Scott Coker está de volta ao MMA. O ex-chefe da Strikeforce e do Bellator prepara o lançamento de uma nova organização no começo de 2027, com um elenco “robusto” que deve misturar nomes já conhecidos e estrelas em ascensão.
A proposta do projeto inclui o uso de um formato de torneios, modelo que foi deixado de lado recentemente pela Professional Fighters League. A expectativa é que a competição funcione como uma alternativa ao Ultimate Fighting Championship (UFC), que hoje enfrenta críticas em relação ao cenário competitivo e ao interesse do público.
Janela de estreia e modelo de competição
- Coker aponta uma data em janeiro
- Não seria apenas um evento: haveria sequência de card(s) no primeiro semestre
- O torneio seria usado como motor para revelar novas estrelas
- A ideia também envolve buscar atletas como “free agents”
- O objetivo é formar um elenco amplo em um curto período
Em entrevista, Coker afirmou que a estreia mira janeiro, mas deixou claro que não se trataria de uma única noite. A intenção é transformar o começo do ano em uma sequência contínua de eventos, um “ritmo” de produção concentrado no primeiro semestre.
O executivo também citou a estratégia de mercado: além do torneio, a organização deve contratar atletas livres de cima para baixo, com o mesmo raciocínio usado quando a Strikeforce foi construída. Na história recente, vale lembrar que a Strikeforce foi comprada pelo UFC no início de 2011 e acabou extinta na sequência.
Por que os torneios podem mudar o jogo
- O formato de torneio ajuda no desenvolvimento de novos nomes
- Coker associa o método à forma de “aquisição” de lutadores
- O plano inclui misturar atletas já disponíveis com free agents
- Elenco mais forte deve aparecer em um a dois anos
Coker sustenta que o torneio é o caminho para acelerar o surgimento de novas estrelas. Para ele, o diferencial estaria na capacidade de montar um elenco e “garimpar” talentos, complementando com contratações de atletas livres para preencher lacunas do topo da pirâmide.
Mesmo com a promessa de estrutura, o caminho não deve ser simples. A dificuldade pode aparecer justamente na hora de achar valor no mercado de lutadores livres, já que quem não está preso a contratos do UFC e da PFL costuma ser, em geral, mais velho, mais caro ou com limitações por desgaste físico.
Além disso, o cenário financeiro do atleta pode depender de como a promoção vai distribuir a exibição das lutas. Com a modalidade de pay-per-view fora do foco, fica a pergunta sobre onde Coker conseguirá gerar retorno suficiente para atrair nomes e manter o apelo do evento.
Concorrência e desafios no novo ciclo
- Encontrar “valor” em free agents pode ser difícil
- Nem todo talento livre será viável em custo e disponibilidade
- O modelo sem PPV muda a lógica de remuneração
- Há concorrência direta por espaço no MMA
Apesar do discurso otimista, a nova investida no MMA também terá de encarar uma concorrência forte dentro do próprio ecossistema do esporte. Com a entrada de mais uma plataforma, a disputa por lutadores, atenção do público e relevância no calendário tende a ser intensa.

