Uma das coisas mais legais de escrever esta coluna toda semana é perceber como os perfis escolhidos podem variar de forma tão grande: não existem regras fixas ou índices obrigatórios para alguém entrar na lista do “em ascensão” no UFC. O critério é bem mais simples — a sensação de que o atleta está evoluindo, ganhando tração e chegando no fim de semana com espaço para dar mais um passo na carreira.
- Foco da matéria: atletas vistos como “em ascensão” para o fim de semana do UFC
- Panorama: Joselyne Edwards, Pedro Barcelos e Montague (Sheetara) são apontadas como nomes com potencial de avançar no ranking
- Confrontos citados no texto: Edwards x Norma Dumont; Barcelos x Montel Jackson; Montague x Mayra Bueno Silva
- Local (para os duelos do fim de semana citados): Las Vegas
- Observação de contexto: o texto trata de trajetórias recentes, evolução técnica e impacto em rankings, sem exigir “número mínimo” de lutas para entrar no recorte
Joselyne Edwards em alta rumo a Norma Dumont
Nos primeiros oito compromissos da carreira no UFC, a lutadora de origem panamenha, Edwards, tinha retrospecto de cinquenta por cento de aproveitamento. Naquele período, ela ainda sofreu com problemas de balança em dois triunfos e parecia destinada a ficar na faixa intermediária, entre os nomes que orbitam o Top 15: havia flashes de talento, mas faltava consistência para emendar resultados relevantes e ganhar espaço definitivo na categoria peso-galo (135 libras).
O cenário mudou nas últimas quatro lutas. Edwards transformou o momento em uma sequência de vitórias por interrupção — foram quatro seguidas para encostar de vez no grupo da frente do ranking. Com isso, ela subiu até a posição número 11, chegando com força para o duelo decisivo contra Norma Dumont neste fim de semana, em Las Vegas. Um detalhe importante: ela perdeu o peso na primeira vitória desse ciclo, mas acertou a balança nas três apresentações seguintes. E, em termos de atuação, o texto destaca que os desempenhos foram “cirúrgicos”, com interrupções dominantes.
O apelido “La Pantera” também aparece ligado a um marco recente: no ano anterior, ela emplacou dois nocautes técnicos na primeira etapa, superando Chelsea Chandler e Priscila Cachoeira. Em ambos os casos, o controle aconteceu ainda em pé, com a finalização vindo a partir do golpe e da pressão. A vitória sobre “Zombie Girl” ainda rendeu bônus. Entre esses resultados, o que mais chamou atenção foi a estreia de 2026, em fevereiro, em Houston: no retorno para a revanche contra Nora Cornolle, Edwards controlou o primeiro assalto, derrubou a adversária com força no segundo e, então, fechou o combate com um mata-leão em transição de costas, o que garantiu o fim da luta com finalização por estrangulamento pela retaguarda.
O texto aponta dois fatores que explicariam a ascensão dela no ranking e a sequência atual. Um deles é o amadurecimento: Edwards está mais velha, mais desenvolvida e mais experiente dentro do octógono — algo que, segundo a análise, às vezes é subestimado. O outro ponto é a relação de trabalho com o treinador/atleta Nate Pettit, na Xtreme Couture, que teria ajudado a elevar o nível do jogo nas lutas mais recentes.
Norma Dumont é tratada como um salto grande de dificuldade. A brasileira está na terceira posição do ranking e vem numa sequência de seis vitórias consecutivas, que incluem triunfos sobre Germaine de Randamie, Irene Aldana e Ketlen Vieira. Ainda assim, o texto não vê um cenário de “medo”: Dumont é descrita como alguém que não se incomoda em entrar em trocação e, considerando como Edwards vem atacando as oponentes durante a fase atual, existe a possibilidade de encaixar algo decisivo e criar uma rota para terminar o combate.
Mesmo que Edwards não saia vencedora no sábado, o recorte afirma que ela é um nome a ser acompanhado daqui para frente na divisão, pelo padrão de evolução mostrado e pelo impacto que vem causando nas últimas lutas.
Pedro Barcelos segue subestimado e pode entrar de vez no Top 15
O texto relembra um momento em que Pedro Barcelos parecia passar por uma mudança de rota. No começo do ano anterior, Barcelos derrotou Payton Talbott de maneira convincente, e isso fez muita gente questionar qual seria o futuro do brasileiro no peso-galo. A narrativa, porém, é que ele fechou o ano com força: trabalhou Henry Cejudo no corpo e carimbou lugar entre os 15 melhores.
Depois dessa vitória decisiva, o brasileiro adicionou mais dois triunfos ao cartel, mas ainda assim segue sendo visto como um destaque que recebe pouco holofote na divisão. Agora, o desafio citado para 2026 é o duelo de estreia contra Montel Jackson neste fim de semana, também em Las Vegas.
Com 38 anos, Barcelos aparece como um exemplo de como o público tende a olhar para um resultado apenas por um lado. A análise argumenta que a vitória sobre Talbott ficou associada demais ao fato de Talbott ter vindo da Dana White’s Contender Series, em vez de ser tratada como algo que realmente projetou Barcelos dentro do ranking. Em seguida, ele anotou triunfos nas decisões sobre Cody Garbrandt e Ricky Simon. Essas vitórias, que em outras carreiras ajudariam a acelerar a subida na classificação, não teriam produzido o mesmo efeito para Barcelos, mesmo com Talbott continuando a vencer. O ponto levantado: o resultado claro sobre Talbott não reapareceu como algo que “volta a pesar” para muita gente.
O texto também aborda o argumento de que Talbott seria inexperiente. A contraposição é direta: se alguém como Talbott fosse realmente avaliado pelo mérito de vencer Barcelos, o triunfo teria de contar da mesma forma. E, ainda que as vitórias sobre “No Love” e Simon não tenham o mesmo peso que teriam alguns anos antes, a leitura é que existe uma seleção do que vale ou não vale conforme a conveniência do momento — ou seja, conforme o quanto se quer elevar (ou não) o atleta que venceu.
Apesar de todo esse ruído, Barcelos — que completa 39 anos em 1º de maio — pode garantir mais um salto. A aposta é que uma quarta vitória seguida sobre Montel Jackson o coloque no Top 15. O texto menciona ainda que Jackson vinha numa sequência de seis vitórias, mas teve esse ciclo quebrado na luta anterior por Deiveson Figueiredo em um combate de baixa produção, em outubro, no Rio de Janeiro. Caso Barcelos vença novamente no sábado, o debate vira: ele vai receber o crédito correspondente à sequência que acumulou, ou continuará sendo um dos talentos menos valorizados no elenco?
Montague pode causar impacto imediato contra Mayra Bueno Silva
O texto diz que quer destacar Montague por dois motivos principais. Primeiro, a categoria peso-galo é apontada como uma divisão em que, em pouco tempo, o atleta pode acabar enfrentando nomes já consolidados. Depois de estrear no UFC com vitória sobre Luana Carolina em setembro do ano anterior, em Perth, “The Wild One” teria a chance de encarar uma referência já estabelecida neste fim de semana, em sua segunda aparição no torneio. O confronto indicado é contra Mayra Bueno Silva.
O segundo motivo é o estilo. Montague é descrita como uma lutadora que tende a ser um problema para praticamente todas as adversárias: ela persegue quedas com insistência, tem uma base sólida para controlar a luta no chão e, se a oponente comete um erro, ela busca finalizar atacando o pescoço — e o texto enfatiza um dado específico: a vitória sobre Carolina teria sido a primeira e única vez na carreira de sete lutas em que ela não venceu por mata-leão com as mãos por trás (rear-naked choke).
Além disso, o recorte cita que a neozelandesa treina com um time de elite no American Top Team, incluindo a campeã da divisão Kayla Harrison. A combinação, segundo a análise, cria o cenário para Montague emendar uma pequena sequência e rapidamente ganhar espaço no ranking dos 135 libras.
O texto faz, porém, uma ressalva importante: se ela derrotar Bueno Silva no sábado, é provável que receba o “sim, mas…” habitual, já que “Sheetara” teria perdido as quatro lutas anteriores e a última vitória oficial teria acontecido em fevereiro de 2023, contra Lina Lansberg. A observação é apresentada para “deixar todo mundo preparado”. Independentemente da reação do público, o texto sustenta que superar Bueno Silva seria um triunfo relevante — um resultado que, inclusive, ajudaria a valorizar adversárias que já foram impactadas por Bueno Silva no caminho, como Macy Chiasson, Jasmine Jasudavicius e Jacqueline Cavalcanti. Com isso, Montague poderia não apenas encostar em um novo talento do Top 15 na próxima luta, como talvez até entrar no ranking com número ao lado do nome.
Por fim, a matéria encerra reforçando que o peso-galo está particularmente interessante no momento e que Montague deve ser parte importante dos próximos capítulos da categoria.

