“The Great” finalmente voltou a falar sobre o imbróglio que tirou Alexander Hernandez dos planos no início do ano. O peso-leve volta ao octógono neste sábado, 25 de abril de 2026, no UFC Vegas 116, quando enfrenta Rafa Garcia dentro do Meta Apex, em Las Vegas, Nevada.
Em resumo
- Alexander Hernandez retorna ao UFC Vegas 116 contra Rafa Garcia no sábado (25 de abril de 2026)
- O lutador havia sido escalado para enfrentar Michael Johnson no UFC 324, mas o combate foi cancelado no dia da luta
- Hernandez afirmou que não teve contato com autoridades ligadas ao caso e disse que está focado no duelo
- Para ele, o episódio expôs uma lacuna na proteção a atletas quando surgem acusações
- Hernandez chega em sequência de quatro vitórias e tenta se aproximar do Top 15
Hernandez tinha sido originalmente marcado para encarar Michael Johnson no UFC 324, ainda no começo de 2026. Porém, o confronto acabou sendo retirado de última hora no dia do evento, em meio a relatos de irregularidades envolvendo apostas.
Com o cancelamento, a repercussão ganhou força e abriu espaço para especulações. Entre os comentários que circulavam, houve menções a uma possível participação de órgãos federais, deixando Hernandez sem luta e sem se pronunciar por semanas.
Pronunciamento no media day
Agora, antes do retorno, o atleta usou o media day do UFC Vegas 116 para abordar diretamente o episódio. Hernandez descreveu o período como uma sequência de estresse e disse estar aliviado por conseguir voltar ao foco do esporte.
“Foi uma dor de cabeça enorme”, declarou Hernandez durante o evento de imprensa. Ele contou que passou por cinco semanas carregadas e reforçou a intenção de que nada “dê errado” novamente na semana do combate.
O lutador também admitiu que sentiu tensão no ambiente, mesmo tentando manter a mente em paz. Ainda assim, se mostrou satisfeito por estar voltando à rotina do camp e do octógono.
Na sequência, Hernandez comparou a situação ao enfrentamento de acusações falsas. Ele destacou que o lado mental do caso foi especialmente pesado e citou referências para ilustrar a ideia de voltar depois de um período adverso.
“A gente faz piada, eu senti a opressão das pessoas do passado aqui”, continuou. Em seguida, ele mencionou exemplos como “Bomaye, Alex Ali” e Nelson Mandela como metáforas de retorno após acusações sem fundamento.
Hernandez encerrou a linha de raciocínio dizendo que está animado para fazer novamente aquilo em que se sente competente, mirando a performance que o colocou como uma promessa relevante na divisão.
Contato com autoridades e posicionamento
Questionado sobre eventuais tratativas com órgãos oficiais, Hernandez afirmou que não manteve contato com o FBI. O lutador disse não acreditar que uma instituição desse tipo emita pedidos de desculpas e, por isso, evitou especular sobre em que ponto estaria a apuração.
Ele também declarou que está “na graça” do UFC e que, por estar com a luta marcada, não enxerga motivos para temer qualquer tipo de desdobramento ligado a autoridades.
Para Hernandez, o mais importante é seguir o trabalho e competir. Com isso, ele tratou o tema com postura direta, deixando claro que não carrega receio com “nenhum bureau”.
Crítica sobre proteção a atletas
Além de comentar o próprio caso, Hernandez aproveitou para fazer uma leitura mais ampla sobre o que, na visão dele, precisa mudar. O lutador acredita que o episódio revelou uma lacuna na forma como lutadores são amparados quando surgem acusações.
Ele classificou o cenário como “território desconhecido” e apontou que seria a primeira vez que alguém é acusado de consertar luta ou de cometer algo nesse sentido, o que torna a situação inédita para todos saberem como agir.
“Precisa haver algum tipo de proteção para os competidores”, afirmou. Hernandez questionou quem estaria olhando por ele — e por qualquer outro atleta que passe por algo semelhante no futuro.
O peso-leve citou, em sua avaliação, elementos que aumentam a instabilidade quando o assunto vira aposta: perfis de apostas sem informação, marcações sem regulação adequada e ainda a pressão de órgãos pouco familiarizados com o caso.
Na conclusão, ele reforçou que ninguém parece defender o indivíduo diretamente. “Todo mundo está cobrindo o próprio lado e você torce para não cair no erro do seu”, disse, completando que o cenário segue incerto e que deveria existir alguém com responsabilidade clara em proteger o lutador.
O episódio se soma a outros incidentes ligados a apostas que marcaram o noticiário recente do esporte. Ainda assim, Hernandez entende que, neste momento, o problema estaria resolvido o suficiente para ele seguir adiante e continuar a carreira.
Fase competitiva e objetivo na divisão
Do ponto de vista esportivo, Hernandez entra no UFC Vegas 116 em posição forte. Ele chega embalado por uma sequência de quatro vitórias consecutivas — a maior marca do seu período no UFC — e busca se aproximar novamente do grupo do Top 15.
Na trajetória recente, o lutador emplacou duas vitórias seguidas por interrupção. Os duelos citados incluem um triunfo sobre Carlos Diego Ferreira e outro sobre Chase Hooper, mostrando um desempenho mais perigoso e com mais confiança do que o observado em fases anteriores.
Com a controvérsia aparentemente ficando para trás, Hernandez ganha a chance de reforçar por que já foi visto como um dos nomes mais promissores da categoria. A expectativa é que a maior batalha dele em 2026 tenha ficado fora do octógono — e que, agora, ele volte a dominar dentro dele.
O UFC Vegas 116 terá ainda o restante do card e a programação no Paramount+ para quem quiser acompanhar as lutas restantes.

