Ronda Rousey venceu Gina Carano no topo do card do MVP MMA 1, realizado no último fim de semana em Los Angeles. “Rowdy”, que vinha alimentando o desejo de enfrentar a rival por anos, viu sua luta dos sonhos terminar de forma rápida e decisiva, com a medalhista olímpica de bronze em 2008 impondo o seu estilo de finalizações para encerrar a noite cedo.
Antecedentes
A vitória reacendeu um debate que já vinha carregado: seria esse triunfo uma espécie de “redenção” após uma saída marcada por rejeição do público, depois de derrotas seguidas por nocaute para Holly Holm e Amanda Nunes? Na conversa, o ex-lutador Matt Brown foi direto ao ponto ao comentar que, para ele, não houve nada no evento que transformasse a torcida em apoio à campeã do passado.
Brown afirmou que, na percepção dele, não existiu elemento capaz de fazer o público se aproximar de Rousey após o que foi apresentado no card. Ele também criticou a postura e a forma como ela se comunicou, chegando a dizer que considera a atleta uma pessoa com perfil narcisista e com questões mentais que, na visão dele, exigiriam acompanhamento profissional.
O ex-pesado do UFC ainda lembrou que, apesar da vitória, não enxerga motivo para comemorar quando o adversário chega sem competição recente. Brown destacou que escolheu Carano como favorita para vencer por nocaute técnico, reforçando como a leitura dele era diferente do que acabou acontecendo.
A luta
- Rousey dominou o combate com a velocidade e a eficiência que marcaram sua carreira, usando o jogo de finalizações para encurtar a distância do resultado.
- Com o ritmo acelerado do confronto, “Rowdy” tratou a luta como uma oportunidade de fechar rapidamente a história, aproveitando o repertório de submissão que sustentou sua fama.
- A luta terminou de maneira precoce, consolidando a vitória de Rousey no card do MVP MMA 1 em Los Angeles.
O pós-luta
Matt Brown também voltou a criticar o clima construído ao longo do evento, apontando que considerou o card “cringe” do começo ao fim. Na análise dele, o comportamento de Rousey durante a preparação chamou mais atenção pela postura e provocações do que por qualquer tentativa de aproximação com o público, especialmente nas aparições em que focou em Hunter Campbell e em críticas relacionadas ao UFC.
Brown sustentou que, mesmo que houvesse espaço para a atleta criar um vínculo maior com os fãs, a escolha teria sido pelo caminho contrário: ele disse que Rousey poderia ter aumentado o alcance e a aceitação se tivesse adotado uma postura mais humilde e menos centrada em rivalidades e em discussões externas.
Sobre o futuro, Rousey, com 39 anos, não é esperada para retornar aos combates após encerrar a carreira com vitórias na conta. Mesmo tendo o desejo de usar o duelo contra Carano para completar uma espécie de legado dentro do MMA, o desfecho acabou deixando a sensação de que uma revanche ainda maior — a aguardada luta de “grudge” entre “Rowdy” e Cris Cyborg — não chegou a acontecer.
O texto encerra com a lembrança de que Cyborg, em sua última movimentação recente, chegou a oferecer a possibilidade de enfrentar tanto Rousey quanto Carano na mesma noite, algo que não se concretizou. Enquanto isso, os números do cartel de Rousey seguem em 13-2, com a vitória no MVP MMA 1 fechando mais um capítulo curto, mas simbólico, para a ex-campeã.

