Yadong Song mandou um recado direto aos principais candidatos na divisão ao garantir, no chão, que não será “fácil de manobrar” daqui para frente. No co-main do UFC Fight Night 277, o chinês finalizou Deiveson Figueiredo com uma guilhotina no duelo principal em Macau, somando um bônus de Performance da Noite e consolidando a posição entre os cinco melhores pesos-galos.
Golpe de confiança no clinch e guilhotina muda o cenário do headliner
Song chegou ao combate com cartel de 23-9-1 no MMA e 12-4-1 no UFC, enquanto Figueiredo vinha com 25-7-1 no geral e 14-7-1 na organização. O vencedor fechou a luta com uma finalização por guilhotina no Saturday’s UFC Fight Night 277 headliner, realizado no Galaxy Macau, na China.
A finalização teve um ingrediente importante: Song utilizou um movimento característico associado ao seu mentor na Team Alpha Male, Urijah Faber, para interromper o confronto. Com isso, além da vitória, o lutador ainda recebeu o bônus de Performance da Noite.
Embora seja amplamente reconhecido pelo boxe “limpo” e preciso, Song transformou a tentativa de quedas de Figueiredo em oportunidade. A estratégia de derrubar repetidas vezes acabou custando caro: a guilhotina apareceu e tomou forma no Round 2, quando o desfecho se encaminhou para a finalização.
O que o resultado diz sobre ranqueamento e próximos passos na divisão
Antes desse triunfo, Song vinha de uma derrota por decisão bastante equilibrada para Sean O’Malley, em janeiro, no UFC 324. Ainda assim, o cenário atual mostra um crescimento consistente: agora ele venceu quatro das últimas seis lutas, o que reforça o peso do desempenho no topo da categoria.
Com a vitória, Song “cementou” seu lugar na parte alta do ranking dos pesos-galos, sendo citado como parte do grupo que ocupa o top cinco. Além disso, o lutador tratou a luta como uma prova de evolução e pediu continuidade de calendário para ganhar experiência e manter ritmo competitivo.
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Momentos recentes do cartel de Song: após a derrota apertada para Sean O’Malley em janeiro, o atleta emplacou quatro vitórias em seis compromissos, entrando (ou permanecendo) no radar absoluto do top cinco da categoria.
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Impacto em Figueiredo: a tentativa de levar a luta ao chão com vários esforços de queda não evitou a armadilha — a guilhotina no Round 2 determinou o desfecho.
Declarações do vencedor e a rota mais provável após a guilhotina
Depois do combate, Song explicou que o plano inicial era manter a calma e achar o momento certo para nocautear usando a mão direita. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que trabalhou bastante grappling durante a preparação e que não pretende “esconder” essa parte do jogo quando a situação exigir.
Na fala pós-luta, o lutador afirmou que a intenção era encaixar o timing para derrubar o adversário na trocação, mas deixou claro que, se houver espaço para lutar no clinch e no chão, ele vai agir: “não é que eu não saiba jiu-jitsu; eu só não quero mostrar isso o tempo todo”. Ele ainda complementou que, se a proposta for grappling, então a luta deve ser conduzida nessa direção.
Song também projetou o momento seguinte: disse que voltou a se provar e reforçou que está entre os cinco melhores, se colocando como o melhor do mundo na categoria. Para o futuro imediato, o atleta defendeu que quer lutar com mais frequência — tratou a competição como prática contínua — e declarou que precisa de mais lutas para acumular experiência.
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Ideia central do pós-luta: manter-se ativo, ganhar rodagem e continuar construindo o caminho contra os principais nomes do ranking.
Com uma guilhotina aplicada no Round 2 sobre um adversário de cartel forte no UFC e com histórico de desempenhos na luta agarrada, Song transforma esse resultado em argumento para disputar espaço ainda mais alto. O próximo passo mais provável, considerando o que ele já afirmou e o recorte atual do top cinco, é seguir em rota de lutas frequentes contra adversários ranqueados — com a ameaça dupla de boxe afiado e finalizações oportunistas.

