentadoria “de fachada”, e sim uma mudança de fase na carreira.
Por fim, ela deixou a expectativa de que ainda não está pronta para parar imediatamente, mas sinalizou que “no decorrer do ano” deve encerrar as atividades.

