Uma das vozes mais conhecidas do UFC, Joe Rogan, voltou a criticar a realização do “UFC Freedom 250” no gramado da Casa Branca, previsto para domingo, 14 de junho. O comentário reacendeu o debate sobre o uso de um ambiente aberto para lutas de alto impacto, especialmente em meio a tensões internacionais e com possíveis interferências externas que poderiam pesar no desempenho de atletas no auge da carreira.
Rogan mira a decisão de lutar ao ar livre e cita risco extra em cenário instável
O tema já vinha aparecendo em críticas anteriores, com questionamentos sobre promover o evento durante um período de conflito com o Iraque e sobre a possibilidade de os atletas precisarem competir em condições adversas, como calor, umidade e presença de insetos. Desta vez, Rogan retomou as mesmas preocupações em uma conversa no The Joe Rogan Experience, ao lado de Harland Williams.
Ao comentar a ideia do card acontecer no South Lawn, Rogan afirmou que a logística seria “segura” do ponto de vista de visibilidade e organização, mas deixou claro que não aprova a exposição do esporte a fatores fora do controle.
Segundo ele, haveria um público e autoridades que precisariam ficar concentrados no local por várias horas, enquanto as lutas acontecem. Rogan descreveu o cenário como algo em que “todo mundo fica preso naquele ponto por seis horas” para acompanhar combates ao vivo.
Conflito e “alvo” geopolítico: o que ele considera o maior problema
Quando o conflito entre os Estados Unidos e o Iraque começou, foram citados na narrativa da entrevista ataques de decapitação contra a liderança do país, que teriam resultado na morte de importantes autoridades políticas e militares. Embora Rogan não tenha indicado que haja intenção direta de atingir o território americano, ele sustentou que o evento poderia ser um alvo “raro” ou “aproveitável” em um contexto de escalada.
A linha central, porém, vai além da geopolítica: para Rogan, o fato de o combate acontecer em um ambiente aberto adiciona caos desnecessário a lutas que envolvem carreiras e disputas relevantes para atletas de elite.
Impacto na carreira, respeito ao atleta e a contradição: “é um espetáculo, mas…”
O principal argumento do comentarista é que disputas de luta pelo título mundial deveriam ocorrer em um ambiente mais controlado, como forma de respeito ao esforço e à dificuldade inerente de competir profissionalmente no nível mais alto.
Ao mesmo tempo, Rogan fez uma ressalva importante: para ele, o evento no gramado da Casa Branca tende a ser um espetáculo—algo que chamaria atenção independentemente de ele estar ou não no local. Rogan disse que, mesmo não participando, assistiria ao evento “com certeza”, destacando o caráter ousado da decisão.
- Ele afirmou não gostar do componente de guerra e do contexto relacionado ao conflito com o Iraque.
- Mesmo assim, elogiou a parte “insana” de fazer lutas em um cenário como a Casa Branca.
Fechando o raciocínio, Rogan resumiu a própria postura com uma contradição que ficou evidente na entrevista: não aprovou o contexto ligado ao conflito internacional, mas gostou da ideia de transformar o UFC em um evento fora do padrão, com a Casa Branca como palco.

