Paulo Costa alerta: luta aos 205 seria “tragédia” para Chimaev no UFC

Paulo Costa vive um momento decisivo na categoria dos meio-pesados (até 205 libras) e tratou de transformar a boa fase em objetivo imediato: encarar um campeão do UFC. Após uma atuação dominante que interrompeu a invencibilidade de Azamat Murzakanov, o brasileiro agora mira o cinturão — com Khamzat Chimaev como principal alvo — e também deixa aberta a possibilidade de retorno ao peso-médio, caso a rota das próximas lutas se desenhe dessa forma.

  • Resultado: Paulo Costa derrotou Azamat Murzakanov com nocaute no 3º round.
  • Método: Nocaute (KO) no terceiro assalto.
  • Round e tempo: 3º round (finalização antes do fim do período; conforme o relato da luta).
  • Categoria: meio-pesado (light heavyweight / 205 lb).
  • Evento e data: UFC 327, “no começo deste mês” (conforme a fonte).
  • Próximo alvo citado: Khamzat Chimaev, que defenderá o cinturão em 9 de maio contra Sean Strickland no UFC 328.

Paulo Costa quer um campeão e “torce” por Chimaev no 205

Depois de desmontar Murzakanov com uma finalização no terceiro round no UFC 327, Paulo Costa deixou claro que deseja enfrentar o topo da divisão. Para isso, ele apontou Khamzat Chimaev como o nome que faz sentido no curto prazo — justamente porque o russo/checheno está programado para colocar o cinturão em jogo em 9 de maio contra Sean Strickland no UFC 328.

Mesmo sem descartar caminhos alternativos, “Borrachinha” demonstrou preferência por que Chimaev suba ao meio-pesado caso decida mudar de rota. Em entrevista, o brasileiro afirmou que não se importa com o palco da disputa e disse que estaria pronto para recebê-lo na categoria dos 205 libras.

Retorno ao peso-médio não está descartado, mas o recado é: no 205 o cenário muda

Paulo Costa reconheceu que não há uma decisão definitiva sobre o futuro. Embora ele tenha sinalizado que o meio-pesado é “um bom lugar para ficar” e que o corpo tende a se adaptar ainda mais quando as próximas lutas forem nesse peso, ele também admitiu que pode voltar aos 185 libras, caso seja necessário para viabilizar um combate.

Na mesma linha, o brasileiro comentou que toparia enfrentar Chimaev mesmo no peso-médio — desde que o adversário decida encarar essa rota. Contudo, ao falar diretamente sobre a possibilidade de um duelo no 205, Costa reforçou que acredita que a vantagem dele seria ainda mais clara no ambiente de meio-pesados.

O recado de Paulo Costa ao rival foi duro: segundo ele, no 205 ele se vê como “um monstro” e não precisaria “queimar” força física para se manter no peso. Ele ainda ressaltou que, no seu entendimento, o impacto de estar na categoria correta deixaria o confronto “trágico” para Chimaev.

Conversa sobre lutas: Josh Hokit no White House caso Derrick Lewis não compareça

Enquanto a mira principal segue em Chimaev, Paulo Costa também apresentou uma alternativa concreta no calendário. Ele se colocou à disposição para enfrentar Josh Hokit no UFC White House, marcado para 14 de junho, caso Derrick Lewis venha a desistir e a organização precise de uma substituição no card.

Com isso, o brasileiro mantém o ritmo e demonstra prontidão para entrar em ação mesmo sem o duelo que ele considera ideal estar confirmado imediatamente.

Rivalidade moderna: a referência de Costa a Wanderlei x Rampage no 205

Apesar das portas abertas para outras possibilidades, Paulo Costa reiterou que Chimaev continua como prioridade número um. E, para explicar o peso emocional e esportivo dessa busca, ele comparou a rivalidade que enxerga com o tipo de disputa que marcou o passado do meio-pesado.

Na visão de “Borrachinha”, o confronto entre eles pode virar uma versão atualizada de rivalidades clássicas do peso pesado/205, como a briga histórica entre Wanderlei Silva e Rampage Jackson. Ele afirmou que acredita que está levando “sangue novo” para a divisão e também citou Alex Pereira, lembrando que o lutador brasileiro teve bom desempenho no cenário do cinturão.

Ao concluir, Costa destacou que, no entendimento dele, Pereira precisou apenas de um oponente para dar continuidade ao momento — e que, a partir do momento em que “subiu” para outra categoria (como ele mencionou), abriu espaço para um novo desafio dentro do meio-pesado.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.