Khaos Williams retorna ao octógono e promete recado forte no UFC Fight Night

Khaos Williams está de volta. O veterano do UFC, com experiência em dez lutas na organização, prometeu que seu retorno ao octógono no UFC Fight Night: Allen vs Costa, neste sábado, será acompanhado de um recado direto sobre quem ele é como lutador — e do que pode causar quando sobe ao cage.

Sem parar após as derrotas

“The Oxfighter” não lutava desde junho do ano passado. Na ocasião, foi derrotado por decisão unânime por Andreas Gustafsson no UFC 316, resultado que o colocou diante de duas derrotas seguidas no UFC pela primeira vez na carreira. Após um período para assimilar o que aconteceu e reorganizar o foco, Williams diz que está pronto para reagir e mirar apenas o que vem pela frente.

“É só a vida, cara. A gente precisa continuar seguindo em frente”, declarou nesta semana ao UFC.com.

“A gente não consegue mudar o ontem. O que dá para fazer é focar no agora e no futuro.”

Segundo o lutador, parte do momento foi marcada por pequenos problemas físicos antes das lutas, além de compromissos assumidos em cima da hora. Agora, ele acredita que terá tempo adequado para retornar melhor.

“Antes das lutas, eu tive umas levinhas lesões, e eu aceitei lutar com pouco tempo. Agora eu tenho tempo para voltar e lembrar as pessoas do que eu sou.”

Essas duas derrotas, na visão do atleta, serviram como correção de rota. Williams afirma que trabalhou para voltar ao octógono com uma versão mais afiada e evoluída do que explodiu no UFC em 2020.

“Eu trabalhei em tudo, e eu estou pronto para mostrar para as pessoas”, disse.

“A gente continua melhorando, todo dia. É sobre isso. A evolução gradual, dia após dia. É exatamente isso que eu vou mostrar para os fãs.”

Foco blindado: pressão e críticas não mudam o plano

Quando um atleta sofre derrotas no octógono, os críticos costumam aparecer. Williams admite que esse tipo de dúvida pode existir ao redor, mas reforça que não deixa a opinião externa atrapalhar sua preparação.

“Eu fecho a cabeça. No fim das contas, ninguém acredita em você como você vai acreditar em si mesmo. Ninguém vai colocar o trabalho que você coloca”, explicou.

“Como eu falei na minha estreia: todo mundo pode estar contra mim, e eu sei o que eu vou fazer. Isso acaba me ajudando um pouco, porque você não quer ficar duvidando de você. Mas faz parte de ser grande, entende?”

Confronto marcado: Khaos Williams x Nikolay Veretennikov

Williams volta a lutar contra Nikolay Veretennikov, da equipe do Cazaquistão. O adversário soma dois triunfos e três derrotas nas lutas que fez no UFC até aqui, mas chega embalado por um resultado relevante: em fevereiro, venceu Niko Price com nocaute técnico em pé ainda no primeiro round.

Apesar do desempenho recente, o brasileiro natural de Detroit afirma que não está preocupado com o momento do rival. Na estratégia, ele diz que pretende impor sua vontade e colocar o oponente em situações difíceis no combate.

“Não muda nada. A gente é tudo igual. Sobre a resistência dele… a gente vai testar. Vamos ver se aguenta”, afirmou.

“Ele é durável. Eu vejo isso. Mas como eu disse: eu não levo travesseiro para lutar. Eu não durmo em ninguém na hora de competir. A gente sempre tem chance como lutador que carrega mão pesada. E a gente é atleta profissional. Está todo mundo colocando o trabalho. Então que vença o melhor no sábado.”

O cazaque chega ao duelo com um retrospecto que inclui dez vitórias por nocaute e apenas um triunfo por finalização. Mesmo com esse histórico claramente direcionado ao striking, Williams declarou que não ficaria surpreso se Veretennikov tentasse explorar o grappling assim que sentir a força dos golpes do norte-americano.

“Eu estou super empolgado, e não dá para prever”, disse.

“Um dia, eles são só strikers. No outro dia, eles levam uma tocada, mudam o jogo e viram grapplers. Então eu estou preparado para onde a luta for. Eu vou fazer o meu, e vai ser divertido lá dentro.”

A evolução do “one shot” e o trabalho completo

Para alguém com poder natural de nocaute em um único golpe, é comum o lutador tentar viver apenas pela finalização imediata. Williams afirma que, com a maturidade, entendeu que para conseguir o KO ele precisa manter o restante do jogo afiado também — e que a preparação na academia está focada em deixar esse pacote ainda mais perigoso.

“A gente sempre tem aquele golpe. Mas tem uma coisa: eu nunca fico admirando meu trabalho por tempo demais”, comentou.

“Eu sei que eu preciso continuar melhorando em tudo. As pessoas costumam notar quando você está fazendo uma coisa e tentam contra-atacar. Então não é diferente com minhas habilidades.”

Williams também reforçou a confiança no que acredita dominar e explicou como encara a própria postura durante a luta.

“Eu acredito em mim. Eu acredito no meu talento. É a mão direita, como se fosse do alto, entende? Quando eu encosto, eles ficam em apuros. E isso vale para qualquer um. Basta um golpe… mas no fim das contas é ser um artista marcial em todo lugar. A gente tem que continuar melhorando em tudo. Eu quero subir no ranking, então eu preciso continuar evoluindo. É isso. Eu me desafiei em lugares em que eu talvez não seja tão confortável. Eu aprendo a ficar confortável ficando desconfortável. É isso que é a luta.”

Expectativa para o sábado no Meta APEX

Williams quer que o rival sinta o combate ficar “desfavorável” assim que a porta do octógono se fechar no Meta APEX neste sábado. Em tom direto, ele projetou o cenário do confronto.

“O combate parece ruim para ele, na lata”, disse.

“Ele está lutando comigo — eu não estou lutando com ele.”

Com esse método objetivo ao longo da carreira no UFC, “The Oxfighter” chega ao compromisso com a sensação de estar recuperado após um período difícil em 2025. Agora, ele tenta voltar a vencer e colocar na memória de toda a divisão de meio-médios (welterweight) que, ao encarar Khaos Williams, o adversário deve esperar uma noite dura.

Recado final ao público

Para o público, Williams promete uma atuação que gere impacto imediato.

“Os fãs devem esperar que eu saia daqui com uma declaração eletrizante, uma vitória no sábado”, afirmou.

“Depois disso, é só olhar para a vitória e o discurso. O resto vai falar por si.”

“Para a divisão, a mensagem que eu queria deixar é que eu não sou nada para mexer. Mas eu vou mostrar isso para vocês, e deixar minhas mãos falarem por conta própria.”

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.