UFC 329: Conor McGregor volta ao octógono após mais de 5 anos, diz rumor

Quando o UFC 329 estiver marcado para acontecer em 11 de julho, no T-Mobile Arena, em Las Vegas, vai passar de cinco anos desde a última vez que Conor McGregor entrou no octógono. O irlandês, dono de cartel de 22-6 no MMA e 10-4 pelo UFC, chega ao evento carregando um dos enredos mais longos e barulhentos de especulação da organização: uma possível volta aos ringues em uma luta de grande impacto.

Durante boa parte desse intervalo, a ideia de um retorno ficou circulando em conversas e rumores, mas sem ganhar corpo de forma realmente concreta. McGregor chegou a ser colocado como provável adversário de Michael Chandler no UFC 303, porém a luta foi cancelada por problemas físicos, interrompendo qualquer expectativa mais firme. Fora esse episódio, o cenário sempre pareceu mais distante do que prático, com a sensação de que a volta ainda não tinha endereço definido.

Nas últimas semanas, porém, sinais positivos começaram a aparecer. McGregor tem reforçado, repetidas vezes, uma mensagem de confiança nas redes sociais, sugerindo que pretende lutar pela franquia em um futuro próximo. No comando da organização, o presidente Dana White também alimentou a possibilidade ao dizer que “está com cara de dar certo”, além de já ter indicado anteriormente que o UFC 329 era uma data que poderia entrar no radar do irlandês.

Com isso, o narrador de eventos do UFC Brendan Fitzgerald demonstrou otimismo de que, desta vez, o planejamento pode sair do papel. Na avaliação dele, os fatores parecem convergir e o momento seria propício para uma estreia de volta em grande estilo. Fitzgerald afirmou que todo mundo está alinhado com o desejo de ver McGregor novamente no octógono o quanto antes e que existe um encaixe natural para isso dentro do calendário do esporte, justamente em Las Vegas.

“Eu sei que os rumores do Conor estão por aí, e acho que todo mundo concorda que queremos vê-lo de volta ao octógono o mais rápido possível”, disse Fitzgerald. “O que seria um lugar melhor do que a International Fight Week, em um evento numerado em Las Vegas, para fazer isso?”

Mesmo com a empolgação em torno de quem gostaria de dividir o octógono com McGregor em seu grande retorno, o favoritismo por um adversário específico começou a ganhar força nos bastidores: Max Holloway. O havaiano quer uma revanche da derrota sofrida para o irlandês em agosto de 2013 e deixou claro que estaria disposto a subir de categoria para viabilizar o confronto, o que aumentou ainda mais o apelo da possibilidade.

Fitzgerald enxerga Holloway como a escolha mais coerente entre os nomes que poderiam aparecer como opção e acredita que o duelo seria especialmente interessante depois de todo o tempo sem competir de McGregor. O narrador também citou que Charles Oliveira não estaria marcado no momento, mas que ainda teria muita vontade de disputar o cinturão, enquanto Holloway, por outro lado, pareceria encaixar melhor no que o UFC precisaria para um retorno de alto nível.

“Max parece simplesmente perfeito”, afirmou Fitzgerald. “O Charles Oliveira não está com luta marcada agora, mas ele realmente quer o título. … O Max, de cara, é o que melhor se encaixa. Tem história, categoria de peso e esse tipo de coisa.”

Outro ponto levantado pelo profissional foi a dificuldade de estimar como McGregor estará fisicamente e tecnicamente após esse período de pausa. Fitzgerald destacou que, pela rotina recente de Holloway e pelo fato de ele estar ativo, o havaiano tende a ser o favorito em uma leitura inicial. Ao mesmo tempo, lembrou que, ao contrário de um adversário como Oliveira — que normalmente poderia buscar vantagem no grappling — o confronto com Holloway provavelmente aconteceria majoritariamente em pé, onde o estilo do brasileiro de formação não se aplica, e sim o de Holloway, que tem demonstrado consistência em anos recentes contra nomes do alto nível, incluindo lutas em que ele mostrou um desempenho forte diante de Dustin.

“É difícil medir (como o Conor vai estar). … Eu imagino que o Max seja um favorito bem considerável só pelo fato de ele estar ativo, e não é um cara como o Charles Oliveira do outro lado, que vai tentar usar vantagens do grappling. Vai ser na trocação, e o Max tem mostrado, em geral, um nível bem alto nos últimos anos contra adversários como o Conor. Contra o Dustin, o Max esteve muito bem. E o quanto o Conor está motivado, e o que ele está fazendo nos bastidores? Você não consegue descobrir isso.”

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.