Robert Whittaker chega ao UFC 329 em uma situação incomum para o seu histórico recente: pela primeira vez em muitos anos, o ex-campeão de peso-médio do Ultimate não estará no card principal.
O australiano (26-9 no MMA, 17-7 no UFC) fará sua estreia na categoria dos meio-pesados contra Nikita Krylov (31-11 no MMA, 12-9 no UFC). A luta está marcada para 11 de julho, no T-Mobile Arena, em Las Vegas, com transmissão pelo Paramount+.
De acordo com a ordem mais recente de combates do evento, Whittaker vai protagonizar o “featured prelim” da noite — ou seja, o destaque do card preliminar. Com isso, ele perde a chance de aparecer no main card pela primeira vez em 13 anos.
Em entrevista ao Submission Radio, Whittaker comentou a mudança de cenário e o que espera da transição de peso. Ele avaliou que a experiência é diferente e que, apesar de não ser o habitual em sua carreira, faz sentido do ponto de vista estratégico.
“Bem, é diferente. Eu não luto em prelim há muito tempo. Não sei… no papel, intelectualmente, faz sentido, meio que. A minha primeira movimentação para os 205, voltando depois de uma pausa grande. Estou animado para voltar a competir. Honestamente, o lado positivo é que eu consigo deixar a minha luta mais cedo”, afirmou.
Whittaker também destacou a questão do horário e a vontade de executar o que vem treinando. Segundo ele, a intenção é entrar no octógono, testar o ritmo e sentir como a luta se apresenta desde o início.
“Eu odeio essas noites tarde, elas me desgastam um pouco. No fim das contas, é sobre entrar lá e fazer o trabalho. Eu quero ir para lá e executar tudo aquilo que venho trabalhando até agora. Quero sentir o corpo na luta, quero entender como a luta fica. Sim, estou ansioso”, completou.
A última vez em que Whittaker apareceu no card preliminar foi em 2013, quando derrotou Colton Smith por nocaute técnico no UFC 160.

