O UFC desembarca em Perth neste sábado (2 de maio de 2026) com um card que promete fogo no octógono, em mais uma noite de confronto entre estilos e nacionalidades. O evento acontece na RAC Arena, na Austrália, com início marcado para 4h (horário de Brasília) e transmissão pela plataforma Paramount+.
- Main event: Jack Della Maddalena vs. Carlos Prates
- Confronto co-main: Quillan Salkilld vs. Benil Dariush
- Formato do evento: card completo com preliminares e lutas do “under card”
- Local: RAC Arena, Perth, Austrália
- Data: 2 de maio de 2026
UFC Perth: Della Maddalena x Prates abre o apetite para um duelo de trocação
O duelo principal reúne dois lutadores de estilo agressivo e chamativo na trocação: Jack Della Maddalena e Carlos Prates. A luta tem um peso extra para o australiano, que volta ao cage depois de perder o cinturão dos meio-médios para Islam Makhachev. Já Prates chega embalado após uma atuação avassaladora sobre Leon Edwards, em um cenário que recoloca o brasileiro no radar de quem disputa o topo da categoria.
Para entender a dimensão do momento de Della Maddalena, a derrota pelo título aconteceu em novembro, quando ele foi superado por Makhachev em uma disputa marcada por domínio na maior parte do confronto. Na leitura de quem acompanhou a luta, o campeão não parecia apenas estar sendo controlado: havia um incômodo visível, como se Della Maddalena tivesse dificuldades para se posicionar e reagir ao ritmo imposto pelo rival. Naquele período, inclusive, muitos chegaram a cogitar que algo físico pudesse estar atrapalhando o desempenho do australiano, dada a maneira como ele atravessou a luta.
Aquele revés foi a primeira derrota do atleta australiano desde que ele estreou no profissional. Em 2016, Della Maddalena teve seus dois primeiros combates como pro e sofreu naquele começo, mas construiu uma sequência impressionante depois: foram 18 vitórias desde então, com oito delas acontecendo no UFC. Entre esses triunfos, está a decisão sobre Belal Muhammad, que veio no caminho do cinturão, há cerca de um ano.
Carlos Prates, por sua vez, carrega um histórico recente que chama atenção até de quem já viu muito atleta chegar ao UFC. O brasileiro soma 6 vitórias no cartel do Ultimate em apenas três anos. Ele ganhou espaço inicialmente com um nocaute na Contender Series e, depois disso, foi acumulando vítimas no mesmo tom: nocauteou Trevin Giles, Charles Radtke, Neil Magny, Li Jingliang, Geoff Neal e, por último, Leon Edwards. Com 32 anos, Prates construiu uma marca que impressiona, e a única derrota dele no cenário profissional do UFC foi por decisão, há cerca de um ano, contra Ian Machado Garry.
O que torna o duelo ainda mais atrativo é o perfil técnico dos dois. Della Maddalena costuma ser mais “de regras” com base no boxe e na trocação de longa distância, enquanto Prates se aproxima mais do tempero de Muay Thai, refletido até na identidade visual do atleta. Mesmo com diferenças de abordagem, ambos têm capacidade de entrar em um ritmo que parece hipnotizante, conectando golpes com fluidez — como se estivessem “encaixando” sequências em um padrão constante.
O problema surge quando o adversário recusa ficar parado na linha de ataque. Makhachev fez isso ao derrubar Della Maddalena e tirar o australiano do ambiente que ele prefere. Machado Garry aplicou a mesma lógica contra Prates ao movimentar muito e obrigar o brasileiro a correr atrás, quebrando a cadência que ele busca para trabalhar pressão e combinações.
Na avaliação do confronto, a expectativa é que Prates avance para fazer o jogo acontecer, tentando impor ofensiva e buscar trocação em que se sente confortável. A dúvida fica no quanto Della Maddalena, pressionado pelo cenário de voltar a vencer depois da derrota do cinturão, pode mudar a estratégia. A tendência é que ele tente jogar o combate mais para “águas profundas”, especialmente se conseguir levar Prates a ter dificuldades no decorrer dos rounds mais longos.
Prates chega com uma vantagem de envergadura — cinco polegadas a mais — e é visto como um dos trocadores mais agressivos e completos que Della Maddalena já enfrentou. Em alguns momentos da carreira recente, o australiano já se deixou puxar para trocas diretas, e ele teve sorte em sair por cima dessas trocas, como aconteceu contra Kevin Holland e também em um cenário envolvendo substituição com Bassil Hafez.
O prognóstico para a luta é de difícil leitura, mas a inclinação é para Della Maddalena. A justificativa passa pelo fator “necessidade” depois do que ele viu contra Makhachev, o que pode abrir espaço para ajustes, inclusive com utilização de golpes de wrestling reativo. Isso não seria o padrão mais comum do atleta, mas há indicativos de que ele sabe lidar com grappling em alguns momentos: diante de Belal Muhammad, ele mostrou um repertório razoável no chão. Ainda assim, a referência de comparação é diferente, porque Prates não está no mesmo nível de pressão de um Makhachev.
Outro ponto citado é que Della Maddalena pode ser mais competente para derrubar Prates do que o brasileiro para defender quedas. Em lutas anteriores, Prates sofreu com quedas contra Edwards e também contra Machado Garry, o que aumenta a chance de um controle mais efetivo em parte do combate.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Jack Della Maddalena para vencer no moneyline (-102).
Salkilld x Dariush: chance de entrar no topo com nocaute ou finalização
A co-main event coloca Quillan Salkilld contra Benil Dariush. O confronto é tratado como uma oportunidade real de Salkilld furar a bolha da “promessa” e entrar de vez no cenário de disputa de cinturão. O motivo é simples: uma vitória sobre Dariush, que viveu grandes momentos no UFC, reposiciona o prospecto com força imediata.
Dariush vem de uma sequência recente que mistura altos e baixos. Em novembro, ele sofreu uma derrota por nocaute técnico em apenas 16 segundos para Benoit Saint Denis. Na mesma luta, ele não bateu o peso, o que adicionou mais um ingrediente negativo para o desempenho. Antes disso, ele dominou Renato Moicano. E, em uma referência ainda mais anterior, o último revés antes do grande domínio foi uma derrota por TKO para Arman Tsarukyan em 2023.
Salkilld segue como um dos nomes mais quentes do circuito. Ele venceu na primeira etapa contra Jamie Mullarkey, com finalização, em janeiro, e essa foi a quarta vitória desde que saiu da Contender Series, em setembro de 2024. No repertório do atleta, chama atenção também um nocaute brutal por chute na cabeça em cima de Nasrat Haqparast, consolidando a imagem de alguém que tanto ameaça em pé quanto consegue converter chance em finalização.
Com 26 anos, Salkilld tem cartel de 11 vitórias e apenas uma derrota — justamente no primeiro combate profissional, em 2021, quando ainda estava em fase de maturação. O salto de nível recente faz sentido quando se observa a forma como a trocação dele se impõe e como o wrestling parece “sufocar” adversários, mesmo quando eles tentam resistir.
Dariush, apesar de ser considerado o melhor adversário que Salkilld já enfrentou, carrega um componente de idade que pode afetar reações e leitura de distância. São 36 anos para o iraniano? Não: Dariush tem 36 anos, e há uma percepção de que, com o histórico de pancadas acumuladas ao longo da carreira, o tempo “chega antes” no corpo do atleta. Em sete derrotas na carreira, seis aconteceram por nocaute ou nocaute técnico, e três dessas interrupções vieram nos últimos quatro combates, o que reforça a ideia de que Dariush pode estar com dificuldades para antecipar golpes quando enfrenta um adversário no auge e com poder de mãos e pés.
O tamanho também favorece Salkilld: ele tem três polegadas a mais de envergadura em relação a Dariush. Por isso, o cenário desenhado é de ameaça constante em ambos os níveis — especialmente se Salkilld conseguir encaixar a pancada e, em seguida, usar força física para manter a pressão.
No mercado, a projeção para Salkilld vencer por nocaute ou nocaute técnico aparece com força, enquanto o total de rounds aparece com linha em 1,5. A leitura indicada é que o combate tende a ficar abaixo: Dariush frequentemente cai cedo quando encara “pesados” que acertam com volume e potência. Além disso, ele já foi finalizado na primeira etapa por Alexander Hernandez e também por Ramsey Nijem.
Melhor aposta do card (visão de mercado): menos de 1,5 round (-145).
Erceg x Tim Elliott: confronto no qual o wrestling pode decidir, mas a idade pesa
Na sequência do card principal, Steve Erceg enfrenta Tim Elliott. Elliott chega ao combate após lutar em agosto, quando mostrou que existe “nível” acima em sua capacidade ao derrubar Kai Asakura com facilidade e finalizar com uma guilhotina. Foi a primeira aparição após uma vitória por finalização em 2023, sobre Sumudaerji. Com 39 anos, Elliott tem 10 derrotas e 11 vitórias no UFC, refletindo um percurso com oscilações na rota do topo.
Erceg, por outro lado, voltou a vencer em agosto com uma decisão sobre Ode’ Osbourne, quebrando uma sequência de três derrotas consecutivas. No mês de março do ano anterior, ele perdeu por decisão unânime para Brandon Moreno. Mesmo assim, não foi uma atuação vista como “desastrosa”: a impressão era de um desempenho competitivo. Antes disso, Erceg foi nocauteado técnico na primeira etapa por Kai Kara-France. E, em uma fase ainda mais anterior, ele perdeu uma disputa de cinturão em condições de luta acelerada para Alexandre Pantoja.
A análise do combate passa por como Erceg foi prejudicado quando, diante de Pantoja, ele até teve chances no chão, mas o rival conseguiu “virar” o jogo quando a luta seguiu para um estilo de wrestling em momentos-chave. Osbourne, em sua luta anterior, causou impacto inicial em pé, e isso obrigou Erceg a buscar quedas nos rounds seguintes. A velocidade também foi um fator importante na construção do jogo do adversário, e Elliott, por sua vez, tende a não ter essa mesma vantagem de ritmo.
Como Erceg tem trocação superior, a tendência é que ele tente manter a luta em pé pelo maior tempo possível, buscando o controle de distância e o acúmulo de pontos até o fim do confronto. Do lado de Elliott, a rota para vitória tende a ser exclusivamente pelo grappling — e isso exige que ele consiga colocar o rival no chão com frequência. O problema é que a defesa de quedas de Erceg aparece com uma taxa em torno de 62% no papel, mas o histórico no UFC mostra que ele foi derrubado em praticamente todas as lutas, com exceções pontuais: uma vitória contra Matt Schnell e uma derrota rápida diante de Kara France.
A expectativa é de que Elliott consiga ao menos uma queda em algum momento, porém há dúvidas sobre quanto ele vai conseguir impor controle de posição. O fator idade entra como elemento decisivo: Elliott vai completar 40 anos em dezembro e chega ao combate com nove anos a mais do que Erceg.
No fim, a projeção é de derrota de Elliott, mas não necessariamente por interrupção. A leitura é de que Erceg deve levar a decisão, com melhor consistência técnica e acúmulo de vantagem ao longo das etapas.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Steve Erceg para vencer por decisão (-110).
Preliminares: Rahiki quer repetir estreia dominante, enquanto Pericic tenta manter 100%
Na parte inicial do card, Marwan Rahiki encara Ollie Schmid. Rahiki teve, em março, um dos candidatos a “Luta da Noite” na estreia, ao enfrentar Harry Hardwick. O combate teve dois rounds de troca intensa até que o corner de Hardwick decidiu retirar o atleta por causa de uma mandíbula quebrada de forma severa. Esse duelo rendeu bônus de desempenho para ambos os lutadores.
A estreia de Rahiki no UFC veio como proeza imediata: não foi a primeira vitória por interrupção dele no circuito, já que ele também havia vencido por finalização na Contender Series, em outubro. Agora, ele chega com cartel de 8-0, e todas as vitórias vieram com alguma forma de interrupção.
Rahiki estava se preparando para enfrentar Jack Jenkins neste sábado, mas o confronto não aconteceu porque Jenkins precisou desistir por lesão. Com isso, Schmid entrou na função com poucos dias de aviso para “fechar” o card. O atleta tem 4 vitórias e 1 derrota no profissional e um histórico amador longo, com 7 triunfos e 3 reveses.
O prognóstico é de Rahiki como favorito absoluto. A percepção é de que Schmid não chega com o mesmo nível de estrutura para suportar a pressão e que a diferença de intensidade em pé pode levar a um final rápido, especialmente porque Schmid é ligado ao City Kickboxing, mas tende a parecer solto demais durante as trocas.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Marwan Rahiki para vencer por TKO.
Shamil Gaziev x Brando Pericic: confronto com pressão e chance de finalização
Na sequência, Shamil Gaziev mede forças com Brando Pericic. Gaziev vinha em uma sequência positiva até novembro, quando enfrentou Waldo Cortes-Acosta e foi nocauteado em pouco mais de um minuto por um dos melhores lutadores de 2025. Naquela luta, Cortes-Acosta entrou com poucos dias de antecedência, cerca de quatro dias, duas semanas depois de bater Ante Delija. Antes desse revés, Gaziev tinha nocauteado Thomas Petersen e também vinha com uma decisão tranquila sobre Don’Tale Mayes.
Pericic, por outro lado, chegou no UFC em 2025 como um “projeto destruidor”. Ele estreou passando por Elisha Ellison, também com bônus de desempenho. Depois disso, ele repetiu a postura e destruiu Louie Sutherland. Com 31 anos, Pericic construiu um cartel no UFC de 6-1, reforçando o impacto que ele causa quando entra com agressividade e ritmo alto.
Um ponto destacado no confronto é a forma como Gaziev absorve pancadas. A leitura é que ele recebe um volume grande de golpes significativos por minuto, com defesa em torno de 45%. Contra pesos pesados que atacam com frequência, a tendência é que o problema se agrave, especialmente quando o adversário tem explosão para manter sequência e aumentar a pressão.
Pericic chega com números de eficiência: ele teria conectado 19 golpes significativos em 108 segundos rumo à vitória finalizante sobre Sutherland, e contra Ellison ele acertou 29 em 115 segundos, com taxa de precisão de 64%. Com isso, a expectativa é que a cabeça grande de Gaziev vire alvo fácil para o tipo de ataque em ritmo e potência que Pericic costuma impor.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Brando Pericic no moneyline (-130).
Tai Tuivasa x Louie Sutherland: crise de sequência e possível repetição de cenário
Tai Tuivasa enfrenta Louie Sutherland em um confronto que não parece empolgar pelo histórico recente. Tuivasa vive uma sequência de seis derrotas, o que seria considerada a pior em atividade na organização no momento. Na última saída, após ficar afastado por dois anos, ele perdeu para Tallison Teixeira por decisão. O combate foi marcado por um ritmo limitado, com ambos os atletas acabando “gasados” cedo e caminhando para um final de três rounds com clinch e cansaço. Antes disso, Tuivasa tinha perdido uma decisão dividida para Jairzinho Rozenstruik.
A última vitória de “Bam Bam” foi contra Derrick Lewis, em 2022, quando ele venceu por nocaute. A situação de Sutherland também tem ingredientes que bagunçam o enredo: na última vez que ele foi para a Austrália, ele ficou sem parceiro de dança porque Justin Tafa estourou o corte de peso e acabou sendo dispensado. O debut que era esperado para Sutherland acabou acontecendo meses depois.
Na estreia, ele foi finalizado com uma chave de calcanhar por Valter Walker. Em janeiro, Sutherland voltou a lutar e foi derrotado por Pericic, por TKO no primeiro round. Diante desse contexto, a expectativa é baixa para um grande espetáculo de finalização no curto prazo — com risco de o combate ficar mais para decisão, ou até para um cenário repetido do duelo contra Teixeira.
O mercado indica linha de total de rounds em 1,5. A leitura é de que o combate passa disso — mesmo com a esperança de que fique abaixo, pela diversão do público. A aposta indicada é no over.
Melhor aposta do card (visão de mercado): mais de 1,5 round (-125).
Prelims: Rowston x Bryczek, Junior Tafa x Kevin Christian e Micallef x Gorimbo
No “under card”, Cam Rowston encara Robert Bryczek. Rowston roubou a cena nas duas últimas visitas do UFC à Austrália. Em janeiro, ele finalizou Cody Brundage com TKO no segundo round. Antes disso, ele tinha nocauteado Andre Petroski. As duas vitórias vieram com entrevistas e falas marcantes no microfone, o que aumentou o carisma do atleta.
Bryczek, por sua vez, venceu Brad Tavares por TKO em setembro. Antes disso, ele havia perdido por decisão para Ihor Potieria. A leitura é que Bryczek teve um desempenho forte ao acertar o “sinal” no queixo de Tavares, mas essa eficiência pode ter sido consequência de idade e acúmulo de lutas do adversário. Diferente de Tavares, Rowston não tende a recuar e a dar espaço.
Mesmo sendo um desafio maior do que o mais recente de Rowston, a expectativa é de que velocidade, tamanho e potência façam diferença. Ainda assim, a aposta indicada aponta para um combate com chance de terminar cedo, já que os dois lutadores colocam força em cada troca — o que aumenta a probabilidade de alguém ser atingido e “sentir” o impacto.
Melhor aposta do card (visão de mercado): menos de 2,5 rounds (-180).
Em seguida, Junior Tafa enfrenta Kevin Christian. Tafa desceu para o peso-meio-pesado no ano passado e ainda não conseguiu engrenar: ele soma 0-2 na nova divisão. Na última luta, ele foi finalizado por Billy Elekana. Antes disso, já tinha sido submetido por Tuco Tokkos. O retrospecto é ruim e a leitura é de que, até ele mostrar algo novo nessa categoria, a tendência é continuar recebendo avaliações negativas.
Kevin Christian mede 2,03m de altura e chega com um cartel de tamanho e envergadura consideráveis. Ele também perdeu na última luta para Elekana, mas naquele confronto foi por finalização técnica. Christian estreou de forma “correta” no profissional depois de vencer na Contender Series por finalização.
A aposta indicada é no rival: a linha de raciocínio aponta que Christian é um grappler longo e que costuma ganhar por submissão, enquanto Tafa não acelerou necessariamente o jogo apesar da mudança de peso. O fator de alcance pode impedir que Tafa fique no range de golpes limpos e permitir que Christian o puxe para o chão sem sofrer dano relevante.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Kevin Christian no moneyline (+170).
Mais à frente, Jacob Malkoun enfrenta Gerald Meerschaert. Malkoun venceu Torrez Finney em janeiro com uma decisão bem ampla. Foi o primeiro combate depois de ele ter nocauteado Andre Petroski em março de 2024. Ele está com 5-3 no UFC e faz parte do plantel desde 2020.
Meerschaert vem de uma sequência de quatro derrotas seguidas, três delas por interrupção. A última luta foi em novembro, quando Kyle Daukaus o nocauteou e garantiu a vaga para o evento principal. Antes disso, Meerschaert foi derrotado por TKO por Michal Oleksiejczuk. A discrepância de odds é grande, e a leitura é de que Meerschaert foi trazido como adversário para dar volume ao calendário do outro lado.
A avaliação é que Malkoun tem chance alta de finalizar com golpes, e a aposta indicada é no total de rounds: a linha fica em 2,5. A justificativa para o under passa pela eficiência esperada de Malkoun e pela ideia de que o adversário tem pouco fôlego para suportar o volume de ataques.
Melhor aposta do card (visão de mercado): menos de 2,5 rounds (-166).
Colby Thicknesse x Vince Morales, Ben Johnston x Wes Schultz e outros confrontos do card
Colby Thicknesse encara Vince Morales. Thicknesse conquistou sua primeira vitória no UFC em setembro ao derrotar Josias Musasa por decisão em um combate disputado, possivelmente ajudado por um momento marcante com um chute na virilha. Ele estreou no UFC em fevereiro de 2025, em curto aviso, para lutar contra Aleksandre Topuria. Nessa ocasião, perdeu por decisão unânime, mas sem passar vergonha.
Morales possui campanha no UFC de 3-8, sem contar a derrota na Contender Series. Nas últimas três lutas, ele perdeu todas por decisão: diante de Raul Rosas Jr., Elijah Smith e Taylor Lapilus.
A leitura é que Thicknesse vai tentar usar o wrestling para passar por cima do jogo de Morales. Porém, a dificuldade é que Morales tem um chão bem mais esperto e “artilheiro”. Se fosse mais jovem, a aposta seria de Morales fazendo a leitura e construindo uma decisão. Só que ele não é mais jovem: tem nove anos a mais do que Thicknesse.
Por isso, a expectativa é de que Thicknesse consiga alguns derrubamentos, ainda que não sustente controle por tempo demais. Em pé, a vantagem dele deve ser mais clara, já que Morales tem taxa de acerto por golpes significativos em torno de 37% e também absorve mais do que acerta.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Colby Thicknesse no moneyline (-135).
Na sequência, Ben Johnston enfrenta Wes Schultz em luta de estreia no UFC para Johnston. Johnston tem 35 anos e chega com cartel de 5-1, sem ter passado por eventos “satélite” do UFC antes de chegar ao contrato. Todas as vitórias dele como profissional vieram por interrupção, com destaque para a predominância em lutas com Eternal MMA.
Schultz fez sua estreia “oficial” em fevereiro e foi nocauteado por Damian Pinas. Ele conseguiu o contrato com uma finalização na Contender Series, naquele que seria o segundo episódio do tipo em que ele apareceu. Em 2024, Schultz perdeu por TKO para Mansur Abdul-Malik.
O cenário descrito é que Johnston tem fundamentos de boxe e sabe ser agressivo no clinch, enquanto Schultz apresenta um estilo de golpes ainda imaturo, com chutes que parecem “moles” em comparação ao impacto que sofreriam na prática. Na avaliação, Johnston tem chance de acertar golpes fortes e buscar uma finalização.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Ben Johnston no moneyline (-148).
Jonathan Micallef fecha um bloco importante contra Themba Gorimbo. Micallef está 2-0 no início de carreira no UFC. Na estreia, ele venceu Kevin Jousset por decisão após dominar com chutes. Em janeiro, ele finalizou Oban Elliott com uma finalização por estrangulamento. Houve clima ruim naquele segundo combate: depois da interrupção, Micallef celebrou de forma mais provocativa, o que acendeu ainda mais o atrito.
Gorimbo perdeu os dois últimos compromissos. Em novembro, ele foi superado por decisão contra Jeremiah Wells. Antes disso, ele sofreu uma finalização com anaconda choke famosa na luta de Vicente Luque. Esse resultado interrompeu uma sequência de quatro vitórias seguidas, que incluía uma decisão sobre Ramiz Brahimaj.
A avaliação é positiva para Micallef pelo que ele vem apresentando: chutes com “snap” para perna, tronco e cabeça, sem grande demora para atacar, além de grappling acima da média. O desafio, porém, é que Gorimbo é um wrestler que não precisa derrubar para “apagar” o ritmo: ele tenta sufocar e controlar. No entanto, ainda assim, a leitura é de que o jogo de quedas de Gorimbo pode afetar o arsenal de chutes de Micallef, porque Gorimbo busca single-legs com frequência. Se Micallef esticar a perna para chutar, Gorimbo tende a agarrá-la e levar ao chão.
Mesmo com o risco, há um contraponto: Gorimbo teria uma defesa de quedas fraca e também dificuldades para levantar do chão após ser derrubado. Por isso, a aposta é que o combate fique bem equilibrado, mas termine favorecendo Micallef.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Jonathan Micallef no moneyline (-238).
Dom Mar Fan x Kody Steele e “long shots” para fechar o pacote de apostas
Dom Mar Fan, conhecido como “Street Buddha”, encara Kody Steele. Fan venceu um duelo de ida e volta contra Sangwook Kim no UFC 325, em janeiro. Foi a estreia correta do atleta no UFC e o triunfo garantiu a participação no torneio Road to Asia no peso leve. Fan luta a partir de Brisbane e tem cartel de 9-2 no profissional. As duas derrotas dele foram para Quillan Salkilld, nas duas ocasiões por mata-leão traseiro, na Eternal MMA.
Steele perdeu uma Fight of the Night contra Rongzhu em fevereiro de 2025. A luta marcou o primeiro combate dele após vencer na Contender Series em outubro de 2024. Ele tem 7-1 no cartel, com a maioria dos combates acontecendo na Fury FC. Fora isso, ele também tem passagem consistente por ambientes de grappling profissional, enfrentando nomes como Gregory Rodrigues, Mason Fowler e Tye Ruotolo.
Steele sofreu em pé contra Rongzhu: o adversário machucou repetidamente com esquerda e conectou 125 golpes significativos no total. Steele respondeu com 59. Mesmo com vantagem de grappling, Steele tende a cair em trocas “de rua”, o que deixa treinadores frustrados quando o controle técnico poderia ser o caminho mais seguro.
O duelo contra Fan, segundo a avaliação, pode ser perigoso caso Steele decida apenas trocar. Fan tem quatro polegadas a mais de alcance e já mostrou um cruzado de esquerda forte contra Kim. Se Steele mantiver a mão direita baixa como fez contra Rongzhu, a chance de ser atingido com frequência é alta.
A aposta indicada é em Fan como zebra, com apoio do público local como fator adicional.
Melhor aposta do card (visão de mercado): Dom Mar Fan no moneyline (+170).
Favoritos e linhas alternativas para a noite em Perth
Além dos confrontos principais, a lista de “long shots” traz algumas opções de mercado para quem busca maior risco e retorno. Entre elas, destaca-se Salkilld contra Dariush com finalização no primeiro minuto, com odd de +600. A lógica do palpite é que Salkilld tem interrupções rápidas e Dariush também teve perdas rápidas em momentos recentes, então o script poderia favorecer uma vitória rápida do prospecto.
Também há uma combinação de duas apostas, envolvendo Dom Mar Fan e Kevin Christian, com odd total de +629. A justificativa é de dois azarões: Fan como luta divertida e Christian como artista de submissão, enquanto Junior Tafa segue como alvo de avaliações negativas na categoria.
Por fim, existe a opção de Tai Tuivasa vencer por nocaute, nocaute técnico ou desclassificação no segundo round, com odd de +450. A projeção citada é de um combate que pode demorar no início — com Sutherland tentando passar tempo no topo — e, depois, no segundo round, Tuivasa encontrar um caminho para encerrar a luta antes do fim.
Observação de responsabilidade
O mercado de apostas envolve risco. Caso você ou alguém próximo esteja enfrentando dificuldades relacionadas ao jogo, procure ajuda e utilize os serviços de apoio disponíveis em seu país.

