Tim Elliott corta corrida e musculação e aposta em camp mais leve no UFC

“Sem corrida. Sem musculação. Só trocação de treino.” Foi assim que Tim Elliott descreveu como tem sido sua preparação para o UFC Fight Night 275 — uma mudança drástica no estilo de trabalho que, segundo ele, já está trazendo ganhos reais para o desempenho e, principalmente, para entrar no octógono com o corpo menos castigado.

Tim Elliott aposta em um camp “diferente” para o UFC Fight Night 275

Em coletiva de imprensa pré-luta, Elliott explicou que decidiu cortar da rotina o que chama de preparação tradicional de força e condicionamento. A ideia, segundo o lutador, foi focar em treinos mais diretos de combate, com sparring frequente e muita prática ao vivo.

O norte-americano afirmou que fez o camp “completamente de outra forma” desta vez: retirou totalmente sessões de força e condicionamento, além de corridas e levantamentos. No lugar, disse que realizou sparrings de forma constante, com três ou quatro sessões por semana, e também trabalhou com grappling em ambiente real — com intensidade e resistência de luta.

De acordo com Elliott, embora ele imaginasse que essa abordagem pudesse atrapalhar o condicionamento, o resultado foi o oposto. Ele disse que esta seria a primeira vez na carreira em que entra no cage sem “mancar”, destacando que está se sentindo forte e com boa disposição.

Com 39 anos, Elliott reconheceu que está ficando mais velho, mas ressaltou que ajustou o modo de treinar para chegar ao combate com menos lesões. Ele afirmou que esta é a fase com o menor nível de dores antes de uma luta em toda a trajetória, creditando isso ao fato de não se destruir com duas ou três sessões por dia como fazia antes.

Agora, segundo o próprio lutador, a rotina ficou mais simples: apenas um treino forte por dia, depois sparring e descanso. A proposta é manter o ritmo de combate e, ao mesmo tempo, reduzir o desgaste físico acumulado.

O objetivo dentro do octógono: quebrar um padrão sem nocaute

Elliott, que soma 21 lutas ao longo de duas passagens pelo UFC, ainda não contabiliza um nocaute ou finalização por TKO/KO em sua campanha na organização. Ele mencionou que o último triunfo com esse tipo de desfecho foi em dezembro de 2011, quando derrotou Jens Pulver no RFA 1.

Com isso, a expectativa do atleta é que a estratégia adotada no camp também produza um tipo diferente de resultado do lado de dentro da jaula — algo que, até aqui, não apareceu como nocaute em sua trajetória no UFC.

Steve Erceg tenta encerrar a sequência e mira a vitória no card

No sábado, o confronto acontece no RAC Arena, em Perth, na Austrália, dentro do card do UFC Fight Night 275. Tim Elliott entra em ação contra Steve Erceg, e o australiano quer aproveitar a oportunidade para dar um ponto final na sequência que Elliott busca superar.

O que Elliott disse sobre o adversário

Durante a coletiva, Elliott revelou que não chegou a estudar tanto vídeo do oponente. Ele afirmou que viu uma luta de Erceg contra Brandon Moreno — e que estava em Cidade do México no período do combate. Para ele, o adversário é um lutador difícil, bem completo e “muito, muito sólido” em todas as áreas.

Elliott também apontou que, na avaliação dele, Erceg não traz o mesmo “fator de perigo” do último adversário enfrentado, o que, segundo o lutador, tirou um peso das costas. Ele disse se sentir mais aliviado por não precisar se preocupar tanto em ser nocauteado ou atingido por uma sequência de chutes na cabeça.

Mensagem final: a busca pelo nocaute

Na parte final do pronunciamento, Elliott reforçou que está procurando um nocaute. Ele admitiu que sabe que todo mundo costuma repetir esse desejo, mas ressaltou que ainda não conseguiu um nocaute no UFC.

Ao mesmo tempo, ele reforçou que o camp foi diferente e que, desta vez, a abordagem não foi baseada em levar adversários ao chão. Segundo Elliott, ele não planejou “derrubar” o oponente; em vez disso, disse que estava vencendo o rival no treino — batendo forte na preparação — e pretende tentar reproduzir essa lógica dentro do octógono.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.