Jeremy Stephens, apelidado de “Lil Heathen”, chega para mais um capítulo na caminhada dentro do octógono com uma postura crítica em relação ao cenário financeiro do UFC. O veterano enfrenta King Green neste sábado, 9 de maio de 2026, em Newark (New Jersey), no Prudential Center, em duelo válido pelo card principal do UFC 328.
Stephens não se impressiona com os bônus mais altos
Com a mudança recente na distribuição de bônus pós-luta no período do Paramount+, a organização passou a oferecer 100 mil dólares aos vencedores de categorias específicas. Mesmo assim, Stephens afirmou que o aumento ainda não representa, em sua visão, o tamanho do que deveria ser pago aos atletas.
“Agora é tudo muito corporativo”, disse Stephens. “Eles falam: ‘tá aqui, cinquenta mil, mais cinquenta mil’, e agora é cem mil. Só que isso já acontecia quando eu comecei no UFC, lá em 2007, no UFC 71. Naquela época eu já fazia 75 mil em bônus. Então me diz: o que aconteceu com o dinheiro? Quem é o responsável pelo orçamento? Porque o UFC está ganhando tanto… por que não estamos recebendo 500 mil de bônus?”
O lutador seguiu no mesmo tom, comparando o valor atual com o que era praticado no início de sua trajetória na companhia. “Na prática, vocês estão dando o que davam faz trinta anos. É meio bagunçado. Para mim não faz sentido; é só corporativo mesmo”, completou. “Antigamente era o ‘Dana duffle bag’, traziam de volta os bons tempos.”
O contexto histórico dos bônus no UFC 71
Apesar da crítica, existe um ponto importante no histórico citado por Stephens: no UFC 71, a premiação oficial foi de 40 mil dólares em bônus. Ainda assim, ele ressalta que, em outras oportunidades na organização, acabou conquistando montantes maiores em diferentes edições, incluindo 60 mil dólares em eventos como UFC 91 e UFC 125.
Discussão antiga sobre pagamento e crescimento da receita
Para além do valor mencionado pelo veterano, a discussão sobre remuneração de lutadores — especialmente a estrutura de bônus — segue como tema recorrente no MMA. Mesmo com a elevação recente, muitos atletas entendem que os números não acompanham o ritmo acelerado da receita do UFC e o volume de recursos disponíveis para a promoção por longos ciclos.
O peso do UFC 328 na carreira de Stephens
Dentro da luta, o momento também é decisivo. Stephens chega ao UFC 328 com uma marca que aumenta a pressão: ele está empatado com Clay Guida como o recordista de derrotas na história do UFC, com 19. Um resultado negativo contra King Green pode fazer o veterano assumir a marca de forma isolada.
Nas cotações, Stephens aparece como azarão. Os mercados indicam odds de +295 para o lutador, enquanto Green é tratado como favorito para sair com a vitória.
Jeremy Stephens mira mudança — e tenta escapar do recorde
Entre a cobrança por mais valorização financeira e a necessidade de interromper uma sequência que pode consolidar um recorde negativo, Jeremy Stephens tenta transformar o UFC 328 em um ponto de virada tanto no aspecto esportivo quanto no debate sobre pagamento. Contra King Green, a missão é clara: vencer e evitar que o capítulo desta vez seja escrito com ainda mais perdas no cartel dentro do UFC.

