Dustin Poirier segue mantendo a “porta aberta” para um quarto encontro com seu rival de longa data, Conor McGregor. O americano se aposentou em 2025 após uma luta elogiada pelo público contra Max Holloway, mas, apesar de ter encerrado as atividades, ele admitiu que segue sentindo falta de competir dentro do octógono. Ainda assim, quando foi questionado sobre como reagiria caso recebesse um chamado para enfrentar McGregor pela quarta vez, Poirier não fechou totalmente as portas e deixou espaço para esperança.
“Se fosse algo realista e eles me chamassem e dissessem: ‘Ei’, eu provavelmente voltaria para o protocolo de exames antidoping e me licenciaria de novo, sim”, declarou Poirier em participação no podcast “Weighing In”.
Com a volta de McGregor ao calendário gerando expectativa, a possibilidade de mais um duelo entre Poirier e “The Notorious” naturalmente voltou ao centro das conversas. O irlandês finalmente marcou seu retorno após ficar cinco anos fora do cage. Poirier teve papel relevante nesse longo afastamento: McGregor sofreu uma lesão grave na perna ao perder para Poirier no UFC 264, o que interrompeu sua carreira no momento mais importante. Além disso, ele ainda perdeu tempo por conta de um grande papel no filme “Road House”, lançado em 2024, onde também acabou sendo afastado por outro problema físico que o tirou de uma briga no UFC 303 contra Michael Chandler. Para completar, McGregor também enfrentou repercussão por ter sido considerado responsável em uma ação civil relacionada a um caso de agressão sexual ligado a um episódio de 2018 ocorrido em Dublin, na Irlanda.
Recentemente, o Ultimate anunciou que Conor McGregor será o headline do UFC 329, no dia 11 de julho, enfrentando Max Holloway. O retorno terá um clima especial: McGregor completa 38 anos três dias após a luta, o que aumenta as dúvidas sobre como ele estará depois de tanto tempo sem lutar. Poirier, porém, enxerga uma chance real do adversário voltar a funcionar no ataque.
“Eu não acho que o Conor vai parecer tão ruim quanto o Nate [Diaz, no MVP MMA] naquele caso, foi realmente muito ruim”, disse Poirier. “Eu acredito que a força de impacto vai estar lá, independentemente. O Conor vai voltar da lesão e ainda vai ter aquela potência natural de golpes. A questão, pra mim, é o timing, o preparo atlético, o deslocamento — todas essas perguntas precisam ser respondidas. Eu não sei. A gente ainda não viu ele. Então eu não sei. Se o contragolpe e o ritmo dele estiverem perto do que eram antes, ele tem chance de vencer o Max.”
Na sequência, Poirier fez uma leitura do cenário envolvendo Holloway. Ele afirmou que admira o estilo e a carreira do adversário, mas ressaltou que os últimos combates mostram sinais de desgaste.
“Olha, eu gosto muito do Max, mas a trajetória que ele teve e a longevidade que ele construiu… ele caiu no chão nos últimos três combates. Isso é mais do que ele caiu em toda a carreira dele. Eu só acho que o tempo está cobrando. Ele ainda é jovem, mas recebeu muitos golpes, e o Conor consegue acertar com potência. Não importa quanto tempo ele tenha ficado fora: ainda existe o ‘equalizador’ que é o poder. Alguns caras já nascem com isso.”
Apesar de reconhecer que o cenário para uma volta existe, Poirier tratou uma eventual reaproximação com cautela. Ele indicou que, mesmo aposentado, ainda teria “seis ou sete” lutas restantes em seu contrato com a organização. E, caso quisesse, Poirier acredita que os dirigentes conseguiriam encaixar um adversário.
Por enquanto, porém, ele entende que sua fase como atleta terminou — ainda que, ao mesmo tempo, deixe claro que acredita conseguir competir com os melhores caso voltasse. “É uma vida diferente. Eu cresci dentro desse mundo das lutas, então minha vida inteira era lutar. Todo dia eu acordava querendo melhorar, querendo trabalhar técnicas, querendo apanhar. Agora eu acordo e sou pai, toco negócios… a vida muda”, comentou.
Ele também descreveu a ambivalência do pós-carreira. “É bom. Tem dias que eu acordo e penso: ‘eu fiz a escolha certa, está tudo como deveria’. Em outros dias eu acordo com vontade de lutar, porque eu sei que ainda consigo vencer esses caras. Eu não sei se isso vai embora. Não sei se isso nunca sai. Talvez eu tenha 60 anos pensando a mesma coisa… mas eu ainda acho que consigo vencer esses lutadores.”
Combates e próximos eventos citados
- Usman Nurmagomedov (21-0) vs. Archie Colgan (13-0); PFL Long Island, 31 de julho
- Dakota Ditcheva (15-0) vs. Denise Kielholtz (9-5); PFL Long Island, 31 de julho
- Jovan Leka (13-2) vs. Max Gimenis (6-2); UFC Belgrado, 1º de agosto
- Glover Teixeira vs. Shogun Rua (boxe); Spaten Fight Night, 29 de agosto
Notas adicionais que circularam no noticiário
- T.J. Dillashaw ouviu relatos de que Khamzat Chimaev teria passado mal durante a perda de peso do UFC 328.
- Holly Holm alertou o público para não criar expectativas sobre uma revanche contra Ronda Rousey.
- Natalia Silva declarou que aguarda Valentina Shevchenko se posicionar para uma luta valendo título.
- Glover Teixeira e Shogun Rua foram lembrados em contexto de retorno ao ringue, em formato de boxe.
- Dana White disse que não mantém conversa com Anderson Silva após a separação entre as partes.
- Ilia Topuria atribuiu ao UFC a responsabilidade pelo não avanço de uma luta “super” contra Islam Makhachev.
- Ryan Garcia explicou por que não pretende cumprir um pagamento de aposta de 40 mil dólares contra Arman Tsarukyan.
Observação: o texto original também incluiu menções a vídeos, postagens em redes sociais, enquetes e chamadas de editoria, além de um alerta sobre saúde mental com orientação para contatar o serviço 988 em casos de pensamentos suicidas ou questões relacionadas ao bem-estar psicológico.
Encerramento: a mensagem final reforçou a recomendação para o público não levar em conta declarações atribuídas a Dana White e incentivou que, em caso de necessidade, as pessoas procurem apoio e conversem com alguém.

