A Most Valuable Promotions (MVP), empresa de esportes de combate fundada por Jake Paul e Nakisa Bidarian, voltou aos holofotes com seu primeiro evento no último fim de semana. A organização promoveu o card “Rousey vs. Carano” no Netflix, estreando com um desempenho considerado um sucesso relevante, embora não tenha atingido o patamar de um fenômeno gigantesco. Com o resultado do debut já na mesa, Paul tratou de acelerar os planos para a segunda edição do projeto, a MVP MMA 2, deixando claro que a meta é manter o ritmo e, ao mesmo tempo, elevar o padrão do produto entregue ao público.
- Promoção: Most Valuable Promotions (MVP)
- Último evento: “Rousey vs. Carano” (card de estreia) — transmitido no Netflix
- Próximo objetivo: MVP MMA 2
- Declarações-chave: Jake Paul afirmou que a organização está “voltando ao quadro” para o próximo passo e que pretende evitar um produto “morno”
- Possível destaque do próximo card: Colby Covington como alvo para a MVP MMA 2
- Odds citadas para “Chaos” (Covington): 2/1
Jake Paul projeta a MVP MMA 2 e mira padrão mais alto
No pós-luta do evento, Jake Paul participou de uma coletiva de imprensa da MVP MMA 1 e falou diretamente sobre o que pretende ajustar agora. O lutador e empresário afirmou que o time está retomando o planejamento — “de volta ao quadro de desenho” —, mas ressaltou estar pronto para seguir adiante sem perder a ambição. A justificativa, segundo ele, passa por uma insatisfação com a sensação de “meio termo” que, na visão de Paul, alguns eventos tradicionais estariam entregando.
Paul disse ainda que a organização busca se manter em um nível superior de exigência, mesmo que isso signifique realizar menos cards do que o mercado faria normalmente. Ainda assim, a proposta seria fazer “o máximo possível” de eventos, sustentando a ideia de que a qualidade precisa acompanhar a frequência. Ele também afirmou que enxerga a possibilidade de “entrar em guerra” com o UFC usando o próprio alcance nas redes e a capacidade de promover atletas e eventos, sugerindo que a marca maior não conseguiria “tocá-lo”.
Bidarian fala sobre atração de atletas e modelo “focado no lutador”
Já Nakisa Bidarian complementou a visão de Paul ao tratar do segundo evento como consequência direta de uma segunda rodada de disponibilidade de lutadores. Segundo ela, a resposta do mercado foi maior do que o esperado: haveria um volume considerável de contato vindo de atletas atuais, ex-atletas, nomes em perspectiva de futuro e, inclusive, lutadores de outras organizações que, em tese, nem deveriam estar chamando a MVP.
Bidarian afirmou que a empresa pretende oferecer uma alternativa que coloque o atleta em primeiro lugar, com uma relação mais justa e com um parceiro forte para distribuição. A executiva sustentou que, sendo esse o diferencial, não haveria motivo para o lutador não querer trabalhar com eles. No aspecto financeiro, a proposta seria evitar a obsessão por margens de lucro irreais: a MVP não quer “ser gananciosa” quando o assunto é lucro, nem quer operar no prejuízo, mas também não depende de números exorbitantes para criar valor para o negócio.
Na mesma linha, ela disse que a intenção é pagar aos lutadores o que, na avaliação da organização, eles realmente valem — e apontou que esse patamar seria superior ao praticado por outras promoções.
Colby Covington pode ser o primeiro nome a assinar e odds já circulam
Com o planejamento para a MVP MMA 2 em andamento, surge a especulação sobre quem pode ser o primeiro grande nome a fechar com a organização. Entre os nomes citados, Colby Covington aparece como um possível alvo para o próximo card.
Em meio às apostas, a casa BetOnline.ag listou “Chaos” como líder na faixa de 2/1. Na sequência aparecem Brad Tavares (3/1), Tai Tuivasa (4/1), Josh Culibao (5/1) e Tony Ferguson (6/1), entre outros. Apesar de Covington estar aposentado do UFC no momento, o texto que circula com a discussão lembra que isso não significa, necessariamente, que ele esteja automaticamente liberado do contrato com a organização — e que acordos desse tipo costumam ter cláusulas consideradas difíceis de contornar.
Enquanto essa situação contratual não for resolvida, a recomendação destacada é que ainda seria possível acompanhar Covington competindo, sem depender de um desfecho oficial para a próxima etapa.

