Chegamos a mais uma edição do Missed Fists, espaço dedicado a lutas ao redor do planeta que, no meio da correria e do ritmo acelerado do MMA, acabam passando despercebidas. A cena segue fervendo: o UFC voltou a apresentar mais consistência após um início lento em 2026, o PFL e o ONE Championship continuam trabalhando forte (ainda que com agendas diferentes), e, no circuito regional, lutadores seguem se destruindo noite após noite. Entre um evento e outro — e com rumores de grandes retornos no horizonte — vale lembrar que nem tudo é sobre “não perder nada”: às vezes, o melhor é assistir ao que realmente merece destaque.
- Evento: Levels Fight League 22 (Antuérpia, Bélgica)
- Luta: Wouter van Bussel vs. Elbek Elbuzdukaev
- Resultado: Elbuzdukaev precisou desistir após ser atingido no clinch
- Método: desistência (após golpe de cotovelada)
- Categoria: não informada na fonte
- Cartel dos lutadores: não informado na fonte
Levels Fight League: cotovelada no clinch interrompe confronto
Em uma etapa da Levels Fight League em Antuérpia, na Bélgica, Elbek Elbuzdukaev estava envolvido em um intercâmbio de clinch bem comum junto às grades. Foi nesse momento que Wouter van Bussel aproveitou a separação e conectou uma cotovelada atravessando a linha do rosto do adversário, atingindo em cheio a região da mandíbula.
O confronto terminou imediatamente. Elbuzdukaev sentiu na hora que algo estava errado, e a equipe de narração percebeu rápido a gravidade do lance, levantando a hipótese de que a ação poderia ter fraturado o maxilar do atleta. A fonte não detalha com precisão qual foi a lesão, mas deixa claro que o problema foi suficiente para que Elbuzdukaev optasse por abrir mão do combate, indicando que estava “ok” em desistir. A lógica do MMA é dura: às vezes, sobreviver para lutar depois é o melhor desfecho possível.
A edição 22 da Levels Fight League está disponível para replay gratuito no YouTube.
Arena amadora: finalizações rápidas chamam atenção em sequência
Mais um nocaute em pé chamou atenção em Boise, Idaho. Ariel Frantz atropelou Lacey Vazquez em apenas 34 segundos em uma luta amadora na categoria de mosca (flyweight, conforme a fonte), carregando o combate com um impacto que definiu tudo antes mesmo de a ação ganhar fôlego. O tipo de final costuma abrir espaço para interpretação do que exatamente aconteceu nos detalhes, mas a leitura geral é clara: se não fosse a movimentação do corpo de Vazquez contra a grade e a intervenção do árbitro para interromper a sequência, ela seguiria exposta ao golpe no chão.
Na mesma linha de “dar tempo para respirar e acabou”, outra finalização amadora aconteceu com Donovin Jeffcoat. O atleta finalizou Jonathan Norris ainda no primeiro round, acertando um direto direito enquanto estava encostado próximo à grade e, a partir do contato, encontrando o rosto do adversário com força suficiente para encerrar a luta cedo. Finalizações desse tipo — especialmente envolvendo atletas pesados — costumam virar “clássicos instantâneos” para quem gosta de nocaute limpo e direto.
O Front Street Fights 35 também está disponível para replay gratuito no YouTube.
PFL 2026: virada improvável com golpe no contrapé em Pretoria
O PFL segue acelerado em 2026, dando continuidade a uma temporada anterior que chamou atenção por equilibrar confrontos competitivos no card principal — com implicações no ranqueamento — e outras lutas que pareciam “mais fáceis” no papel. Nesse contexto, a fonte destaca o destaque de Mitch McKee, invicto, que entrou no top 15 da divisão de até 135 libras (bantamweight) com uma vitória sobre Sergio Pettis no PFL de Chicago. Também foi lembrado o desempenho coletivo do card de Belfast, na semana, com lutas que superaram expectativas.
Dentro desse cenário, um dos resultados que acabou ficando “no meio do caminho” foi o que ocorreu em Pretoria: Justin Clarke conseguiu um nocaute de recuperação, como se viesse de lugar nenhum. Abdoulaye Kane havia colocado Clarke em apuros e tentou acelerar o ritmo para buscar a finalização, mas, na tentativa de impor o momento, deixou a guarda baixa. Foi justamente essa abertura que Clarke precisou para encaixar um contra-ataque desajustado para os padrões técnicos — ou seja, sem “pontuação” por execução perfeita —, mas eficaz o bastante para encerrar a luta com o resultado que importava.
ONE Fight Night: pancada decisiva após sobreviver ao castigo
Em mais uma edição do ONE Fight Night, disputada em Bangkok, Dzhabir Dzhabrailov entregou mais um daqueles retornos que viram referência para quem acompanha virada de luta. Após sofrer uma queda e passar por um período de punição no chão, ele se reorganizou, voltou a encaixar o timing e encontrou o momento certo para colocar Chase Mann para dormir com uma esquerda forte, “no alvo”, encerrando a história em sequência.
Ainda no mesmo evento, Joshua Perreira também chamou atenção. O nocaute com golpe de costas (spinning backfist) não teve o mesmo tipo de construção longa que outras finalizações costumam apresentar, mas o impacto, segundo a fonte, foi igualmente devastador. E há um detalhe importante: a velocidade da ação foi tamanha que o público provavelmente vai precisar rever o lance mais de uma vez para entender o timing.
A fonte também reforça o papel do ONE Championship em colocar atletas de trocação em evidência. Nesse caso, Sam-A e Elmehdi El Jamari se alternaram na troca até que Sam-A conseguiu encerrar a brutalidade com um chute de cabeça em chamas — um final que, além de bonito, foi “merciful” (cruel para o adversário, alívio para quem estava vendo o ritmo pesado da luta).
Oktagon MMA: nocaute após direita curta e interrupção de luta por triângulo
Com o foco em promoções maiores, a matéria muda para o Oktagon MMA e apresenta duas finalizações com estilos bem diferentes. Ion Surdu costuma aparecer em vídeos de nocaute de destaque, mas, desta vez, o roteiro se inverteu: ele foi colocado para baixo depois de absorver uma direita curta de Amiran Gogoladze. A fonte ainda destaca o “ponto de estilo” do vencedor, por ter segurado a celebração quando o árbitro entrou para interromper a sequência, evitando qualquer provocação ou excesso no momento da interrupção.
Já Jan Stanovsky não teve a mesma postura de “paciência”. Contra Lukasz Rajewski, com o rival preso em uma posição de triângulo, Stanovsky fez o que era esperado: disparou cotoveladas repetidas na direção da cabeça até o árbitro não ter alternativa senão interromper o combate. Foi o tipo de controle que não deixa espaço para resistência prolongada.
Fight Pass em destaque: pancadas em eventos nos EUA e na Europa
Chegou a hora do UFC Fight Pass. O primeiro destino foi o Fury FC 118, em Houston, onde Rudy Johnson finalizou Niko Martinez com um slam extremamente agressivo. A fonte ressalta que, em um momento, ambos os atletas ficaram brevemente no ar, dando a impressão de que Johnson caiu com todo o peso sobre Martinez — com a gravidade ajudando a tornar o impacto ainda mais pesado.
Também houve ação amadora no card. Joe Serna, por exemplo, deixou a possibilidade de profissionalização ainda mais forte após um nocaute do tipo que empurra qualquer atleta para o próximo degrau da carreira.
Barrett Langham, por sua vez, pode ter sido vítima de azar: segundo a descrição, Serna parecia iniciar a troca para chutar antes mesmo de Langham mudar o nível para a queda. Mesmo assim, é uma daquelas cenas que acontecem no jogo — às vezes o timing do golpe encontra o “meio segundo” de diferença e decide tudo.
Um dia antes, Carlos Ulberg havia derrubado Jiri Prochazka com uma esquerda e finalizado com chão e golpes pesados. A matéria lembra que Sarah Moussaddak fez algo parecido em um show do Ares FC, em Paris: ela repetiu a lógica de “acertar e fechar” e, ainda melhor, com pouquíssimo tempo de espera. O texto indica que bastaram 30 segundos para a finalização.
Fight Club Rush: luta vira “chuveiro de golpes” até cair
Para fechar, a fonte leva o leitor a um evento do Fight Club Rush em Vasteras, na Suécia, com Kevin Dolvik e Marko Boychuk entregando uma disputa que foi descrita como a forma mais pura de competição marcial: os dois se enfrentaram com muita agressividade, trocando golpes sem freio, até que um dos lutadores acabou caindo. Foi a velha lógica do MMA em que a luta se decide no volume e na disposição — e, quando um perde o equilíbrio, o outro costuma aproveitar.
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