Tito Ortiz não gostou nada de Dana White, especialmente depois de ser “deixado de lado” para receber ingressos do UFC para eventos na Casa Branca. A relação entre os dois não é exatamente amistosa há anos: em algum momento, eles chegaram a manter um convívio mais tranquilo e com uma visão de negócios parecida sobre o Ultimate Fighting Championship (UFC), mas o cenário mudou. Com o tempo, dinheiro e outras questões acabaram afastando Ortiz e White, colocando-os em lados opostos.
A situação, segundo Ortiz, tende a piorar na medida em que o presidente do UFC segue sem abrir espaço para o ex-campeão receber convites. O “Huntington Beach Bad Boy” afirma que não tem sido contemplado nem para eventos comuns do UFC, quanto mais para uma ocasião ainda mais aguardada, marcada para o próximo mês em Washington D.C., onde a programação seria voltada ao público seleto do evento na Casa Branca. Ortiz, que historicamente contribuiu bastante com a organização, sustenta que deveria ter sido chamado para esse convite exclusivo.
Ortiz reclama de falta de convites para a Casa Branca
Em entrevista recente, Ortiz deixou claro que esperava estar entre os convidados da noite na Casa Branca. Ele afirmou que desejaria ter recebido o convite para o card, mas que não foi incluído no acesso ao evento. O lutador também destacou o tempo de dedicação ao UFC, lembrando que foram 16 anos de trabalho desde o período inicial em que a empresa foi comprada, até praticamente o fim, quando o negócio foi vendido.
Ortiz ainda explicou que, mesmo após todo esse período, não recebe ingressos. Na visão dele, quando quer acompanhar algum evento, precisa custear a própria entrada. Como exemplo, ele citou que, na última vez em que houve uma edição em Miami, foi necessário pagar 1.000 dólares por um ingresso.
O ex-desafiante também fez uma comparação sobre supostos critérios de acesso: na narrativa dele, quem está no “lado bom” de Dana White não precisaria pagar por nada, enquanto ele, por outro motivo, teria de arcar com o custo para assistir. Ortiz disse que White teria indicado que a amizade depende da postura do lutador: se quiser ser amigo, ele seria um bom amigo; se quiser ser inimigo, ele também saberia lidar com isso.
Apesar da crítica, Ortiz ressaltou que compreende o ponto de White e afirmou que concorda com a ideia de não se colocar contra o presidente do UFC. Ainda assim, o americano classificou a postura como algo imaturo. Para ele, o comportamento seria pequeno, “mesquinho”, e não combinaria com tudo o que ele diz ter feito pela organização.
“Quando compraram a empresa, foi por causa de mim”
Ortiz foi além ao afirmar que, quando a empresa foi adquirida, o motivo teria sido ele mesmo. Na declaração do lutador, White e o UFC teriam visto um “astro” e construído parte do projeto em cima do seu nome. A partir daí, com o surgimento de um novo reality show, “The Ultimate Fighter”, Ortiz diz que acabou sendo deixado de lado e que a organização teria puxado outro atleta para o lugar dele.
Na leitura do lutador, esse seria o padrão de funcionamento: prometer um grande futuro até que o acordo pare de favorecer, e então lançar outro competidor para ocupar a vaga. Ortiz disse que está “de boa” com o que descreve, e que vai acompanhar o evento UFC Freedom 250 em seu restaurante, o Tito Cantina, como faz em todas as noites do UFC.
Pergunta aos fãs
Ao final, Ortiz provocou o público com uma pergunta direta: ele quer saber se está sendo “sabotado” ou se estaria reagindo de forma exagerada ao que considera uma falta de acessos e convites para um evento que, segundo ele, seria algo que poderia comprar por conta própria.

