UFC Vegas 116: melhores apostas, parlays e picks para Sterling x Zalal

O UFC volta ao octógono neste sábado, 25 de abril de 2026, com a edição Vegas 116 no conhecido complexo META APEX. O card será transmitido pelo serviço de streaming Paramount+ e marca o retorno da organização ao local desde 4 de abril, quando o evento anterior aconteceu por ali. O destaque do show terá Aljamain Sterling encarando Youssef Zalal, em luta principal do peso pena, enquanto o coevento promete colocar frente a frente Norma Dumont e Joselyne Edwards na categoria peso galo feminino.

Na luta que abre o card principal, Sterling chega depois de uma apresentação curiosa e pouco “normal” na última vez que subiu ao octógono, em agosto de 2025, quando enfrentou Brian Ortega. Na ocasião, o combate foi disputado sob um acordo forçado para 155 libras e o cenário foi especialmente estranho: Ortega pesou como se estivesse destruindo qualquer resistência imaginada, e Sterling, por sua vez, lutou com um controle unilateral até fechar com decisão unânime. Esse foi o primeiro compromisso do atleta após a derrota que sofreu para Movsar Evloev por decisão. Vale lembrar que Sterling só competiu três vezes desde que perdeu o cinturão para Sean O’Malley, em 2023, e a frequência baixa não teria relação com lesão, mas sim com a relação conturbada e bastante divulgada envolvendo a cúpula da organização.

Zalal, por outro lado, entra no evento com uma trajetória muito mais acelerada dentro do peso pena. Depois de ter revalidado seu vínculo com a companhia em 2024, o lutador acumulou uma sequência forte no ranking dos 145 libras e emplacou cinco vitórias seguidas desde março de 2023, com finalizações em praticamente todas as apresentações, exceto em uma delas. Seu último compromisso terminou rápido: ele aplicou uma chave de braço do tipo arm-bar em cerca de 90 segundos contra Josh Emmett. Antes disso, venceu Calvin Kattar por decisão, em um duelo no qual pareceu que Zalal brincava um pouco com o ritmo do adversário, mas ainda assim comandou a troca. Essa fase colocou Zalal em uma sequência de oito triunfos consecutivos, considerando também algumas lutas paralelas fora do octógono que ele realizou em boxe e kickboxing nesse intervalo. Antes desse período, no entanto, ele havia sido dispensado da organização após um retrospecto de 0-3-1. Nesse recorte, ele perdeu por decisão para Ilia Topuria, e também se destaca o fato de que ele e Emmett foram os únicos homens a levarem Topuria até o fim dos rounds em suas lutas.

A leitura do confronto entre Sterling e Zalal é justamente a dificuldade de cravar onde o campeão perde ou ganha ritmo, já que Sterling compete poucas vezes e a última exibição veio cercada por particularidades. Ainda assim, a expectativa é que Zalal ofereça resistência bem mais real do que a vista nas lutas que Ortega e Kattar tiveram contra o americano. O ponto central passa a ser se o estilo do francês consegue efetivamente desmontar a engrenagem de Sterling. Os dois lutadores gostam de buscar a tomada das costas e de dominar para desgastar o oponente, porém Zalal tem uma inclinação mais imediata para procurar finalizações, tornando o caminho menos previsível caso a luta encaixe no tipo de transição que ele prefere.

Do ponto de vista de wrestling, Sterling é um excelente grappler e tem repertório de quedas e controle, mas a dúvida que pesa é se isso se sustenta no peso pena, onde ele tende a ser o mais “leve” na maioria das vezes. Esse cenário não funcionou contra Evloev, embora Zalal não seja o mesmo adversário em estrutura e tamanho. Nesse aspecto, Zalal deve ter vantagem física com mais frequência, o que pode favorecer o controle do espaço e a resistência às tentativas de derrubada. No trocador, o favoritismo de Zalal também aparece com números bem parecidos: Sterling tem aproveitamento de 52% em golpes significativos, enquanto Zalal registra 50%. Em um cenário puramente de trocação em pé, a tendência é que Zalal consiga converter mais volume. Ambos também defendem bem: Sterling segura 59% dos golpes significativos contra ele, e Zalal chega a 66%.

Se o combate virar uma disputa com cara de kickboxing, a tendência indicada é de vantagem para Zalal, e o roteiro pode mesmo passar por um embate em pé, já que os dois lutadores costumam acreditar que têm vantagem no timing dentro da curta distância. A via mais empolgante, porém, seria uma sequência de trocas de grappling, com tentativas de finalização surgindo a partir das transições. Nesse cenário, a projeção também pende para Zalal, por conta da flexibilidade, da consciência corporal e da rapidez nas mudanças de posição. Além disso, o tamanho dele pode virar uma arma adicional. Ainda assim, a narrativa não descarta Sterling: mesmo com a preferência por Zalal, há espaço para a chance de Sterling “surpreender” e encontrar o caminho para virar o jogo.

No coevento, Norma Dumont encara Joselyne Edwards no peso galo feminino. Dumont vem de seis vitórias consecutivas, mas o momento tem uma camada de incerteza por causa da falta de constância de lutas em sequência recente. A última apresentação dela foi em novembro de 2025, quando venceu Ketlen Vieira por decisão dividida. Antes disso, Dumont esteve em ação em setembro de 2024, na The Sphere, onde protagonizou um episódio marcante ao reorganizar o rosto de Irene Aldana no encontro. E, em outra fase ainda mais anterior, ela havia derrotado Germaine de Randamie em decisão.

Edwards chega com quatro vitórias seguidas, mas o recorte também é de quem está lutando “em bloco” nos últimos dois anos e mantendo ritmo de finalização. Em 2025, por exemplo, ela finalizou Nora Cornolle após um takedown de body lock que esmagou o ombro da adversária, e antes disso já tinha destruído Priscila Cachoeira. Outra informação que chama atenção é a consistência no peso: Edwards acertou a balança nas últimas três apresentações, algo que ela só tinha conseguido uma vez na carreira dentro da organização. O confronto, portanto, tende a ser de muita troca e de um “brawl” que pode agradar o público, especialmente porque as duas chegam embaladas por sequência positiva.

Edwards tem a leitura de ser um pouco mais eficiente em pontuar e, possivelmente, causar dano suficiente para virar a luta. Dumont tem eliminado nomes maiores recentemente, mas a sensação é que ela só esteve em um nível muito alto naquele duelo específico contra Aldana, e mesmo assim o resultado poderia ter sido diferente: contra Vieira, Dumont poderia ter perdido a decisão. Edwards ainda leva vantagem sutil de envergadura e altura, mas Dumont compensa com força por ser mais “encorpada”, o que pode pesar no clinch e contra a grade. A aposta aqui é que a Edwards vista agora seja melhor do que a que o público está acostumado a ver, e a própria capacidade de bater o peso pode ser um sinal de que ela encara os treinos com mais seriedade do que antes, refletindo diretamente no desempenho.

O duelo entre os pesos também deixa em aberto a forma como Dumont tentará trabalhar o corpo e como Edwards tentará se defender e retaliar. Se Edwards conseguir manter o ritmo e sobreviver às tentativas de body lock e aproximação, a projeção é de que ela seja uma “underdog” muito viva, com a possibilidade real de encerrar o combate ou, pelo menos, brigar até o fim em decisão. A previsão mais otimista para o estilo de luta sugere que Dumont não deve nocauteá-la, abrindo duas rotas: finalização de Edwards ou decisão bem disputada, com um cenário equilibrado o suficiente para tornar a margem de pontos interessante.

Encerrando o card principal, Rafa Garcia faz a estreia diante de Alexander Hernandez. Garcia vem de uma vitória que mostrou coragem e controle de chão contra Jared Gordon, em setembro de 2024, quando finalizou o veterano com cotoveladas a partir do controle no solo. Antes disso, ele havia vencido Vinc Pichel por decisão e, atualmente, soma 6-4 no octógono. Hernandez, por sua vez, teve um compromisso que ficou famoso por não acontecer, interrompido por irregularidades relacionadas a apostas em torno do combate. Ainda assim, isso não apaga o bom momento: ele está em sequência de quatro vitórias, com finalizações sobre Diego Ferreira e Chase Hooper. A recomendação para a análise é ignorar o ruído do agendamento anterior e olhar o que vem funcionando: nessa fase, Hernandez melhorou tanto na trocação quanto na parte de grappling, usando cada habilidade na hora certa. Ele consegue bater de fora contra adversários mais focados em quedas e, quando a luta vai para o chão, transforma sua ofensiva em controle, mantendo a troca sob comando.

Apesar de Garcia ser completo, o perfil dele tende mais ao wrestling do que ao estilo de striker. Por outro lado, Hernandez tem vantagem de tamanho e, por isso, a expectativa é que ele ganhe mais espaço na troca em pé e consiga também defender melhor as tentativas de derrubada. A aposta indicada aponta Hernandez como favorito para levar o resultado, com a leitura de que a estrutura e o controle do ritmo podem fazer diferença.

Mais quatro lutas compõem o restante do card principal. Davey Grant enfrenta Adrian Luna Martinetti em uma disputa que reúne experiência e estreia. Grant vem de uma derrota em que Charles Jourdain acertou um joelho voando de impacto, destruindo o que seria um bom momento do inglês. Ainda assim, antes disso ele vinha de vitórias por decisão sobre Da’Mon Blackshear e Ramon Tavares, mostrando um desempenho mais ágil do que o esperado para um atleta de 40 anos. Martinetti fará sua estreia no UFC após uma vitória impressionante no Contender Series. No programa de revelação, ele enfrentou Mark Vologdin (que também apareceu em luta na semana anterior) e venceu por decisão, em um confronto que foi promovido como o “maior duelo de todos os tempos” no canal de divulgação da liga. Com cartel de 17-1, Martinetti construiu a maior parte da carreira no cenário sul-americano.

A leitura do combate é de proximidade: Martinetti aceitou o “fire fight” com Vologdin, mas também buscou quedas em alguns momentos. A expectativa é que ele não queira se prender apenas a trocação aberta contra todo mundo no UFC. Grant é versátil e tende a misturar golpes com wrestling quando for conveniente. A pergunta que fica é se a experiência e a fase tardia de Grant ainda estão fortes o suficiente para superar o estreante, ou se a idade pode pesar. Mesmo com Jourdain como referência recente, a projeção indica que Martinetti não deve “apagar” Grant como aconteceu com Dennis Buzukja na semana anterior. Ainda assim, existe a chance de Martinetti acertar bons golpes e ganhar respiro para, depois, empurrar a luta para o grappling.

No confronto seguinte, Montel Jackson encara Raoni Barcelos em peso galo. Jackson vinha de uma sequência de seis vitórias e tinha chance de virar referência na categoria, mas acabou tropeçando ao enfrentar Deiveson Figueiredo. Ele perdeu para o ex-campeão por decisão dividida, e a leitura é que o resultado foi até mais gentil com Jackson do que ele merecia, já que o desempenho teria sido mais cauteloso do que agressivo. Barcelos chega em grande fase: são quatro vitórias seguidas e ele chamou atenção após vencer Payton Talbott por decisão em janeiro de 2025, mesmo como azarão (+710). Depois disso, ele também superou Cody Garbrandt e Ricky Simon por decisões. O plano projetado para o duelo é de pressão e luta suja perto da grade, com Barcelos buscando encaixar o pescoço e o topo da cabeça, empurrando Jackson para um combate que exija resposta física e controle de espaço.

Jackson pode até ter tamanho em relação a Barcelos, mas o raciocínio é que isso não bastou contra Figueiredo, e Barcelos já mostrou eficiência como menor em outras oportunidades. A projeção aposta em Barcelos como favorito por conta de atitude e capacidade de “puxar” o ritmo do combate. Em seguida, Marcus Buchecha abre as portas para um desafio contra Ryan Spann. O duelo é tratado como mais um capítulo da passagem de Buchecha pelo UFC, que ainda não deslanchou: na estreia, ele foi dominado por Martin Buday e perdeu por decisão. Depois, empatou em luta sem vencedor com Kennedy Nzechukwu, e haveria chance de derrota caso não tivesse havido dedução de pontos em favor do brasileiro por conta de um golpe irregular no olho.

Spann vinha de mudanças de categoria: ele subiu para o peso pesado no ano anterior. No primeiro combate, foi finalizado por TKO por Waldo Cortes-Acosta, mas sem que isso seja visto como vergonha, já que o adversário fazia uma boa temporada. Ele voltou e respondeu com uma vitória sobre Lukasz Brzeski, usando uma finalização em guilhotina como marca registrada. A aposta indicada para o confronto é Spann. O argumento é que Buchecha conseguiu derrubadas no primeiro round contra Nzechukwu, mas não conseguiu transformar o controle em dano ou finalização, e que Spann tem um grappling melhor do que o de Nzechukwu. Além disso, Buchecha teria um padrão de desgaste mais evidente ao longo do combate: no segundo round, ele já estaria mais cansado, e isso abre espaço para Spann usar velocidade e atletismo para dificultar as tentativas iniciais de queda. Quando Buchecha fica exausto, ele “puxa” a própria base de modo que deixa o pescoço exposto, e o cenário descrito é de encaixe para a finalização de Spann. Mesmo que a ideia de uma submissão no octógono soe improvável, a narrativa lembra que finalizadores de chão chegam ao UFC e podem ser desligados por ataques antes mesmo de o público esperar.

Outro ponto relevante do enredo é o ataque em pé: Buchecha teria oferecido zero ofensiva nos dois primeiros combates no UFC, o que torna as quedas mais previsíveis e “nuas”, fáceis de evitar. Se ele não precisa lutar de pé para abrir espaço, o plano de Spann pode ser manter a distância e direcionar o combate para o próprio estilo. A conclusão do prognóstico indica que, apesar de não ser uma luta “bonita”, existe chance de ser o último ato da fase de Buchecha na organização.

No bloco de preliminares, a programação começa com Rodolfo Vieira contra Eric McConico. Vieira entra como favorito, depois de uma sequência marcada por altos e baixos. No card, também aparece Jackson McVey, que teve uma luta substituída no início por conta de um problema envolvendo monitoramento eletrônico de Sedriques Dumas, o que fez a estreia do americano mudar de adversário. McVey acabou estreando um mês depois contra Brunno Ferreira e foi finalizado rápido. Em novembro de 2025, ele foi novamente finalizado, dessa vez por Zach Reese. Dumas, por sua vez, lutou contra Reese após o cancelamento contra McVey e o combate terminou com um golpe de baixo/jogada ilegal grave que tirou Dumas da disputa e pode ter interrompido a capacidade dele de competir. Depois disso, ele perdeu para Donte Johnson por guilhotina. A leitura do duelo indica um cenário em que Dumas deve conseguir levar o combate ao chão e testar a defesa do McVey, que ainda não mostrou eficiência para deter quedas no UFC, já que está sem conseguir parar tentativas em sua trajetória. Mesmo com risco de McVey ter sucesso em pé, um clinch de curta distância pode facilitar uma nova derrubada, então a projeção pende para Dumas, ainda mais porque falta evidência de que McVey “seja” melhor em pontos específicos do que o que ele fez até agora.

Na segunda preliminar destacada, Rodolfo Vieira encara Eric McConico. Vieira viveu um susto grande na última apresentação: Bo Nickal dominou as ações no início e, em seguida, acertou um chute alto que derrubou e finalizou o brasileiro com impacto brutal. O resultado fez Vieira cair para 6-4 dentro do UFC. Antes disso, ele vinha de uma vitória por decisão unânime sobre Tresean Gore, e antes desse duelo também havia sido vencedor por decisão contra Andre Petroski. McConico também teve uma luta de impacto no último compromisso: em novembro de 2025, ele foi derrubado pelo prospecto Baisangur Susurkaev e acabou finalizado no terceiro round. Antes disso, conquistou seu primeiro triunfo no UFC com decisão dividida contra Cody Brundage. Ele foi contratado em cima da hora para enfrentar Nursulton Ruziboev e perdeu por nocaute.

O prognóstico aponta que a diferença de odds não deveria ser tão grande. A lógica é que Vieira deve ficar mais desesperado por quedas, já que precisa controlar para transformar o jogo em grappling efetivo. McConico não teria uma defesa de quedas tão refinada, e se ele errar nos momentos iniciais e cansar, pode receber golpes de fora e acabar perdendo por decisão. Caso Vieira derrube, o plano seria controlar no chão e manter o ritmo com base no BJJ, evitando repetir o risco de ser machucado como ocorreu contra Nickal. A aposta fica em Vieira, com a expectativa de uma abordagem mais “para frente” no grappling, em que McConico não teria poder suficiente para apagar Vieira em pé enquanto ele tenta construir a queda e o controle.

Na sequência, Mayra Bueno Silva mede forças com Michelle Montague. Bueno Silva está sem vitórias desde que perdeu para Raquel Pennington em 2024, na disputa do cinturão vago do peso galo feminino. Depois daquela luta, ela foi finalizada por Macy Chiasson devido a um corte brutal, e sofreu decisões dominantes contra Jasmine Jasudavicius e Jacqueline Cavalcanti. Montague, por outro lado, manteve invencibilidade ao estrear na organização com uma vitória por decisão sobre Luana Carolina, em setembro de 2024. Antes do UFC, ela havia chamado atenção no PFL/Bellator, com finalizações sobre Abby Montes e Marilia Morais.

O quadro atual indica uma desaceleração da MBS: nas lutas mais recentes, ela teria mostrado lentidão e pouca disposição em apertar o ritmo. Ela avança bem, mas não estaria “puxando o gatilho” com frequência. Um detalhe citado é que ela conectou apenas 39 golpes significativos contra Cavalcanti, enquanto Cavalcanti a atingiu com 80, principalmente recuando e respondendo. Contra Jasudavicius, Bueno Silva teria aterrissado ainda menos golpes. Montague é descrita como mais forte, ativa e agressiva, especialmente em tentativas de body lock para derrubada. Ela não fica apenas no controle passivo: no chão, também trabalha golpes e conseguiu desgastar Carolina em sua estreia. O cenário desenhado é que, se Bueno Silva avançar como vem fazendo, pode entrar direto no body lock de Montague, que usa tamanho e força para “levar” a adversária. Com isso, a previsão é de decisão dominante, com a preferência por Montague quando a linha de pontos permitir. Mesmo assim, o prognóstico também respeita a defesa de submissão de Bueno Silva, então a rota mais segura em termos de duração passa pelo over de rounds, prevendo mais de 2,5 rounds.

Mais à frente, Jafel Filho enfrenta Cody Durden. Filho vinha de um adiamento e era para lutar Lucas Rocha, mas o compatriota desistiu e abriu espaço para Durden. Filho venceu a última luta em outubro de 2025 ao finalizar Clayton Carpenter com kimura. Antes disso, ele tinha perdido uma decisão “boa” para Allan Nascimento. Atualmente, Jafel Filho está com 3-2 no UFC. Durden, por sua vez, precisa muito vencer: ele perdeu os últimos quatro combates e seis de sete na soma recente. A fase ruim começou após ele achar que tinha vantagem no boxe, acreditando nos “punhos” e sendo derrubado e castigado por atletas como Bruno Silva, Joshua Van e Jose Ochoa. Ele voltou ao wrestling, mas o resultado não veio. No último compromisso, acabou totalmente superado no grappling por Nyamjargal Tumendemberel.

O confronto é descrito como um péssimo encaixe para Durden: ele já foi “escolarizado” no chão recentemente por Nascimento e por Tumendemberel, enquanto Filho é tratado como um terror no grappling. Se Durden tentar derrubar, a projeção é de que Filho faça a virada, com varrida ou pelo menos coloque o adversário em perigo a partir de suas costas. Se Durden tentar ficar em pé, a aposta é que não terá potência suficiente para impor ameaça real, e, se a troca esquentar, Filho teria capacidade de envolver Durden no clinch e transformar em situação de perigo com grappling. Mesmo sem a escolha completa de finalização em odds específicas, a leitura é de que Filho leva por submissão, ou que o under pode ser uma rota caso a linha de rounds fique em 2,5.

Já na luta feminina seguinte, Talita Alencar encara Julia Polastri. Alencar vive uma sequência de duas vitórias: em novembro de 2025, finalizou Ariane Carnelossi. Antes, tinha vencido Vanessa Demopoulos por decisão. No UFC, ela soma 3-1, e a outra vitória foi uma decisão dividida contra Rayanne dos Santos, enquanto a derrota aconteceu para Stephanie Luciano. O que também pesa é que Luciano e Alencar empataram no Contender Series. Polastri chegou em alta depois de uma apresentação que impressionou: ela perseguiu e castigou a ex-desafiadora ao cinturão Karolina Kowalkieiwicz e, depois, a derrubou com uma cabeça chutada no terceiro round, o que deixou o cartel do UFC dela em 2-2. As derrotas dela foram para Loopy Godinez e Josefine Knutsson, ambas por decisão. A leitura do confronto é que Polastri está mais versátil do que Alencar e que, mesmo com o esforço por quedas, Alencar deve enfrentar dificuldade para controlar o ritmo, já que Polastri promete ficar em pé tempo suficiente para causar dano. Além disso, Polastri teria vantagem de envergadura de seis polegadas para facilitar esse trabalho. A aposta indicada fica em vitória de Polastri.

Fechando as preliminares com um duelo mais “técnico de odds”, Max Griffin encara Victor Valenzuela. Griffin vem de dois reveses seguidos: sua última luta foi em julho, quando perdeu por decisão dividida para Chris Curtis. Antes disso, ele foi submetido por Michael Chiesa. No UFC, Griffin está com 8-10. Valenzuela perdeu no Contender Series em outubro por TKO, mas foi contratado para este evento por conta de mudanças no card devido a desistências. Com 32 anos e cartel de 13-4, a maior parte do caminho dele foi construída no Combate. A avaliação do duelo descreve Valenzuela como um lutador agressivo e “solto”, que atira com tudo e deixa o queixo exposto, então a pergunta é se Griffin consegue punir essa abordagem. O ponto também é tamanho: Valenzuela mede 1,75 m e tem 71 de envergadura, enquanto Griffin tende a ser mais alto e mais longo para fora. O melhor golpe de Valenzuela seria o gancho, mas a projeção é de dificuldade para conectar com regularidade. Se Valenzuela conseguir acertar, Griffin teria resistência, já que só foi interrompido uma vez na carreira, e ainda assim foi por TKO no chão contra Colby Covington. Griffin teria sido capaz de ir até o fim contra nomes como Michael Morales, Carlos Condit, Alex Oliveira, Mike Perry e Elizeu Zaleski dos Santos. O prognóstico aponta Griffin como capaz de manter a luta longe do perigo, empurrar o combate para a grade e, com isso, conduzir para uma decisão.

Por fim, Lucas Brennan encara Francis Marshall em uma luta marcada por entrada tardia. Brennan recebe uma curta oportunidade para completar o card, e nunca havia aparecido em um evento do UFC. Ainda assim, ele construiu um cartel invicto no Bellator, com 9-0, embora sem adversários amplamente conhecidos. Ele tem 25 anos e 11-2 no total. Francis Marshall, conhecido como “Fire”, fechou seu cartel em 9-3 em fevereiro, ao finalizar Erik Silva ainda no primeiro round com submissão. Antes disso, ele perdeu por decisão dividida para Mairon Santos em um duelo descrito como injusto. O prognóstico não vê motivo para desconfiar das linhas: Marshall é retratado como um wrestler que não depende somente desse setor e sabe misturar a trocação para abrir espaço para as quedas. Brennan, por outro lado, dependeria demais do wrestling e seria mais bruto em pé. A aposta indicada é de under, com a expectativa de que Marshall encurte o caminho relativamente cedo.

Além das escolhas principais, a matéria também apresenta apostas de maior risco para o sábado. Ryan Spann vencer por finalização aparece com odds de +800, sustentado pela ideia de que Buchecha estaria fora de forma e com um perfil muito limitado no UFC até aqui, podendo cansar e deixar o pescoço exposto para uma submissão famosa. Também foi citado um “parlay” duplo com Raoni Barcelos e Eric McConico, com odds de +712: a leitura é que Barcelos é um adversário difícil para Montel Jackson e tende a tirar o lutador do conforto, enquanto McConico teria uma chance mais externa, mas precisaria manter a luta em pé para evitar ser controlado por Rodolfo Vieira. Fechando a lista de longo alcance, Joselyne Edwards vencer por nocaute técnico, nocaute ou desclassificação aparece com odds de +1200, com a aposta centrada no poder recente dela e na tese de que Dumont, apesar do talento demonstrado anos atrás, teria inconsistência e pouca frequência de lutas suficientes para dificultar uma aposta tão alta.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.