UFC Perth: odds e previsões do main card na RAC Arena, com confrontos-chave

Este sábado, 2 de maio de 2026, o UFC desembarca na RAC Arena, em Perth, na Austrália, para o UFC Perth. O card terá um horário mais confortável para o público local — e, para quem pretende acompanhar do fuso dos Estados Unidos, a madrugada promete ser longa. A programação traz um encontro chamativo no topo do evento, com Jack Della Maddalena encarando Carlos Prates em uma luta que coloca um antigo campeão frente a um artista de nocaute extremamente perigoso. Abaixo, a análise das principais lutas do card antes do co-main event.

Flyweight: Tim Elliott x Steve Erceg

Tim Elliott entra como favorito em uma faixa de odds bem alta (-400), enquanto Steve Erceg aparece com retorno forte (+285). No recorte de momento, Elliott vem de duas vitórias seguidas, ao passo que Erceg voltou a vencer no último compromisso depois de um período instável. O fator curioso fica por conta de Elliott, que tem 39 anos, mas parece longe de perder a energia e a capacidade de impor ritmo.

Para “o melhor caminho” de Elliott, o destaque na fonte vai para Tagir Ulanbekov. Já para Erceg, o parâmetro citado é Matt Schnell. No confronto direto, a leitura é de que se trata de um bom casamento entre lutadores do topo do peso, mas com a precificação de apostas destoando do que, na avaliação, pode acontecer dentro do octógono.

Nos últimos quatro anos, a única derrota de Elliott nesse período para Muhammad Mokaev — um dos nomes mais respeitados dos 125 libras — reforça o peso do que ele tem entregue. Mesmo com a idade, o wrestling e a força física seguem funcionando, e as finalizações aparecem como um risco que, na leitura do texto, pode estar ainda mais perigoso. Do outro lado, Erceg, apesar do talento, mostrou instabilidade depois de quase capturar o cinturão na quarta luta dele no UFC.

O texto aponta que Erceg é um atleta com base forte no boxe e faixa-preta de jiu-jitsu, e que, aos 30 anos, ele tem as ferramentas para virar candidato — desde que consiga organizar tudo no mesmo combate. Ainda assim, há um alerta: nas últimas três lutas, a confiança no australiano teria oscilado. As perdas para Kai Kara-France e Brandon Moreno são tratadas como compreensíveis, mas o desempenho contra Ode Osbourne é visto como um passo atrás, com sensação de insegurança em momentos do confronto.

O ponto que muda o cenário para Erceg, na análise, é o estilo. A fonte sugere que as dificuldades recentes apareceram quando ele era contrapunchado e punido com leitura no pé — algo que não seria o “jogo” preferido de Elliott. A expectativa é de que Elliott não consiga soltar o tipo de pressão com veneno suficiente para colocar Erceg em risco constante, permitindo que o “Astro Boy” trabalhe o jab e vá construindo sequências.

Quando Elliott tentar levar a luta para o chão, a aposta é que Erceg terá recursos para negar as tentativas e se recuperar no instante certo, usando a movimentação para reduzir o impacto do controle. Assim, a previsão é de um duelo competitivo, com Erceg crescendo aos poucos conforme a luta avança e os níveis de dano e cansaço aumentam.

Previsão: Erceg por decisão

Peso-pesado: Shamil Gaziev x Brando Pericic

Na categoria dos pesados, Shamil Gaziev aparece como underdog em +110, enquanto Brando Pericic abre como favorito em -140. O momento recente traz um contraste direto: Gaziev perdeu o último compromisso, enquanto Pericic está invicto no UFC (2-0). Como fator de atenção, a fonte lembra que Pericic ainda é um novato no MMA de alto nível, com cartel de 6-1.

Para Gaziev, a “melhor vitória” citada é Martin Buday. Para Pericic, o parâmetro indicado é Louie Sutherland. A projeção central é que os dois vão para cima em um duelo de impacto, com troca agressiva típica do peso-pesado.

A análise destaca que, mesmo com apenas cinco lutas dentro do UFC, Gaziev já conseguiu espaço no Top 15 — um feito relevante porque, em peso-pesado, o número de atletas de elite é menor do que em divisões mais profundas. O russo é descrito como um lutador de nocaute, com mão direita forte e capacidade de encaixar, de vez em quando, uma queda.

Pericic, por sua vez, é apresentado como um prospecto de City Kickboxing, com histórico no kickboxing profissional. O texto também reforça que as duas vitórias dele no UFC terminaram cedo: a ideia é que ele dominou adversários com variedade e potência no ataque de trocação.

Apesar disso, a fonte admite que não existe muita certeza em prever um combate desse tipo, porque são dois “slugger” — lutadores focados mais no ataque do que em defesa. Aqui, a leitura do cenário seria: Gaziev leva vantagem por experiência e wrestling, enquanto Pericic surge mais jovem e com um arsenal maior na trocação. Ainda assim, o texto deixa claro que um nocaute também pode ser o caminho do outro lado, já que o peso-pesado costuma punir rápido quem erra.

No fim, a escolha pessoal do autor na narrativa é por Gaziev. O motivo: até aqui, ele só teria sido derrotado por nomes já estabelecidos no Top 10. Já Pericic é tratado como um talento com equipe forte, mas ainda seria cedo para figurar entre os principais adversários do circuito.

Previsão: Gaziev por nocaute

Peso-pesado: Tai Tuivasa x Louie Sutherland

Fechando a lista das lutas analisadas antes do co-main event, Tai Tuivasa entra como favorito em -184, enquanto Louie Sutherland aparece em +142. O recorte de sequência é duro para Tuivasa: ele está em uma série de seis derrotas seguidas. Já Sutherland chega com desempenho de 0-2 dentro do octógono.

O fator destacado é direto e questiona onde está a cabeça de Tuivasa após tantas perdas. Para “a melhor vitória” de Tuivasa, a fonte cita Derrick Lewis. Para Sutherland, o exemplo indicado é Renato Rangel.

A leitura do confronto é tratada como o “último suspiro” do “Bam Bam”. O texto lembra que a ascensão do australiano aconteceu há muito tempo, e, mesmo que ele não pareça ter mudado tanto, ainda existe uma base de perigo: Tuivasa é descrito como durável, com capacidade de montar ataques usando boas preparações para encaixar a mão pesada. O problema, na análise, é que o jogo no chão é visto como um grande ponto fraco — um “vácuo” de habilidade —, o que se torna ainda mais relevante em lutas onde o ritmo se estica.

Outro ponto levantado: Tuivasa poderia ter vencido a luta anterior, mas teria “gasado” de forma ruim. O texto, porém, sustenta que Sutherland não é tão eficiente no nível do UFC, o que aumentaria as chances de Tuivasa voltar ao caminho das vitórias. O inglês é lembrado como um nocauteador no circuito regional, mas a transição para o octógono teria trazido quase nenhum sucesso.

A expectativa é que Tuivasa consiga vencer aqui. A fonte descreve que este é justamente o tipo de adversário e nível que o australiano costuma desmontar rapidamente, graças à velocidade de mãos e ao talento ofensivo. Ainda existe uma rota alternativa: Sutherland poderia tentar vencer por wrestling e controle — mas, segundo o texto, não é como se ele fosse um especialista comprometido com o jogo de chão.

Como é peso-pesado, a análise reconhece que qualquer coisa pode acontecer. Ainda assim, a conclusão é que Tuivasa deve reagir e retomar o rumo.

Previsão: Tuivasa por nocaute

“X-Factor” para 2026

Fechando a matéria, a fonte registra o balanço do recorte de apostas para o ano: 26-13.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.