O universo do MMA quase ganhou mais um capítulo de uma rivalidade que muitos fãs ainda queriam ver no formato de trilogia. Chris Weidman e Anderson Silva estiveram perto de um terceiro confronto, mas a equipe ligada a Jake Paul não chegou a apresentar uma proposta oficial que viabilizasse a luta.
Durante anos, a pergunta que ficou no ar foi como seria uma terceira batalha entre “The All-American” e “Spider”. Weidman já tem retrospecto favorável contra Silva no octógono, somando duas vitórias em duas lutas sob os holofotes do UFC. Ao mesmo tempo, parte do público sempre tratou o primeiro triunfo como algo que poderia ter sido fruto de um momento decisivo, enquanto a segunda apresentação terminou de forma dramática, com uma lesão grave na perna de Silva. Mesmo com o tempo passando — são mais de 12 anos desde o último encontro — a curiosidade pela terceira luta continuou viva.
O cenário parecia especialmente plausível porque uma trilogia entre os ex-campeões foi considerada quase como “encaixe” no card de um evento que aconteceria no mês seguinte, ligado à luta de Ronda Rousey contra Gina Carano. A possibilidade teria como palco uma programação transmitida pela Netflix. Weidman chegou a ser procurado para discutir a chance de encarar Anderson Silva mais uma vez em uma terceira disputa de MMA, porém a organização responsável pelas tratativas, a Most Valuable Promotions (MVP), não retornou com uma oferta formal.
O que Chris Weidman disse sobre a negociação
Em conversa recente, Weidman detalhou que houve contato, mas que a conversa não evoluiu para um acordo. Ele explicou que seu empresário foi acionado e que a proposta seria avaliada a partir de condições financeiras mais altas, considerando o investimento necessário para preparar um camp completo.
“Eles entraram em contato sim. Meu gerente recebeu a mensagem. A equipe queria saber se eu teria interesse em fazer MMA contra o Anderson”, afirmou Weidman. O americano completou que respondeu afirmativamente, porém deixou claro que o valor precisaria ser bem maior para tornar o projeto viável.
“Para eu conseguir passar por um camp e tudo o que vem junto, a gente precisa de um retorno financeiro bem alto. Pedimos o máximo que dava e, depois disso, eu não tive mais nenhuma resposta”, acrescentou.
Quando foi a última luta e o caminho até agora
Chris Weidman, com 41 anos, não compete desde 2024, quando sofreu uma derrota por TKO para Eryk Anders. Esse foi o último compromisso do atleta pelo UFC, encerrando sua participação mais recente na organização.
Antes de voltar a circular no radar com uma possível retomada de carreira, Weidman chegou a ser ligado brevemente ao retorno pela Global Fight League (GFL). No entanto, a situação não se concretizou como muitos imaginaram, e o desfecho acabou conhecido pelo público.
O recado final sobre condições e possibilidades
Ao reafirmar que existe disposição para uma nova luta contra Anderson Silva, Weidman deixou evidente que o fator decisivo seguiria sendo a remuneração e o tamanho do pacote necessário para bancar toda a preparação. Para ele, a motivação também vem do tamanho do que a dupla construiu ao longo da carreira.
“Olha, eu estaria disposto, desde que seja pelo valor certo”, reforçou Weidman. “Nós dois construímos muita coisa nas nossas trajetórias, enfrentamos muita coisa, passamos por muitos momentos. A gente gostaria de ser bem pago por isso. Vamos ver o que acontece. Seria legal. Eu topo.”

