Weidman crava “barreira” para McGregor no octógono: retorno é difícil

Chris Weidman esperava que as cotações para o retorno de Conor McGregor ao UFC fossem ainda mais desequilibradas do que o mercado já indicava. O ex-campeão do Ultimate, que acompanha de perto o cenário, foi direto ao analisar o duelo de volta do irlandês e apontou dificuldades naturais para quem fica anos sem competir, especialmente após uma lesão traumática.

Conor McGregor x Max Holloway no UFC 329

McGregor, com cartel de 22-6 no MMA e 10-4 no UFC, enfrenta Max Holloway, dono de 27-9 no MMA e 23-9 no evento, em uma luta principal de cinco rounds na divisão dos meio-médios. O confronto está marcado para o UFC 329, em 11 de julho, no T-Mobile Arena, em Las Vegas. A transmissão será pelo Paramount+.

Weidman acredita que McGregor chega como grande azarão diante de Holloway e reforça que o ritmo imposto pelo adversário tende a ser um fator decisivo para a luta — ainda mais considerando o intervalo prolongado desde a última apresentação do atleta.

O que Chris Weidman pensa sobre as chances do irlandês

Durante participação no UFC on Paramount+, Weidman comentou sobre como esperava odds mais extremas para o combate de McGregor. Ele citou uma estimativa de favoritismo do outro lado, mencionando uma possível linha de 3-1 e, em seguida, a própria percepção de que poderia chegar a algo como 6-1.

Na avaliação do ex-lutador, o volume de trocas de Holloway pesa contra o retorno de McGregor. Weidman reconheceu que, na luta mais recente, Holloway perdeu para Charles Oliveira, mas destacou que, antes disso, vinha em grande fase. O ponto central, segundo ele, é que o irlandês não precisaria se preocupar com a parte de quedas e luta no chão, incluindo wrestling e jiu-jitsu de McGregor, enquanto Holloway, por sua vez, tende a ficar melhor conforme a luta avança.

Weidman também apontou o histórico de desaceleração de McGregor no decorrer das lutas. Para ele, além de começar mais devagar, o cenário fica ainda mais complicado porque se passaram cinco anos desde que o atleta subiu ao octógono.

A “única chance” e o desafio do ritmo de Holloway

Weidman resumiu as possibilidades de McGregor de forma objetiva: na visão dele, a via mais realista para o irlandês seria nocautear Holloway — possivelmente ainda no primeiro ou no segundo round. O ex-campeão ainda reforçou que McGregor não estará enfrentando um adversário com cadência “fácil” de administrar, já que Holloway é um dos maiores lutadores em volume de golpes que ele já viu.

Relação com a lesão de McGregor e o que pode motivar o retorno

Weidman disse que consegue se colocar no lugar de McGregor por causa da lesão. Assim como o irlandês, ele também teve uma fratura na perna durante uma luta no UFC, o que exigiu cirurgia e provocou uma longa pausa. Por isso, Weidman acredita que McGregor é justamente o tipo de pessoa que pode superar um intervalo tão traumático, mesmo com todos os altos e baixos fora do evento.

Ao comentar sobre o retorno, ele afirmou que, entre todos, McGregor seria quem teria mais chances de dar conta de uma volta após uma quebra tão severa, além de mencionar as dificuldades que o atleta enfrentou fora do UFC, incluindo problemas legais e outras turbulências.

Weidman também destacou um aspecto ligado à confiança do irlandês. Na leitura dele, é exatamente por essa postura que muita gente se identifica com McGregor. Segundo o ex-lutador, o irlandês tem uma maneira de “falar” as coisas para que elas aconteçam, e isso acaba inspirando os outros, que passam a buscar o mesmo tipo de segurança para si.

Por fim, Weidman concluiu que, se alguém tiver a mentalidade adequada para encarar uma volta após um período longo sem lutar, esse alguém seria Conor McGregor.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.