O octógono volta à Meta APEX, em Las Vegas, neste sábado, com o UFC Fight Night 274. O card transmitido pelo Paramount+ tem como luta principal um confronto de alto risco na divisão dos penas, reunindo nomes em momentos distintos na carreira, com bastante atenção voltada ao desempenho dos atletas brasileiros ao longo da noite.
Na luta que abre o destaque do evento, Aljamain Sterling tenta manter o ritmo de quem busca consolidar sua trajetória nos 145 libras. Ex-campeão peso-galo, Sterling chega para encarar Youssef Zalal em uma partida que coloca frente a frente um cartel sólido e um momento de crescimento. Sterling tem 25-5 no MMA e 17-5 no UFC, enquanto Zalal aparece com 18-5-1 no cartel geral e 8-3-1 na organização. A ideia do desafiante é seguir avançando, já que Zalal vem em uma fase ascendente e não sente o gosto da derrota desde o retorno à liga, quando conseguiu se reposicionar como uma versão ainda mais eficiente de si mesmo.
Os números de Sterling ajudam a explicar por que ele figura como uma referência histórica na categoria. Ele está entre seis lutadores na história do UFC que conquistaram e sustentaram o título peso-galo de forma incontestada. Além disso, suas três defesas consecutivas do cinturão nos penas-eis libras igualam Merab Dvalishvili como o maior total de um campeão na história da divisão. Em disputas diretas pelo cinturão, Sterling também acumula quatro vitórias, repetindo uma marca que o coloca em segundo lugar no recorte da categoria, apenas atrás de T.J. Dillashaw, que tem cinco. No tempo total de lutas dentro do peso-galo, Sterling soma 3:55:40 na organização, o maior volume da história da divisão, e ainda ostenta 14 triunfos no peso em questão, também o melhor registro do ranking histórico. No quesito finalizações, ele tem quatro vitórias por submissão no peso-galo, empatado em terceiro lugar na divisão, com Urijah Faber e Rani Yahya, ambos com seis. Já na mudança para o peso pena, Sterling é 2-1 desde subir em abril de 2024.
Do outro lado, Zalal chega com uma sequência que pesa. Ele está invicto há cinco lutas desde o retorno ao UFC para uma segunda passagem, iniciado em março de 2024. No peso pena, são cinco triunfos seguidos, marca que o coloca empatado na quarta maior sequência ativa da divisão, atrás apenas de Movsar Evloev (nove), Melquizael Costa (sete) e Steve Garcia (seis). No recorte de finalizações, Zalal tem quatro vitórias por submissão no peso pena dentro do UFC, repetindo o segundo maior total da história da categoria, ficando atrás apenas de Charles Oliveira, que soma seis. Em eficiência de trocação, ele absorve apenas 1,78 golpe significativo por minuto no peso pena, taxa que o coloca no quarto melhor patamar da história da divisão, atrás de Rani Yahya (1,05), Pat Sabatini (1,09) e Bryce Mitchell (1,64). Defensivamente, Zalal também segura 67,5% das tentativas de golpes significativos de adversários no peso pena, sendo o melhor índice entre os lutadores ativos da categoria.
O card também reserva um duelo importante no universo feminino com Norma Dumont e Joselyne Edwards. Dumont, com cartel de 13-2 no MMA e 9-2 no UFC, busca seguir pontuando na divisão peso-galo feminino. Sua atual sequência no UFC já soma quatro vitórias seguidas, repetindo a segunda maior sequência ativa da categoria, atrás apenas de Ailin Perez, que tem seis. Dentro do octógono, Dumont venceu todas as nove lutas que disputou no UFC por decisão. No retrospecto geral da divisão, ela também tem cinco triunfos no peso pena feminino dentro da organização, número que aparece como o melhor de toda a história da categoria. Além disso, Dumont já conseguiu ao menos uma queda em oito dos 11 adversários que enfrentou no UFC.
Joselyne Edwards chega com 17-6 no MMA e 8-4 no UFC e tenta manter o embalo no peso-galo feminino. Ela também está em uma série invicta de quatro lutas no UFC, empatada como a segunda maior sequência ativa da divisão, atrás novamente de Perez, que tem seis. Edwards tem um dado relevante no fim das lutas: quatro vitórias por interrupção no peso-galo feminino no UFC a colocam em terceiro lugar no ranking histórico da categoria, atrás de Amanda Nunes, com oito, e Ronda Rousey, com seis. No recorte de submissões, ela soma duas vitórias por finalização no peso-galo feminino, repetindo o segundo maior total da história da categoria, apenas atrás de Rousey, que tem três.
No meio do card, o foco volta para o combate entre Alexander Hernandez e Rafa Garcia, que coloca frente a frente diferentes caminhos dentro do MMA. Hernandez chega com 18-8 no cartel geral e 10-7 no UFC, buscando prolongar uma sequência de cinco vitórias seguidas no peso-leve. Essa marca o coloca empatado como a segunda maior sequência ativa da divisão, atrás apenas de Fares Ziam, que tem seis. Em paralelo, Davey Grant entra no card com 16-8 no MMA e 8-7 no UFC e carrega um histórico curioso: ele é um dos quatro lutadores na história do UFC que conseguiram vencer por finalização com triângulo invertido. Cole Miller, Olivier Aubin-Mercier e Jordan Leavitt também alcançaram o mesmo feito. Do lado de Montel Jackson, com 15-3 no MMA e 9-3 no UFC, existe o registro de um nocaute em 18 segundos, apontado como o segundo mais rápido da história do peso-galo no UFC, ficando atrás do triunfo de Erik Perez em 17 segundos no UFC 150.
Jackson também chama atenção pelo volume de knockdowns. Seus 11 derrubes no UFC na divisão peso-galo aparecem empatados com Marlon Vera como o maior total da categoria. A série de lutas com pelo menos um knockdown teve sete compromissos, encerrada no UFC Fight Night 261, e o número de partidas seguidas com esse padrão o deixa empatado com uma lista de nomes que marcou época na organização: Chuck Liddell, Quinton Jackson, Cody Garbrandt e Josh Emmett. Em um recorte ainda mais específico, os quatro knockdowns que Jackson registrou no UFC Fight Night 192 viraram recorde de uma única luta na história do peso-galo no UFC. Em defesa e controle de ritmo, ele também tem números chamativos: no peso-galo, Jackson absorve 1,37 tentativa de golpe significativo por minuto, o terceiro melhor índice da divisão, atrás de Chico Camus (1,31) e Raul Rosas Jr. (1,34). Para completar, ele converte 61% das tentativas de queda no UFC peso-galo, segundo maior percentual da história da categoria, atrás apenas de Brad Pickett, que tem 61,9%.
Raoni Barcelos, com 21-5 no MMA e 10-4 no UFC, tenta chegar ao quinto compromisso de uma sequência que já soma quatro vitórias seguidas no peso-galo. Na atualidade, esse desempenho o coloca empatado na terceira maior série ativa da divisão, ficando atrás de Aiemann Zahabi, com seis, Farid Basharat, com cinco, e Raul Rosas Jr., que também tem cinco. Já Ryan Spann, que aparece com 23-11 no MMA e 9-6 no UFC, vive um momento de adaptação: ele está 1-1 desde subir para o peso-pesado em março de 2025.
Entre os brasileiros e seus adversários, Rodolfo Vieira entra com 11-4 no MMA e 6-4 no UFC e mira manter a eficiência no peso-médio. Vieira tem cinco vitórias por submissão na categoria dentro do UFC, número que o coloca empatado em terceiro lugar na história da divisão, atrás de Gerald Meerschaert (11) e Brendan Allen (seis). Um detalhe técnico reforça seu diferencial: suas quatro vitórias por arm-triangle choke na organização são o maior número já registrado na empresa. O card ainda inclui Jackson McVey, com 6-2 no MMA e 0-2 no UFC, que sofreu derrotas consecutivas depois de iniciar a carreira com seis vitórias seguidas.
Outros nomes do card também carregam dados de momento. Sedriques Dumas, com 10-4 no MMA e 3-4 no UFC, tem uma sequência sem vitórias de três lutas, que é a maior da carreira. Ele não vence desde agosto de 2024. Mayra Bueno Silva, com 10-6-1 no MMA e 5-6-1 no UFC, também atravessa um período de seca: são cinco lutas seguidas sem vitória, a maior marca da carreira, sem triunfo desde fevereiro de 2023. Mesmo em dificuldades recentes, Mayra tem um dado estatístico forte no UFC feminino peso-galo: ela conecta 60,1% de suas tentativas de golpes significativos, melhor índice da história da divisão na organização. Além disso, ela já fez história na categoria ao conquistar a primeira vitória por kneebar no peso-galo feminino do UFC, no UFC Fight Night 219. No recorte de submissões, Mayra também tem duas vitórias por finalização no peso-galo feminino dentro do UFC, empatada no segundo maior total da história, atrás apenas de Rousey, que tem três.
Cody Durden, com 17-10-1 no MMA e 6-8-1 no UFC, tenta reagir após uma sequência negativa de quatro lutas, a maior da carreira. Ele não conquista uma vitória desde setembro de 2024 e, considerando os últimos sete confrontos a partir de dezembro de 2023, aparece como 1-6. No aspecto de grappling, Durden converte 53% das tentativas de queda no UFC peso-mosca, melhor taxa entre os lutadores ativos da categoria. Outro brasileiro no radar é Lucas Brennan, com 11-2 no MMA e ainda sem lutas registradas no UFC até aqui (0-0). Filho do veterano do UFC Chris Brennan, que competiu no UFC 16 e no UFC 35, Lucas se tornou o quarto representante da segunda geração de lutadores na história da empresa. Os outros são Ryan Couture, Elijah Smith e Lance Gibson Jr.
Para encerrar o conjunto de informações do dia, a matéria destaca que o levantamento estatístico e os dados de acompanhamento ao vivo contaram com participação de Michael Carroll, analista de pesquisas e produtor de estatísticas em tempo real.
Principais lutas do UFC Fight Night 274
Aljamain Sterling encara Youssef Zalal na luta principal do evento, enquanto Norma Dumont mede forças com Joselyne Edwards. No restante da programação, Rafa Garcia enfrenta Alexander Hernandez, Davey Grant encara Juan Adrian Martinetti e Montel Jackson sai para encarar Raoni Barcelos. O card ainda traz Marcus Buchecha contra Ryan Spann e Rodolfo Vieira contra Eric McConico, além de Jackson McVey contra Sedriques Dumas. Entre as lutas femininas, Mayra Bueno Silva enfrenta Michelle Montague, e o evento fecha com Jafel Filho contra Cody Durden e Francis Marshall contra Lucas Brennan.

