Arman Tsarukyan já deixou claro que enxerga um futuro no octógono — e, se depender do próprio lutador, ele passa por Colby Covington. Pouco depois de conquistar uma vitória dominante no RAF 8, o peso-leve fez um apelo direto para que o duelo contra o rival aconteça em vez de qualquer outra prioridade.
Pedido de Tsarukyan por Covington após vitória no RAF 8
No main event do RAF 8, Tsarukyan atropelou Urijah Faber com um desempenho “lopsided”, fechando o combate em 13-1 no placar técnico, confirmando o favoritismo e deixando uma mensagem forte no momento em que o assunto é seu próximo passo.
Com Covington atualmente escalado para atuar como co-main event do RAF 9, em maio, contra o ex-campeão do UFC Chris Weidman, Tsarukyan admitiu que pretende elevar o nível da rivalidade — e quer mais do que simplesmente vencer.
“Quero 10-0”: a intenção de Tsarukyan é humilhar Covington
Mesmo com uma troca de cordialidade no palco depois de Covington responder ao chamado, Tsarukyan não vê o encontro como um simples confronto para somar vitória. A meta, segundo ele, é uma performance que o torne inesquecível.
“Eu quero uma vitória por 10 a 0”, disse Tsarukyan sobre encarar Covington. “Eu quero dominá-lo. Eu não quero repetir o que aconteceu com pontos hoje contra o Urijah, porque ele é um pouco mais velho e não é uma boa forma de vencer 10-0 também.”
A postura muda quando o alvo é Covington. O brasileiro no discurso da luta projeta um ritmo ainda mais agressivo, com o foco total em controle e superioridade.
“Contra o Colby eu vou com tudo e vou tentar fazer 10-0 já no primeiro round e acabar com ele. Todo mundo vai esquecer do que ele faz no wrestling, e no UFC já esqueceram. Eu vou querer apagar isso”, completou Tsarukyan.
Covington aceita o desafio, mas depende de aprovação
Do lado de Covington, a resposta já foi positiva: o norte-americano disse que está de acordo em deixar momentaneamente de lado o duelo contra Weidman para concentrar toda a preparação em Tsarukyan em maio.
Apesar disso, existe um obstáculo prático no caminho. Para que a luta aconteça com dois atletas atualmente vinculados a contratos, a organização precisa liberar o confronto — e, até o momento, não parecia haver permissão para que lutadores ativos se enfrentassem em eventos do RAF.
Mesmo assim, Covington afirmou que já conversou com o executivo responsável pelos negócios na promoção, Hunter Campbell, para viabilizar o duelo contra Tsarukyan. Como os dois atuam em classes de peso diferentes no MMA, a possibilidade de encaixe existe, ainda que dependa da liberação oficial.
Tsarukyan explica por que a luta contra Covington seria maior do que o foco em Weidman
Ao tratar a mudança de cenário — com Covington saindo de Weidman para encarar Tsarukyan —, Tsarukyan reforçou que entende o valor do próprio combate em termos de atenção e impacto para a categoria, principalmente pela diferença que o wrestling dos dois pode representar no evento.
A lógica do “olho no olho”: luta grande, wrestling grande e “calar a boca”
Tsarukyan também usou uma comparação para explicar sua visão de mercado e de competição: se surgissem duas grandes oportunidades, ele escolheria a que gerasse mais holofotes.
“Por exemplo, se me disserem que eu vou lutar com Justin Gaethje ou se você for me dar Conor McGregor, eu vou esquecer do Gaethje e pegar o McGregor”, declarou. “É a mesma coisa aqui.”
Na sequência, ele ampliou o argumento para o que ele considera ser o diferencial do confronto: a rivalidade atual, o histórico no evento e o peso do wrestling dos dois.
“É uma luta grande, com muito wrestling acontecendo agora. Ele venceu todo mundo no RAF, eu também venço todo mundo, então nós dois somos os melhores lutadores de wrestling vindos do UFC. Vai ser grande para o wrestling. Eu estou muito animado. E ele fala demais, então eu quero fechar a boca dele”, finalizou Tsarukyan.

