A presença de Chris Weidman no Hall da Fama do UFC já está garantida: a promoção confirmou que o ex-campeão dos médios entra na turma de 2026, enquanto Thomas Gerbasi também foi anunciado para o Hall da Fama, desta vez na categoria de contribuidores.
Weidman confirmado no Hall of Fame de 2026: legado no peso-médio
Durante a transmissão do UFC 328, neste sábado, o UFC anunciou que Chris Weidman será incluído no Hall da Fama da organização na Classe de 2026, integrando a ala voltada aos atletas. A cerimônia coloca em evidência a trajetória do lutador, que se consolidou especialmente por momentos decisivos no topo da divisão dos 185 libras.
O norte-americano é, ainda, um destaque do wrestling universitário: Weidman foi dois vezes “All-American” da Divisão I da NCAA. Ele estreou no UFC em março de 2011 e permaneceu na organização até dezembro de 2024, construindo uma carreira marcada por confrontos de alto nível no peso-médio.
O ponto mais alto do cartel no MMA veio em julho de 2013, no UFC 162. Na ocasião, Weidman nocauteou Anderson Silva e conquistou o cinturão dos médios (185 libras), encerrando a sequência de quase sete anos de reinado do rival de forma impactante e histórica para a categoria.
Após conquistar o título, Weidman fez três defesas. A primeira aconteceu imediatamente na revanche contra Anderson Silva, duelo em que o ex-campeão teve o desfecho alterado por uma fratura na perna do brasileiro — fato que marcou a narrativa daquela fase. Depois, Weidman emendou vitórias sobre Lyoto Machida e Vitor Belfort, consolidando a capacidade de competir no auge contra nomes de gerações diferentes.
Em dezembro de 2015, Weidman perdeu o cinturão para Luke Rockhold. A partir daí, ele não conseguiu retomar o ritmo que o levou ao topo e, segundo o histórico no UFC, acabou derrotado oito vezes nas lutas finais dentro da organização, lidando com uma lista considerável de lesões ao longo do período.
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Estreia no UFC: março de 2011
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Saída da organização: dezembro de 2024
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Conquista do título: UFC 162, julho de 2013 (nocaute sobre Anderson Silva)
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Defesas do cinturão: três (inclui a revanche imediata contra Silva, além de vitórias sobre Machida e Belfort)
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Perda do cinturão: dezembro de 2015, contra Luke Rockhold
Na divulgação oficial, o CEO do UFC, Dana White, destacou o impacto do atleta na divisão: Weidman, segundo a declaração, é lembrado como um dos maiores médios da história do evento, por ter enfrentado consistentemente os melhores nomes do mundo e por ter alterado para sempre o cenário do peso-médio com as vitórias sobre Anderson Silva.
Contribuidores no Hall da Fama: Thomas Gerbasi entra na Classe de 2026
Além do anúncio de Weidman, a organização também confirmou Thomas Gerbasi na turma de 2026, agora pela ala de contribuidores. O ingresso ocorre de maneira póstuma após o falecimento do escritor em 16 de setembro de 2025, aos 57 anos.
Gerbasi foi um nome de longa data na cobertura de esportes de combate. Ele atuou como diretor editorial do UFC.com e também trabalhou para a The Ring Magazine e para o BoxingScene, acumulando experiência tanto na escrita quanto na construção de conteúdo ligado ao esporte.
O que a entrada no Hall of Fame representa e qual o próximo passo provável
Com Weidman anunciado para o Hall da Fama, o UFC reforça o peso histórico do momento que ele viveu no UFC 162 — uma vitória que interrompeu o reinado de Anderson Silva por quase sete anos e reposicionou a divisão dos médios em um novo patamar. Para o ranqueamento histórico do peso-médio dentro da organização, a indicação funciona como validação do auge do atleta, especialmente por conta do título conquistado e das três defesas realizadas após o triunfo.
Ao mesmo tempo, o reconhecimento póstumo de Gerbasi evidencia a importância da narrativa e do registro do esporte, com a contribuição de quem acompanhou o crescimento do UFC em diferentes fases e ajudou a manter a modalidade em evidência para o público.
Na prática, não há indicação de uma continuação de carreira competitiva relacionada ao Hall da Fama — já que Weidman encerrou a passagem pelo UFC em dezembro de 2024. Assim, o “próximo passo” mais concreto apontado pela notícia é a própria cerimônia da Classe de 2026, que deve consolidar oficialmente o legado do atleta no esporte e manter o nome de Gerbasi em destaque dentro da história do UFC.

