Ronda Rousey e Gina Carano vão mesmo se enfrentar — em 2026, no Netflix. A aposta do MVP é prometer um grande evento no Intuit Dome, em Los Angeles, mas antes mesmo do octógono fechar, a conversa já gira em torno do impacto de quase 17 anos fora do ritmo de competição para Rousey e Carano, do quanto Nate Diaz e Mike Perry ainda conseguem “misturar” o MMA no dia a dia e, claro, se Francis Ngannou continua sendo o nome mais perigoso do peso-pesado. A seguir, veja uma leitura completa do card e das principais lutas previstas, com foco total nas formas de vitória de cada confronto.
- Evento: MVP MMA 1: Rousey vs. Carano
- Local: Intuit Dome, Los Angeles
- Data: sábado, 16 de maio de 2026
- Transmissão: preliminares começam às 18h (ET) com exibição ao vivo; card principal começa às 21h (ET) e fica exclusivo no Netflix
- Confrontos principais abordados na matéria: Ronda Rousey x Gina Carano; Nate Diaz x Mike Perry; Francis Ngannou x Philipe Lins; Salahdine Parnasse x Kenneth Cross; Junior dos Santos x Robelis Despaigne
Ronda Rousey x Gina Carano
O ponto central do duelo é matemático: qual é o retrospecto de atletas que voltam após praticamente 17 anos longe do confronto de alto nível? A resposta, segundo a própria leitura do jogo, é “zero” e “zero”, já que esse tipo de retorno em tão longo intervalo não tem equivalente claro dentro do MMA — o que torna a tentativa de Carano uma empreitada inédita no esporte.
Na fase de auge, Rousey provavelmente teria resolvido Carano rapidamente. Agora, com Carano recém tendo completado 44 anos, o caminho para uma vitória fica extremamente estreito. Rousey também é mais velha — e, por mais que a lutadora tenha histórico de dominar adversárias com técnica e explosão, o argumento aqui é que, assumidamente, ela provavelmente não deveria mais se expor a golpes na cabeça como antes. Ao mesmo tempo, Carano chega para a luta aparentando estar em ótima condição física.
Mesmo assim, a leitura segue favorecendo Rousey. A justificativa é que ela ainda é, no conjunto, uma atleta superior, capaz de aplicar projeções do judô que colocam o rival diretamente no chão. Além disso, há o detalhe do pós-carreira no UFC: Rousey migrou para o wrestling profissional, um ambiente em que continua trabalhando habilidades corporais e controle de movimentação. A narrativa lembra ainda o motivo pelo qual ela parou de lutar: oportunidades no entretenimento teriam sido mais vantajosas e menos “concussivas”, e também o fato de ela não ter conseguido derrotar Amanda Nunes e Holly Holm — adversárias que, aqui, não são o mesmo tipo de confronto que Carano representa.
Como Rousey e Carano têm vendido essa luta mais como um espetáculo do que como uma briga por vingança, existe a possibilidade de um início leve, com trocas brincando por alguns rounds antes de Rousey assumir o controle. Porém, caso Rousey leve o compromisso com seriedade mesmo que parcial, a projeção é que ela finalize Carano em questão de segundos, fechando o capítulo com uma finalização característica.
Palpite: Rousey.
Nate Diaz x Mike Perry
Neste duelo, a sensação é de que não vale a pena subestimar Nate Diaz. A matéria reconhece que Mike Perry tem domínio no “mundo das trocas abertas”, aquele estilo em que o impacto e a agressividade definem o ritmo — e, se fosse num ringue de modalidades com regras mais próximas do combate de rua, a tendência seria pender para “Platinum”. Mas o cenário é MMA.
É verdade que Diaz passou um tempo considerável sem lutar. Mesmo assim, o argumento é que, sob as regras do MMA, ele venceu nomes melhores do que Perry, que é descrito como relativamente limitado e com perfil mais previsível. E, mesmo que a luta se mantenha majoritariamente em pé, a agressividade de Diaz no boxe historicamente costuma causar problemas e desconforto nos adversários, principalmente pela pressão constante e pela capacidade de sustentar a ofensiva.
Por outro lado, Perry bate muito forte. E há um ponto decisivo na leitura: diferentemente de Diaz, Perry teria mantido o corpo afiado em compromissos relevantes em lutas de regras parecidas, o que melhora a leitura de tempo e a adaptação de ritmo. A projeção é que Diaz pode frustrar Perry com volume, mas bastaria uma ou duas boas pancadas de impacto para o cenário virar, inclusive com juízes repensando o placar.
Se houver algum tipo de “acordo de cavalheiros” entre os dois para trocarem sem complicar e sem fugir do confronto, a tendência é de uma luta sangrenta e intensa. A matéria também não descarta que Diaz leve o combate para o chão, onde teria vantagem considerável. Só que a conclusão é que ele não precisaria obrigatoriamente do jogo de finalização para vencer: o duelo é de cinco rounds, e existe um “padrão” associado aos Diaz — eles costumam levar a luta para uma maratona de dano, não uma corrida curta.
Palpite: Diaz.
Francis Ngannou x Philipe Lins
A leitura para este confronto é direta: Ngannou vence por nocaute. E, na sequência, o texto aprofunda a justificativa.
Entre os “coadjuvantes” do peso-pesado, Philipe Lins aparece como um adversário respeitável. Ele venceu um torneio da PFL na categoria até o peso-pesado em 2018 e, depois, teria feito uma mudança lógica para o peso meio-pesado, onde encontrou mais sucesso. A matéria cita ainda que Lins chegou a ter um cartel de 4 vitórias e nenhuma derrota competindo nos 205 libras no UFC antes de se desligar da organização em 2024. Portanto, não é um nome fraco.
Mesmo assim, o argumento é que Lins não teria “peso” suficiente para lidar com as explosões de Ngannou. O texto também ressalta que, apesar de ser capaz no grappling, Ngannou teria ajustado sua defesa de quedas após a primeira luta contra Stipe Miocic — e que, depois disso, não teria retrocedido. A partir daí, a conclusão é que falta pouco para Ngannou encaixar a sua sequência e apagar Lins, levando o adversário para outro patamar do nocaute.
O raciocínio ganha força com uma comparação: Tanner Boser teria nocautado Lins em menos de três minutos. A pergunta implícita é inevitável — o que Ngannou fará com alguém que já foi superado com tanta rapidez?
Palpite: Ngannou.
Salahdine Parnasse x Kenneth Cross
O prognóstico aqui é de sequência ofensiva e interrupção cedo: Salahdine Parnasse emplaca um resultado que deve ampliar o momento recente do francês. A matéria descreve uma fase “quente” de finalizações e sugere que o embate contra Kenneth Cross tende a estender essa tendência.
Parnasse é apresentado como ex-campeão em duas divisões na KSW. O texto ainda comenta que, se a organização estivesse mais “flexível” com contratos e investimentos, ele já estaria brigando em alto nível no peso leve do UFC. Agora, o palco seria o evento do MVP, com exposição ao público do Netflix.
O enredo esperado é velocidade. A leitura é que Parnasse tem capacidade atlética superior e tende a ficar um passo à frente de Cross. Também se espera pouca frequência de trocas em volume no início, pelo menos até Parnasse sentir sangue — momento em que ele passaria a acelerar o ritmo e a lançar golpes de forma mais intensa. A movimentação constante, com esquivas e busca por brechas, seria o combustível para as tentativas de golpes que finalizam.
Cross, embora seja um lutador ofensivo, é descrito como vulnerável a contragolpes. E isso, contra Parnasse, seria uma receita para desastre: quando Parnasse identificar a falta de movimentação de cabeça do adversário, ele precisaria de poucas armas bem posicionadas para derrubar Cross. Se conseguir levar Cross para as costas, a situação piora ainda mais, porque Parnasse teria repertório para um ground-and-pound capaz de decidir rapidamente.
O palpite final crava: vitória de Parnasse por nocaute no round 2.
Palpite: Parnasse.
Junior dos Santos x Robelis Despaigne
A matéria posiciona Junior dos Santos como alguém que só precisa de um detalhe para transformar o combate em algo instantâneo: se ele decidir ficar em pé e trocar com Robelis Despaigne por alguns instantes, a tendência é que a luta dure muito pouco.
Com respeito ao ex-campeão do UFC e ao histórico de um dos mais temidos strikers do peso-pesado em seu auge, o texto argumenta que JDS precisa aceitar as limitações que o momento impõe e fazer algo que Despaigne não consegue fazer: levar a luta para o chão e controlar pelo grappling.
O argumento também passa por uma ideia de estilo: não é um evento de regras que permita “caratê em ritmo de combate” como em outras competições. Assim, dos Santos não teria obrigação de ficar “no meio” trocando pancada e pode usar MMA como deve ser — incorporando wrestling e jiu-jitsu para tirar o adversário do conforto. A matéria lembra que Despaigne teria dominado adversários em lutas anteriores de um contexto diferente, mas que dos Santos estaria em outra categoria técnica quando o plano muda para controle e posição.
Ainda assim, existe o fator idade: dos Santos tem 42 anos e carrega bastante quilometragem. Mesmo que ele tente entrar com queda rapidamente, o texto sugere que pode haver espaço para Despaigne responder com um contra-ataque e colocar JDS no chão com rapidez. A matéria cita ainda que o estilo de taekwondo de Despaigne não seria algo fácil de preparar em curto prazo, o que pode dificultar a leitura do “Big Boy”. Se JDS não conseguir entrar rápido, a projeção é que ele fique exposto e acabe sendo punido.
Apesar de reconhecer que a escolha está mais no coração do que na lógica, o palpite final é que Junior dos Santos consiga uma queda e termine Despaigne com ground-and-pound.
Palpite: dos Santos.
Preliminares
- Namo Fazil venceu Jake Babian
- Adriano Moraes venceu Phumi Nkuta
- Jason Jackson venceu Jeff Creighton
- David Mgoyan venceu Albert Morales
- Aline Pereira venceu Jade Masson-Wong
- Chris Avila venceu Brandon Jenkins

