Jim Miller deu mais um passo para consolidar o legado de longevidade no UFC ao garantir um novo contrato após voltar ao octógono no UFC 328. Aos 42 anos, o veterano superou Jared Gordon ainda no primeiro round com uma finalização via enforcamento do tipo guilhotina, conquistou um bônus de performance e, na sequência, recebeu um acordo para mais lutas — reacendendo a meta de chegar a 50 combates pela organização antes de encerrar a carreira, com a possibilidade de ultrapassar esse número.
Retorno ao octógono no UFC 328 e o impacto imediato no cartel
Miller ficou afastado do esporte por quase um ano, período em que precisou lidar com questões familiares. O motivo central foi ajudar o filho, de 14 anos, durante um tratamento de quimioterapia para um tipo raro e agressivo de câncer. Com essa missão concluída, o lutador retornou ao cage no UFC 328 e encarou Jared Gordon.
No combate, Miller conseguiu impor o ritmo e finalizou o adversário com uma guilhotina no primeiro round. A vitória ainda veio acompanhada de um bônus de performance de US$ 100 mil, reforçando que o retorno ao octógono não foi apenas simbólico: foi eficiente e decisivo.
Novo contrato: caminho para 50 lutas e leitura para o ranqueamento
Além do resultado em si, a noite também marcou uma mudança relevante no cenário contratual de Miller. Ele saiu do Prudential Center, em New Jersey, com um novo acordo de cinco lutas, ampliando o horizonte de combates na organização.
Em coletiva após o evento, o CEO do UFC, Dana White, detalhou a negociação e os possíveis marcos de carreira: “Esta foi a última luta do contrato dele e agora fechamos mais cinco. Se ele fizer quatro lutas, chega a 50 no UFC. Se ele vencer a última, vai a 51. É algo bem impressionante; eu sugeri um acordo de quatro lutas, o Sean [Shelby] comentou e disse para assinarmos por quatro, mas eu insisti em cinco”.
Do ponto de vista de contexto dentro do UFC, o efeito é claro: Miller não está apenas prolongando a carreira por contrato, mas mantendo atividade suficiente para continuar somando vitórias e presença no card — algo que, em geral, influencia diretamente convites, posicionamento de lutas casadas e oportunidades de estar em eventos maiores. O próprio histórico do lutador dá a dimensão do que está em jogo.
- Jim Miller tem o maior número de vitórias na história do UFC: 28.
- Ele também registra o maior número de lutas disputadas: 47.
- Está a apenas uma finalização de igualar o recorde de mais “finishes” do UFC, atualmente pertencente a Charles Oliveira.
Próximos passos: a busca pelas últimas lutas do ciclo e o que essa vitória sinaliza
White ressaltou que Miller ainda tem três compromissos antes de atingir o ponto de aposentadoria que ele mesmo escolheu: 50 lutas no UFC. Ainda assim, como o dirigente enfatizou, existe a possibilidade de uma ou duas lutas adicionais caso o veterano siga além desse marco.
Com base na exibição no UFC 328, a conclusão é que Miller não parece perto de desacelerar. A finalização rápida com guilhotina no primeiro round, somada ao bônus de performance, funciona como um indicativo de que o lutador ainda tem ferramentas para decidir lutas e seguir competitivo — o que torna plausível a continuidade do plano de atingir 50 combates, com chance real de chegar a 51, dependendo do desempenho nas próximas oportunidades.
Com isso, o UFC encaminha o próximo capítulo da trajetória do peso leve veterano: lutas sucessivas dentro do acordo recém-assinado, mantendo o foco no número histórico e, ao mesmo tempo, preservando o que o cartel de Miller sempre entregou ao longo dos anos — constância, capacidade de finalizar e presença garantida no octógono.

