Ben Askren compara pneumonia e sepse à própria quase morte de Busch

As dúvidas sobre a causa da morte de Kyle Busch, bicampeão da NASCAR Cup Series, continuam a circular após a divulgação de detalhes médicos que apontam uma progressão rápida de pneumonia até quadros associados à sepse. Em meio ao impacto no automobilismo, o ex-lutador de MMA Ben Askren, que já enfrentou uma situação semelhante, chamou atenção ao afirmar que quase morreu pelo mesmo tipo de evolução clínica.

Ficha técnica

  • Falecimento: Kyle Busch, aos 41 anos, morreu em 21 de maio de 2026
  • Próximo compromisso: ele estava previsto para competir na Coca-Cola 600 da Cup Series poucos dias depois
  • Causa informada pela família: pneumonia severa evoluiu para sepse, com complicações associadas rápidas e intensas
  • Relato de Askren: pneumonia grave quase o matou e resultou em transplante duplo de pulmões
  • Período do caso de Askren: junho de 2025
  • Contexto profissional de Askren: ex-desafiante do UFC e ex-campeão peso-meio-médio do Bellator e do ONE

Entenda o que a família de Kyle Busch informou

O mundo das competições automobilísticas foi abalado quando foi anunciado que Kyle Busch havia falecido em 21 de maio de 2026, com apenas alguns dias de antecedência da participação prevista na Coca-Cola 600, na Cup Series. A situação ganhou ainda mais confusão depois que a família divulgou um comunicado com a avaliação médica relacionada à morte.

No texto, a família afirmou que a análise clínica feita para o núcleo familiar concluiu que uma pneumonia severa teria avançado para sepse, desencadeando complicações associadas de forma rápida e intensa. O comunicado também pediu compreensão e privacidade durante esse período difícil.

Por que a progressão pode ser tão rápida: o paralelo feito por Ben Askren

Muita gente questionou como uma pneumonia poderia evoluir com tanta velocidade a ponto de tirar a vida de um homem considerado saudável. É nesse ponto que entra Ben Askren, ex-desafiante do UFC e ex-campeão do Bellator e do ONE na categoria dos meio-médios, que disse ter vivido algo muito parecido.

Askren relatou que, em junho de 2025, contraiu uma pneumonia de quadro grave que quase o levou à morte. O desfecho foi a necessidade de um transplante duplo de pulmões, procedimento que evidencia o tamanho do risco envolvido no caso. Ao comentar publicamente sobre o assunto, ele reforçou que reconhece a semelhança do tipo de evolução clínica descrita no comunicado da família de Busch.

O relato do ex-lutador: “começou do nada” e quase terminou em tragédia

Em publicação na rede social, Askren afirmou que aquilo “é exatamente o que aconteceu com ele”. Segundo o ex-lutador, ele não sentia qualquer problema respiratório antes da internação. De acordo com o relato, apenas dores nas costas teriam aparecido nos dias anteriores, enquanto ele se sentia bem e até chegou a realizar um treino considerado bom.

Ele disse que foi ao hospital no dia anterior à internação e que, durante a checagem dos sinais vitais, tudo estava dentro do esperado, com a exceção da dor nas costas. Na sequência, afirmou que o quadro teria mudado de forma acelerada: sintomas como febre e cansaço teriam surgido apenas poucas horas antes de ele ser internado, e ele destacou que não teve tosse.

Askren também contou que, em pouco tempo, passou de uma sensação de “estar um pouco diferente” para uma condição extrema, sendo colocado em coma induzido por 45 dias. Ele afirmou ainda que, durante o período hospitalar, chegou a enfrentar risco de morte em múltiplas ocasiões. Apesar de tudo, mencionou que sua recuperação tem sido “milagrosa”, considerando o quão crítico foi o cenário.

Infecção bacteriana e sepse: sem afirmar diagnósticos, mas explicando a lógica

Médicos teriam apontado uma infecção por estafilococo (staph) como o que teria transformado a pneumonia de Askren em algo tão letal. No comunicado da família de Kyle Busch, a menção foi à sepse como parte do processo final. Como a bactéria pode estar relacionada ao desenvolvimento de sepse em alguns casos, os paralelos se tornam compreensíveis.

Sem fazer suposições sobre o quadro específico de Busch, o ex-lutador argumentou que as situações descritas parecem guardar semelhanças estruturais: pneumonia severa com evolução para sepse e complicações que podem se intensificar rapidamente. E, para ele, o impacto maior está no fato de que um atleta de vida ativa e com histórico consistente de condicionamento quase não resistiu a um cenário desse tipo.

Ao final, Askren reforçou que, se uma situação semelhante pode quase matar um esportista saudável como ele, torna-se possível entender como a tragédia envolvendo Kyle Busch poderia ter ocorrido de maneira tão rápida e devastadora.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.