King Green domina Jeremy Stephens e finaliza com mata-leão no UFC 328

NEWARK, N.J. – King Green conversou com a imprensa no sábado após a vitória sobre Jeremy Stephens no UFC 328.

  • Resultado: King Green venceu Jeremy Stephens
  • Método: finalização com mata-leão traseiro (rear-naked choke)
  • Round e tempo: 1º round (finalização no primeiro assalto)
  • Categoria: peso-pena (conforme confronto no card do evento)
  • Local: Prudential Center, Newark, Nova Jersey, EUA
  • Cartel dos lutadores: Green chegou a 35-17-1 no MMA e 16-12-1 no UFC; Stephens tinha 29-23 no MMA e 15-20 no UFC

Green vence Stephens no card principal e abre a noite

Green tratou de impor seu ritmo desde o início contra Stephens e abriu o card principal no Prudential Center, em Newark (NJ). Do outro lado, Stephens entrou com um cartel de 29-23 no MMA e 15-20 no UFC, mas não conseguiu resistir ao confronto em pé e, principalmente, na transição para o chão.

A luta terminou cedo: Green finalizou Jeremy Stephens com um mata-leão traseiro no primeiro round, garantindo a vitória por submissão e iniciando a programação do evento com um desfecho dominante.

“Não parece que eu lutei” e declaração sobre o estilo

Após o combate, o lutador mostrou confiança no desempenho, mas também estranhou a sensação de ter “controlado” mais do que “finalizado do jeito que gostaria”. Em coletiva conduzida logo depois do triunfo, Green declarou que não sentiu que a luta aconteceu exatamente como imaginava e que não gostou do modo como ela terminou — apesar de ter sido um final.

Ele também reforçou a intenção de nocautear e de consolidar sua imagem como um dos grandes nomes que já competiram naquele octógono. Segundo Green, a conversa com Dana White após a finalização foi no sentido de reafirmar que, ao olhar para sua trajetória, o que sempre esteve presente foi uma combinação de luta suja, disputa constante e entretenimento, independentemente da idade ou do que mudasse no dia a dia.

Mesmo assim, quando questionado sobre o “rosto longo” e a aparente falta de euforia, Green explicou a questão como parte da própria indústria do MMA. Para ele, há um detalhe que incomoda: em vez de “lutar de forma tradicional” o suficiente para agradar a todos, ele sentiu que acabara por fazer algo que alguns enxergam como menos agressivo — especialmente por ter levado o adversário ao chão e usado o grappling para finalizar.

Na visão do lutador, a mensagem que ele quer passar é clara: ele afirma ter todas as habilidades necessárias, mas que escolhe quando e como utilizá-las. Ou seja, ele entende a percepção do público e, ao mesmo tempo, tenta deixar evidente que a execução foi estratégica.

Sequência recente, queda anterior e evolução no ciclo de seis meses

Esse triunfo também interrompeu um período turbulento para Green. Antes dessa fase, ele vinha de uma sequência marcada por dificuldades: foram três derrotas em quatro lutas. Agora, porém, a história é outra, e o momento atual mostra o lutador em diferentes facetas do seu jogo.

O desempenho vem se construindo em um espaço de tempo relativamente curto. Em dezembro, Green estragou o início de Lance Gibson Jr. no UFC, vencendo com uma decisão dividida após três rounds. Depois, dez semanas mais tarde, ele emplacou um nocaute sobre Daniel Zellhuber ainda no segundo round. Contra Stephens, desta vez, a finalização veio com um mata-leão traseiro — e foi o primeiro triunfo por submissão em quase três anos.

Busca por luta principal e motivação financeira

Apesar do resultado, Green acredita que ainda não está entregando exatamente o que quer mostrar ao público. Ele vê o momento como uma chance de se reposicionar e gostaria de chegar a uma luta principal para fortalecer sua imagem — algo que ele associa também a um incentivo financeiro específico.

Em sua fala, o lutador disse que ainda se sente “como lixo” e “como nada”, comentando que essa mentalidade já vem de longa data. Green afirmou que, ao longo da vida, sempre se enxergou como o garoto pobre que aceitava o que lhe davam, evitando se colocar acima dos demais. Ele disse que, quando alguém começa a se achar “alto demais”, é como se começasse a pedir demais — e que, por isso, prefere permanecer humilde e receber o que for oferecido.

Na mesma linha, ele comentou que uma luta principal seria “boa” justamente por causa do bônus: segundo Green, o campeão do card recebe um acréscimo de 100 mil dólares quando é o evento principal, e essa seria, para ele, a razão mais direta para querer essa posição no futuro.

Green também deixou o recado de que ainda quer provar mais — dentro e fora do octógono — e, por enquanto, segue com a vitória sobre Jeremy Stephens como mais um passo em uma fase de recuperação e afirmação no UFC 328.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.