Norma Dumont mira luta pelo cinturão: quer vencer e encarar a vencedora de Harrison vs Nunes

LAS VEGAS — Norma Dumont chega ao UFC Fight Night 274 com um objetivo bem definido: seguir acumulando vitórias para se firmar como a próxima desafiante ao cinturão feminino peso-galo. No coevento principal de sábado, a brasileira vai encarar Joselyne Edwards, outra lutadora que também mira diretamente uma oportunidade por título. Se vencer, Dumont acredita que pode acelerar ainda mais sua trajetória dentro do octógono.

Disputa direta por espaço no topo do peso-galo feminino

Dumont (13-2 no MMA, 9-2 no UFC) enfrenta Edwards (17-6 no MMA, 8-4 no UFC) no co-main event do evento marcado para o Meta APEX, com transmissão pelo Paramount+. O contexto é de “luta de posicionamento”: ambas chegam como candidatas, e o resultado tende a influenciar o caminho de uma delas rumo a uma nova chance de cinturão.

Para Dumont, a motivação é clara. Ela entra com a perspectiva de, em caso de triunfo, manter uma sequência de sete vitórias consecutivas dentro do octógono. Já Edwards chega em ritmo forte, embalando uma sequência de quatro triunfos seguidos, com todas as lutas terminando por interrupção do adversário.

  • Norma Dumont: 13-2 no MMA; 9-2 no UFC; meta de estender para sete vitórias seguidas no octógono em caso de vitória.
  • Joselyne Edwards: 17-6 no MMA; 8-4 no UFC; vem de quatro vitórias consecutivas, todas com finalização ou interrupção.

O que a vitória pode destravar na rota do cinturão

Mesmo com a própria corrida em andamento, Dumont condiciona a próxima etapa do seu planejamento ao desfecho de outras lutas do topo. A brasileira afirmou que a resolução da fila do cinturão passa pelos confrontos entre Kayla Harrison e Amanda Nunes, buscando entender quem será o próximo nome a enfrentar a campeã ou quem desponta como desafiante imediato.

Na coletiva de mídia do UFC Fight Night 274 realizada na quarta-feira, Dumont disse, via intérprete: “Acho que Kayla e Amanda precisam lutar para a gente descobrir com quem eu luto na sequência. A ideia seria que acontecesse este ano”.

Leitura técnica: stand-up, chão e exploração de “buracos” no jogo

Apesar de estar vivendo uma fase positiva, Dumont não minimiza o desafio. Ela reconhece Edwards como uma atleta perigosa e forte, mas sustenta que vê espaço para impor o próprio ritmo e capitalizar falhas específicas da adversária.

Segundo Dumont, a tendência é que a luta tenha momentos tanto em pé quanto no solo. Ela apontou que Edwards consegue ser ameaçadora nos dois cenários e, ao mesmo tempo, afirmou que existem “lacunas” no jogo da rival que podem ser exploradas ao longo do combate.

“Ela é uma lutadora perigosa, é uma lutadora forte. Eu acho que essa luta vai ser uma mistura de trocação e trabalho no chão. Ela é perigosa nos dois aspectos. Além disso, tem vários buracos no jogo dela. Então o que eu vou fazer é analisar esses buracos e impor a minha vontade”, afirmou Dumont durante a media day.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.