Tyree Durham foge da finalização e apaga com slam no “Punhos Perdidos

Bem-vindo à mais recente edição do “Punhos Perdidos”, espaço dedicado a lutas do MMA ao redor do mundo que, no meio da correria, acabam passando despercebidas. Enquanto o circuito segue aquecido com novas iniciativas no cenário das promoções, a máquina do UFC continua em ritmo forte e o esporte volta a ganhar tração em diferentes cantos do planeta, a verdade é que ainda há muito talento regional e internacional merecendo holofote—especialmente quando o assunto é nocaute, finalização e cenas de efeito “fora do roteiro”.

Sequência de destaques: nocaute improvável e finalizações que deram certo

  • Tyree Durham x Will D’Amico: nocaute em estilo não convencional com um salto seguido de impacto na cabeça, virando o confronto rapidamente.
  • Ion Sato x Yuhei Nagamitsu: luta marcada por finalização via emaranhado na luta agarrada, com o resultado saindo do controle no chão.
  • Justin Detzel x Mate Kola: vitória no terceiro round com um alongamento de estilo Suloev, após mudanças determinantes na rota do combate.
  • Rubik Virabyan x Juan Trujillo: finalização com insistência até ajustar o estrangulamento em posições de difícil controle.
  1. Tyree Durham supera Will D’Amico com um slam “de desespero”: após estrear no amador em janeiro com derrota por finalização (mata-leão com pegada pelas costas), Durham encarou Will D’Amico no Combat Zone 92. Dessa vez, a história virou na hora: com um salto, ele se arremessou para trás e acertou um impacto forte o suficiente para apagar o adversário instantaneamente.
  2. Ion Sato encaixa a finalização com torção no emaranhado: em um evento na cena de Tóquio, Ion Sato conseguiu um tap-out em uma situação que, na leitura do público e de quem analisou os clipes, se encaixa como “twister”. Com Sato e Yuhei Nagamitsu completamente entrelaçados no chão, a finalização saiu do controle progressivo na transição.
  3. Justin Detzel finaliza no terceiro round com alongamento Suloev: em um duelo de Oktagon, na Alemanha (Hannover), Justin Detzel construiu a vitória no round final ao usar um Suloev com grande beleza técnica.
  4. Mate Kola erra duas vezes e abre espaço para a punição: antes do castigo definitivo, Mate Kola cometeu o primeiro erro ao tentar um cotovelo giratório que não encontrou o alvo, facilitando uma queda. O segundo deslize veio quando ele permitiu que Detzel prendesse a perna e esticasse o pé acima da linha da cabeça, criando a rota para o alongamento decisivo.
  5. Rubik Virabyan ajusta o estrangulamento e leva Juan Trujillo ao limite: em um evento do Rkena FC em Tbilisi, Geórgia, Rubik Virabyan buscou um estrangulamento em uma linha que lembrava controle de north-south. Mesmo sem o encaixe perfeito no começo—com Trujillo tendo espaço para se mexer—o brasileiro/armador de finalização foi persistente até ajustar a finalização com efetividade e/ou desgastar o adversário até o ponto de colapso.
  6. Rkena FC 3 também trouxe nocautes rápidos: na mesma programação, Meruzhan Palian conectou um chute frontal na direção do rosto com impacto marcante, enquanto Beka Tamliani precisou de apenas 18 segundos para encerrar o combate contra Brad Wheeler.

Outros nomes em listas e “missões” de finalização e KO

Além desses confrontos, a edição também passa por uma série de duelos listados como destaques do período, incluindo Laureano Staropoli x Wahed Nazhand, Samuel Gotti x Thomas Aguilar, Nisar Azizi x Paolo Screnci, Christian Gonzalez x Othmane Ouyhia, Elton Dedaj x Melvin Jovel, Adam Livingston x Kyle Pufahl, Dmytro Petrishchev x Volodymyr Stadnyk e Marcelo Valadao Junior x Elias Goley.

“Aviso legal” e a sequência de nocautes em série

Antes de entrar na parte mais eletrizante da seleção, a matéria inclui uma observação de segurança: caso o leitor sinta qualquer desconforto como tontura, náusea, vertigem, epilepsia, problemas como palpitações cardíacas ou qualquer condição que exija atenção imediata, a recomendação é interromper a leitura por alguns instantes. O texto segue então com uma sequência de lutas em que os atletas parecem “girar, girar e girar”—e, no fim, vencer.

  1. Laureano Staropoli abre a sequência com golpe giratório pesado: em um evento de Fight Nation Championship em Zadar, na Croácia, Laureano Staropoli começou a rodada de nocautes com um giro que resultou em um impacto que pode ter parecido de raspão, mas foi forte o suficiente para deixar Wahed Nazhand sem condições.
  2. Samuel Gotti aplica um giro de 180 graus que encontra o rosto: em uma luta de MMA League em Ondres, na França, Samuel Gotti também recorreu a um ataque com rotação—depois de subir, ele fez uma volta de 180 graus e cravou o pé no rosto do adversário.
  3. Nisar Azizi finaliza em 15 segundos com nocaute giratório: ainda dentro da lista europeia, Nisar Azizi marcou um nocaute com chute giratório, encerrando a luta em apenas 15 segundos.
  4. Christian Gonzalez atropela com chute giratório no Ready Fight 8: em Madrid, no Ready Fight 8, Christian Gonzalez também conseguiu um KO após aplicar chute rotacionado, reforçando a tendência dos nocautes “de surpresa” na seleção.
  5. LFA 232 entrega cotoveladas e reações em série com Elton Dedaj e Adam Livingston: para quem quer ver movimentos fora do comum, a matéria ainda traz cotoveladas giratórias surpreendentes (múltiplas) do card da LFA 232, em Mashantucket, Connecticut, com Elton Dedaj e Adam Livingston.
  6. Abbas Abasov manda o adversário ao chão com direto: numa pausa na rotação constante, o texto volta ao impacto de direita: Abbas Abasov acertou um overhand que fez Regivaldo Carvalho ser lançado ao chão.
  7. Dmytro Petrishchev nocauteia Volodymyr Stadnyk com backfist no Bastion Fight League 2: em Belchatow, na Polônia, no Bastion Fight League 2, Dmytro Petrishchev aplicou um soco de punho traseiro (backfist) que derrubou Volodymyr Stadnyk, deixando o adversário beijando o chão.
  8. Marcelo Valadao Junior transforma a luta em “hellbow” de efeito: fechando a linha dos golpes pesados, Marcelo Valadao Junior aparece como mais um exemplo do estilo que mistura controle e pancada: o atleta entregou um “inferno de cotovelos” (hellbow) no confronto contra Elias Goley.

Na sequência, a matéria ainda informa que Fury FC 119 está disponível para replay no UFC Fight Pass, mantendo o foco em oportunidades para quem quer acompanhar mais lutas além do circuito principal.

Por fim, o convite fica para o público: se houver um combate recente ou um evento que, na visão do leitor, tenha passado despercebido, ou ainda se uma promoção merecer mais atenção, a sugestão é enviar o apontamento na plataforma de mensagens com a hashtag #MissedFists, ajudando a alimentar a próxima seleção.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.