Em véspera do UFC 328, Bobby “King” Green chega ao confronto contra Jeremy Stephens em Nova Jersey envolto em uma atmosfera bem diferente da habitual: dentro e fora do octógono, o lutador tenta equilibrar a carreira no MMA com mudanças recentes na vida pessoal e empresarial. No campo esportivo, ele tenta ampliar a sequência de vitórias após emplacar dois triunfos seguidos, mas, nos bastidores, Green afirmou que vem enfrentando problemas envolvendo dinheiro e pessoas próximas.
Green reforça fase de pressão fora do octógono antes do UFC 328
Green, que mudou legalmente o próprio nome para “King” em 2024, também comprou um clube de striptease em Colton, na Califórnia, no fim de 2025. A tentativa de administrar negócios enquanto mantém a rotina de um atleta profissional já seria desafiadora por si só — porém, o americano revelou que o momento tem sido ainda mais complicado.
Durante a coletiva de imprensa desta quarta-feira, ele descreveu uma sensação de desconfiança constante em relação a quem se aproxima. Segundo o lutador, pessoas estariam “mexendo com o coração” e, principalmente, “brincando com o dinheiro”. A lógica, na visão dele, seria simples: ao saberem que ele tem recursos por causa do clube, muitos passariam a tratar Green como alguém “disponível” financeiramente.
O peso dessa situação aparece no relato do próprio Green, que afirmou precisar questionar quem está perto dele e entender qual é a intenção de cada pessoa. Na comparação feita pelo lutador, ele se sente “como um grande biscoito”, enquanto outros ao redor parecem querer “dar uma mordida”.
- Green afirmou que houve interferência emocional e financeira em sua rotina.
- Ele relacionou parte do tratamento das pessoas ao fato de ser dono de um clube de striptease.
- O lutador disse que tem desconfiado de quem se aproxima e que tenta entender os motivos.
Prejuízo de US$ 300 mil e relato de desaparecimento de bens
Green também detalhou um episódio recente em que teria sido alvo de um grande prejuízo: ele citou que alguém levou cerca de US$ 300 mil. O lutador contou que teve uma ex-companheira que teria criado uma situação para conseguir dinheiro, alegando que “alguém morreu” e que seria necessário ajudar.
De acordo com o atleta, ele ajudou a ex-parceira nesse período, concedendo recursos e permitindo que ela passasse para receber um valor. Depois disso, Green saiu para treinar e, quando retornou, percebeu que havia deixado joias em casa — algo que ele normalmente evita, mantendo os itens no carro por saber que lida com pessoas que ele chamou de “malucas”.
O resultado, segundo ele, foi que a ex-companheira teria levado tudo: “levou tudo”, incluindo os bens que estavam na residência. Green então descreveu dias de insônia e uma busca intensa pelo que havia sido levado, afirmando que ficou “cinco dias” dirigindo à procura dos seus itens e que o período foi “sombrio”.
Apesar do clima pesado, o lutador terminou o raciocínio deixando claro que está determinado a seguir em frente — e que a raiva acumulada também pode virar combustível para o momento seguinte na carreira.
O que o momento de Green significa para a carreira e para o próximo passo no UFC
Dentro do UFC 328, o contexto esportivo é relativamente direto: Green entra no combate contra Jeremy Stephens em sequência de dois triunfos consecutivos. O duelo em Nova Jersey funciona como mais um teste para seu cartel dentro da organização, em um momento em que ele tenta transformar a instabilidade fora do octógono em foco para performance.
Embora o texto não traga posições formais de ranqueamento, o cenário descrito por Green reforça uma leitura prática: em vez de mirar apenas no curto prazo, ele projeta a continuidade. De acordo com o que disse, uma premiação de bônus no evento seria especialmente importante para ele “voltar ao trabalho” logo após a luta e tentar emendar mais compromissos — algo que ele não vê com frequência há alguns anos.
Quando questionado sobre a possibilidade de bônus no UFC 328, Green afirmou que precisa desse dinheiro e de “mais um pouco”. Ele deixou claro que está muito irritado com a situação recente e que, por isso, pretende voltar a trabalhar imediatamente após o combate e tentar fazer “outro” na sequência.
- Green chega para enfrentar Jeremy Stephens após uma sequência de dois resultados positivos.
- Ele conectou a necessidade financeira ao objetivo de manter ritmo de lutas e continuar ativo por mais tempo.
- O lutador falou em buscar bônus e, com isso, manter a agenda de combates.
Perspectiva de um “quarto ano” de quatro lutas em sequência
O próprio Green apontou que esse cenário pode significar mais um ciclo de quatro lutas no ano — uma marca que ele afirmou não ter visto desde 2023. Na prática, isso coloca o UFC 328 como um divisor de águas imediatista: se ele vencer Stephens, a tendência é que a narrativa continue apontando para novas oportunidades e para manter o calendário cheio, enquanto ele tenta estabilizar também o lado pessoal e financeiro.
Com o duelo marcado e o ambiente carregado, o confronto contra Jeremy Stephens em Nova Jersey ganha um subtexto claro: mais do que uma luta para pontuar tecnicamente, é uma etapa em que Green tenta reafirmar controle da própria carreira. E, para o lutador, a resposta pode vir com resultado positivo — e com o bônus que ele diz precisar para seguir adiante.

