O árbitro John McCarthy não enxerga qualquer polêmica no desfecho do combate principal do UFC 328, realizado neste sábado no Prudential Center, em Newark, Nova Jersey. No confronto valendo o cinturão dos pesos-médios, Sean Strickland levou a melhor sobre Khamzat Chimaev na decisão dividida, garantindo o título na noite.
Strickland chegou ao duelo com cartel de 31-7 no MMA e 18-7 no UFC, enquanto Chimaev tinha 15-1 no MMA e 9-1 na organização. A decisão dos jurados foi apertada: todos os cartões deixaram o placar empatado em 2 a 2 até o início do quinto assalto, e com exatamente a mesma pontuação registrada. A diferença veio no último round, quando os juízes Eric Colon e Sal D’Amato assinalaram a vitória parcial de Strickland, fator determinante para o resultado final.
Antecedentes
Em análise do duelo no podcast “Weighing In”, McCarthy destacou que, embora o início tenha sido dominado por Chimaev, a leitura do trabalho efetivo ao longo do combate foi o que pesou para a pontuação. Segundo ele, o cenário do combate foi construído com trocas de controle entre os lutadores, mas a reta final indicou que o vencedor do assalto derradeiro definiria o campeonato.
A luta
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No começo do combate, Chimaev impôs seu ritmo e venceu o primeiro round de forma clara, dominando Strickland, porém sem produzir dano significativo.
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No segundo assalto, Strickland reagiu e conseguiu reverter o panorama, com McCarthy apontando o round como favorável ao americano: 10-9 para ele.
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Ao entrar no terceiro e no quarto rounds, a dinâmica ficou alternada, com as leituras de pontuação mudando de lado, mantendo o confronto equilibrado na soma dos cartões.
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No caminho para o quinto assalto, McCarthy resumiu que o combate estava “em aberto”, já que o placar era empatado e qualquer um que levasse o último round poderia sair com a decisão.
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Já perto do terceiro round, Chimaev reduziu a busca por grappling e passou a pressionar mais no chão ao mesmo tempo em que, segundo McCarthy, tentava impor presença nos pés. Ainda assim, mesmo com mais tentativas de quedas conectadas, não houve produção de golpes que, na avaliação dos jurados, alterasse o resultado.
O árbitro também explicou o ponto central de sua leitura: não basta avançar ou trocar posição se o impacto efetivo não aparece. Para ele, a pressão e as quedas de Chimaev não se converteram em ataques que incomodassem Strickland de maneira relevante.
O pós-luta
McCarthy detalhou que concordou com a forma como o combate foi pontuado. Ele afirmou que ficou evidente a sequência do início — Chimaev chegando forte no primeiro round, Strickland revertendo no segundo, e a troca de domínio continuando até o quinto — e que, entrando no último assalto, a disputa era realmente “aberta” pelo peso da pontuação.
Na mesma análise, McCarthy reforçou que, apesar de Chimaev ter conseguido uma queda e ter controlado a posição, a transição não culminou em golpes decisivos no solo. Ele argumentou que o mérito da ofensiva mais efetiva ficou com Strickland, especialmente pelo trabalho de impacto após as movimentações, incluindo o uso do jab e acertos subsequentes.
Em sua conclusão, McCarthy disse que Eric Colon e Sal D’Amato interpretaram corretamente o combate e resumiu que o resultado premiou “o lutador certo”.

