Sean Strickland voltou a ocupar o cinturão peso-médio do UFC, e a “novela” envolvendo Khamzat Chimaev marcou presença não só na rivalidade como também na pesagem que antecedeu a luta do campeão contra o ex-desafiante no UFC 328. Nos exames de balança realizados pela manhã, o lutador da equipe de Chimaev foi o último a subir na balança e, então, foi anunciado que havia batido o peso. Ainda assim, o momento foi amplamente analisado pelo público nas redes: muitos entenderam que a conferência teria sido rápida demais por parte da organização responsável pelo procedimento em Newark, em Nova Jersey, além de apontarem que Chimaev aparentava estar visivelmente desgastado na balança.
Pesagem em clima de tensão e “drama” em torno do peso
A discussão ganhou força depois da luta de sábado, quando o irmão de Chimaev tratou de expor uma narrativa sobre o que teria sido combinado nos bastidores. De acordo com o familiar, o agora ex-campeão teria aceitado enfrentar Jiri Prochazka pelo título vago dos meio-pesados, mas a rota do evento acabou mudando e o UFC direcionou o foco para o duelo envolvendo Strickland e Chimaev. Com isso, o campeão precisou se ajustar a um corte de cerca de 46 libras para a disputa, intensificando ainda mais o debate em torno do peso.
O que o treinador Eric Nicksick disse sobre o cenário do peso
Eric Nicksick, treinador principal de Strickland, foi questionado tanto sobre a pesagem quanto sobre o ruído posterior ao combate. Para ele, o centro da questão não era apenas se alguém poderia ter perdido o limite, mas sim o que isso poderia representar para o lutador sob sua responsabilidade.
Nicksick iniciou lembrando que Strickland é o campeão da categoria de 185 libras, deixando claro que, na visão do time, o compromisso do cinturão é defender a faixa e, ao mesmo tempo, cumprir o peso estabelecido.
Na sequência, ele também tratou do tema financeiro por trás de eventuais problemas na balança. Segundo Nicksick, existe um impacto do lado econômico quando um atleta não atende ao limite, citando que isso poderia render multa — e que esse dinheiro, na prática, acabaria indo para o bolso de Sean. O treinador resumiu que o que importava ao seu camp era, além de tudo, a compensação prevista, enquanto o resto do enredo “segue a vida”.
Strickland e o entendimento do “miss” — mesmo com a luta confirmada
Antes e depois do triunfo de Strickland sobre Chimaev, a leitura do campeão e da equipe foi a mesma: o adversário não teria batido corretamente o peso para o compromisso. Ainda assim, Nicksick reforçou que, conhecendo Strickland, mesmo uma eventual falha na balança não alteraria o plano esportivo do combate — a luta aconteceria do mesmo jeito.
O treinador apontou que, mesmo que Chimaev estivesse alguns quilos acima do limite, Sean aceitaria o confronto. Nicksick ainda ressaltou que, nesse cenário, a diferença estaria no aspecto financeiro: haveria a chance de obter um valor maior, caso a multa por não bater o peso fosse aplicada.
Rematch, Dana White, energia de Chimaev e a espera de Nassourdine Imavov
Apesar de Dana White ter afirmado que Chimaev pretende subir para a divisão dos meio-pesados após o UFC 328, Chimaev tem direcionado a energia para um caminho oposto. Em redes sociais, ele tem repetidamente chamado por uma revanche contra Strickland, movimentando o debate sobre um novo encontro. Ao mesmo tempo, outro nome também surge no horizonte: Nassourdine Imavov, que aguarda sua oportunidade no peso-médio.
Reação do treinador a um possível retorno de Chimaev
Nicksick foi direto ao comentar a possibilidade de um segundo combate com Chimaev. Para ele, não existe desgaste emocional nesse tipo de decisão: o time trabalha como “mercenário” no sentido prático, ou seja, executa o que for determinado pela organização. O treinador afirmou que, como campeão, a obrigação é colocar o cinturão em disputa para quem quer que seja escalado, sem depender de quem seja o rival do outro lado do octógono.
Lesão no ombro, nariz atingido e período de descanso
Antes da luta, Strickland lidou com uma lesão no ombro, e Nicksick confirmou que o problema aconteceu na terça-feira da semana do combate. Ainda assim, o campeão atravessou 25 minutos de confrontos intensos, e a luta também deixou marcas: Strickland relata ter sofrido um dano no nariz durante o duelo. Com tudo isso, ele pretende tirar algumas semanas para se recuperar e “desligar” um pouco após o esforço do período de preparação.
Quando Strickland deve voltar e planos envolvendo Francis Ngannou
Se dependesse de Nicksick, Strickland retornaria em algum momento no outono, mas o treinador disse que, por agora, o foco é aproveitar os próximos dias. A programação inclui acompanhar o companheiro de equipe Francis Ngannou, que vai competir contra Philipe Lins.
Nicksick também falou sobre a ausência de “cronograma fechado” e mencionou que conversou com Strickland sobre investir tempo em família. Ele citou que, mesmo em viagens e deslocamentos, a ideia é reservar momentos com esposa e com a casa, já que quem vive o esporte sabe que a família costuma ser a parte que mais sente o impacto do dia a dia no camp.
Como parte dessa rotina, Nicksick afirmou que convidou Strickland para acompanhar um evento em Los Angeles no sábado, ligado a Rousey vs. Carano, e que ele deve ir ao compromisso em apoio a Francis. A previsão é que Strickland compareça com sua esposa, assim como ele próprio e a esposa do treinador, aproveitando a oportunidade para estar fora do ambiente de treinos e do ritmo de preparação.
Por fim, Nicksick reiterou que, se pudesse escolher, gostaria de ver Strickland esperando até setembro ou outubro: tirar um tempo, descansar e “esfriar” antes de pensar no próximo compromisso.

